{"id":438,"date":"2025-05-21T21:05:02","date_gmt":"2025-05-22T00:05:02","guid":{"rendered":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=438"},"modified":"2025-09-11T10:49:19","modified_gmt":"2025-09-11T13:49:19","slug":"gt24-tecnologias-e-inovacoes-saberes-comunidades-artefatos-e-sustentabilidades","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=438","title":{"rendered":"GT24 &#8211; Tecnologias e Inova\u00e7\u00f5es: saberes, comunidades, artefatos e sustentabilidades"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Em continuidade com as discuss\u00f5es promovidas na RIDS \u2013 Rede Interdisciplinar sobre Desenvolvimento e Saberes, buscamos o fortalecimento das pesquisas que contemplam a rela\u00e7\u00e3o entre tecnologias sociais por interm\u00e9dio da leitura dos saberes, dos fazeres e das pr\u00e1ticas \u201cpopulares\u201d sustent\u00e1veis, sustentadas. Desse lugar, trataremos da conex\u00e3o do bin\u00f4mio cultura e desenvolvimento para pensarmos em \u201cinova\u00e7\u00f5es sociais\u201d fundamentadas nas tramas que se estabelecem entre atores, humanos e n\u00e3o-humanos. Tem-se a perspectiva de identificarmos as constru\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-hist\u00f3ricas que transpassam por fatores culturais (hist\u00f3ria, identidade, tradi\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria, pertencimento, protagonismo, autonomia, solidariedade, entre outros) que fornecem sentido, exist\u00eancia e perman\u00eancia \u00e0s pessoas, coisas e objetos (materiais e imateriais), dentro das din\u00e2micas que envolvem o lugar, o territ\u00f3rio e a dignidade da pessoa. Esperamos receber um conjunto de trabalhos que fa\u00e7am leituras interdisciplinares e tradu\u00e7\u00f5es sociot\u00e9cnicas de elementos da cultura e das transforma\u00e7\u00f5es da realidade local. Estes, enfatizando as estrat\u00e9gias que pessoas, grupos, comunidades, associa\u00e7\u00f5es efetivam para a produ\u00e7\u00e3o de tecnologias e inova\u00e7\u00f5es sociais, mediante a composi\u00e7\u00e3o dos saberes-fazeres que apontam possibilidades para imaginarmos outros desenvolvimentos, em perspectivas mais abertos, plurais, diversos e que promovam a dignidade \u00e0 pessoa, \u00e0 natureza, \u00e0 biodiversidade e \u00e0s coisas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordenadores: <\/strong>Carlos Alberto M\u00e1ximo Pimenta (UNIFEI), Andr\u00e9 Luiz da Silva (Universidade de Taubat\u00e9), Elisa Maria Andrade Brisola (Unis), Suzana Lopes Salgado Ribeiro (Unis &#8211; Centro Universit\u00e1rio do Sul de Minas)<br><strong>Debatedora: <\/strong>L\u00edgia Maria de Mendon\u00e7a Chaves Incrocci (Universidade Federal de Itajub\u00e1)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>17\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 01 <\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 308 (3o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Parar de se Desenvolver Para Voltar a se Envolver<\/strong> &#8211; Yuri Diniz Leite&nbsp;(PUC-RIO)<\/p>\n\n\n\n<p>No cerrado brasileiro, na serra do roncador, mato grosso &#8211; br, um povo autodenominado a\u2019uw\u00ea, tamb\u00e9m conhecido como xavante, protege essa regi\u00e3o h\u00e1 s\u00e9culos. No territ\u00f3rio ind\u00edgena pimentel barbosa, na aldeia rip\u00e1, existe atualmente um cen\u00e1rio de inseguran\u00e7a alimentar que coloca esse povo origin\u00e1rio e seus saberes ancestrais em risco. Originalmente, o povo a\u2019uw\u00ea, assim como a maioria das etnias ind\u00edgenas do brasil, sempre foi n\u00f4made. A partir do contato com os warazu (n\u00e3o ind\u00edgenas), as transforma\u00e7\u00f5es e imposi\u00e7\u00f5es culturais, ao longo do tempo, os for\u00e7aram a mudar alguns costumes, como, por exemplo, tornarem-se sedent\u00e1rios. Historicamente, essa etnia sempre praticou agricultura atrav\u00e9s do fogo, t\u00e9cnica conhecida como coivara ou ro\u00e7a de toco. Quando eram n\u00f4mades, em um contexto com uma densidade demogr\u00e1fica muito menor que nos dias atuais, com um cerrado rico e biodiverso e um fluxo migrat\u00f3rio intenso, pode-se dizer que essa pr\u00e1tica fazia sentido para aquela realidade. Nosso objetivo principal \u00e9 criar uma ilha de abund\u00e2ncia, promovendo a soberania alimentar e a autonomia econ\u00f4mica na aldeia por meio de um sistema agroflorestal sintr\u00f3pico, regenerando o ecossistema local e fortalecendo a exist\u00eancia da cultura