{"id":658,"date":"2025-07-16T11:34:32","date_gmt":"2025-07-16T14:34:32","guid":{"rendered":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=658"},"modified":"2025-09-15T10:12:40","modified_gmt":"2025-09-15T13:12:40","slug":"of-1-ciencia-tecnologia-e-financas-solidarias-do-palmas-card-ao-palma-solar-em-busca-de-uma-transicao-energetica-justa-comunitaria-e-popular","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=658","title":{"rendered":"OF 1 &#8211; Ci\u00eancia, tecnologia e finan\u00e7as solid\u00e1rias: do Palmas Card ao Palma Solar, em busca de uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa, comunit\u00e1ria e popular"},"content":{"rendered":"\n<p>Em di\u00e1logo com os desafios das emerg\u00eancias clim\u00e1ticas e da inclus\u00e3o socioecon\u00f4mica, a presente oficina est\u00e1 ancorada nas experi\u00eancias\/viv\u00eancias brasileiras da Rede Brasileira de Bancos Comunit\u00e1rios. Tais bancos tiveram sua primeira experi\u00eancia em 1998 no Conjunto Palmeiras (periferia de Fortaleza, Cear\u00e1), por meio do Banco Palmas. Este foi resultado de um processo que envolveu uma pergunta geradora, \u201cPor que somos pobres?\u201d, e um diagn\u00f3stico de que o motivo estaria ligado \u00e0 \u201cperda das poupan\u00e7as locais dos moradores\u201d para o mercado externo ao territ\u00f3rio. A partir da\u00ed, os Bancos Comunit\u00e1rios de Desenvolvimento (BCDs) brasileiros historicamente constru\u00edram\/descobriram\/inventaram dispositivos como o das moedas sociais (v\u00e1lidas em um territ\u00f3rio restrito e com paridade com o Real, incentivam o consumo local) e o do microcr\u00e9dito (ferramenta que auxilia, por exemplo, a diversifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Se 25 anos atr\u00e1s o Conjunto Palmeiras construiu uma (hoje reconhecida) tecnologia social que revolucionou as finan\u00e7as solid\u00e1rias no Brasil com uma brincadeira\/ de \u201ccolocar rolhas em um balde furado\u201d (met\u00e1fora para o desafio de impedir que as riquezas comunit\u00e1rias escapem do territ\u00f3rio), hoje esta mesma tecnologia come\u00e7a a ser reaplicada no contexto da crise clim\u00e1tica-energ\u00e9tica que enfrentamos: a Rede Brasileira de Bancos Comunit\u00e1rios est\u00e1 colocando mais uma rolha para que parte da riqueza local das comunidades n\u00e3o seja capturada pelo mercado de energia, por meio da proposi\u00e7\u00e3o de um arranjo sociot\u00e9cnico que inclui energia renov\u00e1vel e com moeda social. Como disse um vereador de Fortaleza em uma audi\u00eancia p\u00fablica sobre energia comunit\u00e1ria: \u201cvoc\u00eas est\u00e3o trazendo uma solu\u00e7\u00e3o para o problema do fim do m\u00eas e do fim do mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A oficina ser\u00e1 dividida em duas partes principais: na primeira, examinaremos as experi\u00eancias brasileiras e internacionais. Trataremos inicial e brevemente de \u201cdesbloquear os imagin\u00e1rios\u201d acerca do dinheiro como artefatos modernos, passando pela diversidade de possibilidades de suas configura\u00e7\u00f5es. Buscaremos resgatar o hist\u00f3rico dos BCDs enquanto novidades (\u201cobjetos novos\u201d) conectadas \u00e0 no\u00e7\u00e3o de economia solid\u00e1ria, buscando estabilizar-se em meio a controv\u00e9rsias e parcerias com o poder p\u00fablico. Ressaltaremos ent\u00e3o as reconfigura\u00e7\u00f5es em suas redes, a partir do processo de digitaliza\u00e7\u00e3o de suas moedas sociais (originalmente em papel) e a concretiza\u00e7\u00e3o de parcerias com prefeituras, com a cria\u00e7\u00e3o de \u201cmoedas e bancos municipais\u201d. Por fim, examinaremos as recentes experi\u00eancias de conex\u00e3o dos dispositivos acima com a instala\u00e7\u00e3o de placas solares geridas por BCDs, e a emerg\u00eancia das \u201cmoedas fotovoltaicas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda parte da oficina ser\u00e1 destinada \u00e0 revis\u00e3o\/constru\u00e7\u00e3o\/configura\u00e7\u00e3o de modelos de redes comunit\u00e1rias reunindo atores como BCDs, usinas solares solid\u00e1rias, linhas de microcr\u00e9dito e moedas sociais. Tais redes poder\u00e3o incluir ainda outros atores, tais como universidades, empresas p\u00fablicas e \u00f3rg\u00e3os governamentais de apoio \u00e0 economia solid\u00e1ria. Ao final, a oficina dever\u00e1 produzir documentos que apontam na dire\u00e7\u00e3o de modelo(s) de neg\u00f3cios solid\u00e1rios sustent\u00e1veis envolvendo moedas sociais digitais e energias renov\u00e1veis, situando o debate sobre uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa e popular de forma conectada com as experi\u00eancias revisitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sugerimos que a oficina tenha dura\u00e7\u00e3o de aproximadamente 3h, sendo realizada em uma manh\u00e3 ou tarde. Ela dever\u00e1 contar com a participa\u00e7\u00e3o de ao menos tr\u00eas bancos comunit\u00e1rios, e possibilitar\u00e1 aos inscritos uma visita de campo opcional ao Banco Tupinamb\u00e1, situado na Ilha de Mosqueiro ( Ba\u00eda do Sol).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>Luiz Arthur Silva de Faria <\/strong><\/td><td><strong>PESC\/COPPE\/UFRJ<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Henrique Luiz Cukierman <\/strong><\/td><td><strong>Programa de Eng. de Sistemas e Computa\u00e7\u00e3o-COPPE-UFRJ<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Ricardo Jullian da Silva Gra\u00e7a <\/strong><\/td><td><strong>UFRJ<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Data: 18\/09\/2025 e 19\/09\/2025<\/li>\n\n\n\n<li>Hor\u00e1rio: 8h00 \u2013 9h30<\/li>\n\n\n\n<li>Local: Mirante do Rio \u2013 sala 204 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em di\u00e1logo com os desafios das emerg\u00eancias clim\u00e1ticas e da inclus\u00e3o socioecon\u00f4mica, a presente oficina est\u00e1 ancorada nas experi\u00eancias\/viv\u00eancias brasileiras da Rede Brasileira de Bancos Comunit\u00e1rios. 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