a\u2019uw\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Mapeamento dos saberes para fins de gera\u00e7\u00e3o de renda no Circuito de Turismo Caminhos da Mantiqueira<\/strong> &#8211; Claraelisa Martins Mariano&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;L\u00edgia Maria de Mendon\u00e7a Chaves Incrocci&nbsp;(Universidade Federal de Itajub\u00e1)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho prop\u00f5e mapear saberes populares com potencial de gera\u00e7\u00e3o de renda nos munic\u00edpios pertencentes ao Circuito Tur\u00edstico Caminhos da Mantiqueira, no Sul de Minas Gerais. A pesquisa parte da constata\u00e7\u00e3o de que as pol\u00edticas culturais e de turismo locais, embora reconhe\u00e7am o valor das tradi\u00e7\u00f5es regionais, ainda trabalham sob l\u00f3gicas econ\u00f4micas convencionais que desconhecem os saberes comunit\u00e1rios. Objetiva-se identificar os saberes invisibilizados, mas que podem se articular com pr\u00e1ticas de turismo criativo e economia da cultura. A metodologia envolve pesquisa emp\u00edrica qualitativa com levantamento documental, entrevistas semiestruturadas com gestores p\u00fablicos e produtores culturais, observa\u00e7\u00e3o de campo e registro etnogr\u00e1fico em munic\u00edpios do Circu\u00edto Tur\u00edstico Caminhos da Mantiqueira. Os resultados parciais apontam a exist\u00eancia de iniciativas culturais com potencial de gera\u00e7\u00e3o de renda, ainda n\u00e3o contempladas pelas pol\u00edticas locais. O estudo se ancora no conceito de \u201ceconomia dos saberes\u201d como estrat\u00e9gia para promover o desenvolvimento local sustent\u00e1vel, valorizando a cultura viva e os modos de vida da popula\u00e7\u00e3o. Portanto, reconhecer e integrar os saberes populares \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas revela-se um caminho promissor para fortalecer iniciativas locais, promover a valoriza\u00e7\u00e3o das culturas vivas e ampliar as possibilidades de gera\u00e7\u00e3o de renda, contribuindo para formas de desenvolvimento mais justas e participativas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Do clima \u00e0 mesa: arranjos e pr\u00e1ticas alimentares em resposta a eventos clim\u00e1ticos extremos no Territ\u00f3rio do M\u00e9dio Juru\u00e1\/AM<\/strong> &#8211; J\u00falia Menin&nbsp;(UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<p>O territ\u00f3rio do M\u00e9dio Juru\u00e1, no estado do Amazonas, munic\u00edpio de Carauari, tem vivenciado eventos clim\u00e1ticos extremos, como secas severas e enchentes hist\u00f3ricas, que impactam fortemente a seguran\u00e7a alimentar das comunidades ribeirinhas. Essas mudan\u00e7as n\u00e3o afetam apenas a disponibilidade de alimentos, mas tamb\u00e9m alteram a composi\u00e7\u00e3o da renda familiar, as plantas cultivadas, os locais de plantio e geram um aumento no consumo de ultraprocessados, especialmente em per\u00edodos de crise. Nesse cen\u00e1rio, emergem arranjos envolvendo associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, ONGs, governos e agentes n\u00e3o-humanos, desempenhando um papel central na garantia da alimenta\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio. Um exemplo marcante \u00e9 o programa &#8220;Com\u00e9rcio Ribeirinho da Cidadania e Solid\u00e1rio&#8221;, tecnologia social da ASPROC (Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores Rurais de Carauari), que facilita a circula\u00e7\u00e3o de alimentos e produtos entre comunidades, fortalecendo redes locais em momentos cr\u00edticos. Para a realiza\u00e7\u00e3o desta pesquisa, foram conduzidas 50 entrevistas com moradores da comunidade Nova Esperan\u00e7a, localizada na RESEX do M\u00e9dio Juru\u00e1, bem como com membros de associa\u00e7\u00f5es, governos e organiza\u00e7\u00f5es. Esses arranjos refletem em mudan\u00e7as nas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas e alimentares, com transforma\u00e7\u00f5es nos ro\u00e7ados, nos alimentos consumidos e nos hor\u00e1rios e locais de plantio, \u201cadaptados\u201d \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Esses arranjos, articulam pr\u00e1ticas locais que fortalecem a seguran\u00e7a alimentar frente \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e indicam caminhos para pol\u00edticas p\u00fablicas mais efetivas e adequadas \u00e0s realidades locais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>A integra\u00e7\u00e3o de saberes na cosmot\u00e9cnica Ka&#8217;apor: elementos bioculturais da casa de sementes<\/strong> &#8211; Taynara Morais Portal&nbsp;(UFPA),&nbsp;Carlos Victor Correa Pontes&nbsp;(UFPA &#8211; Universidade Federal do Par\u00c3\u0192\u00c2\u00a1)<\/p>\n\n\n\n<p>A abordagem investigativa proposta neste trabalho condiz na compreens\u00e3o da Casa de Sementes do Povo Ka\u2019apor, localizado na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ararorend\u00e1, na Terra Ind\u00edgena Alto Turia\u00e7u, localizada no noroeste do estado do Maranh\u00e3o, na Amaz\u00f4nia Oriental. A pesquisa apresenta a Casa de Sementes Ka\u2019apor na inten\u00e7\u00e3o de identificar a import\u00e2ncia desse espa\u00e7o para prote\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o dos saberes sobre elementos bioculturais na cosmot\u00e9cnica Ka&#8217;apor e sua import\u00e2ncia para manuten\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria biocultural. A partir de dados obtidos por meio de conversas com mestres da cultura, educandos do projeto educacional Ka\u2019apor e de fatores clim\u00e1ticos observados no territ\u00f3rio Ka\u2019apor, identificamos juntamente com nossos interlocutores que esses elementos bioculturais s\u00e3o compostos de diferentes tecnologias ind\u00edgenas origin\u00e1rias, que abrangem um conjunto diversificado de cosmot\u00e9cnica Ka\u2019apor para diversos fins, como artefatos, agricultura, medicina, indument\u00e1rias e suas casas. Desta forma, foram realizadas diferentes atividades de forma coletiva na constru\u00e7\u00e3o da casa da sementes, com a inten\u00e7\u00e3o de manter o espa\u00e7o biocultural como proposta de ambiente em que essas tecnologias, transmitidas principalmente por meio da oralidade, refletem uma profunda rela\u00e7\u00e3o de respeito e harmonia com a natureza, adaptada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas atuais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Patrim\u00f4nio como tecnologia social: o estudo do caso da cidade de Taubat\u00e9-SP<\/strong> &#8211; Rachel Duarte Abdala&nbsp;(Universidade de Taubat\u00e9)<\/p>\n\n\n\n<p>Prop\u00f5e-se, neste estudo analisar o conjunto do patrim\u00f4nio tombado da cidade de Taubat\u00e9-SP sob a perspectiva da tecnologia social, considerando-se as dimens\u00f5es material e imaterial do patrim\u00f4nio. Na cidade h\u00e1 quarenta e dois bens patrimoniais tombados nas tr\u00eas esferas: municipal, estadual e nacional, que englobam diferentes per\u00edodos hist\u00f3ricos e que registram uma diversidade de categorias de solu\u00e7\u00f5es arquitet\u00f4nicas, de tipos de materiais e que mobilizaram diferentes tecnologias para a sua constru\u00e7\u00e3o. Considera-se que o patrim\u00f4nio de uma comunidade \u00e9 o resultado de um processo hist\u00f3rico que reflete as tens\u00f5es, conflitos, valores e anseios socioculturais, bem como a din\u00e2mica de uma comunidade. Para a realiza\u00e7\u00e3o deste estudo recorreu-se \u00e0 observa\u00e7\u00e3o direta dos bens tombados e \u00e0 an\u00e1lise documental de documentos que informam a respeito da sua constru\u00e7\u00e3o, tais como documentos oficiais, fotografias e artigos de jornal. Essa documenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 sob a guarda do Arquivo Hist\u00f3rico de Taubat\u00e9, do Museu da Imagem e do Som de Taubat\u00e9 e da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. Concluiu-se que assim como o patrim\u00f4nio \u00e9 din\u00e2mico da sua rela\u00e7\u00e3o com a sociedade, a discuss\u00e3o conceitual e a sua percep\u00e7\u00e3o pelas comunidades tamb\u00e9m precisa acompanhar esse movimento. O patrim\u00f4nio pode ser percebido como tecnologia social \u00e0 medida que se configura como o resultado de m\u00faltiplas esferas de composi\u00e7\u00f5es sociais em esferas culturais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>O que contam os monstros do Vale do Para\u00edba? Desenhos e hist\u00f3rias como artefatos simb\u00f3licos<\/strong> &#8211; Gabriel Fujarra Magalh\u00e3es Capello&nbsp;(UNITAU),&nbsp;Andr\u00e9 Luiz da Silva&nbsp;(Universidade de Taubat\u00e9)<\/p>\n\n\n\n<p>O que nos contam os monstros? Este questionamento orienta a presente proposta, vinculada a uma pesquisa de mestrado em andamento, cujo foco est\u00e1 na escuta e an\u00e1lise de narrativas e imagens sobre monstros, elaboradas por moradores do interior do Vale do Para\u00edba. O recorte aqui apresentado busca compreender quais temas emergem e se entrela\u00e7am nesses relatos, considerando a monstruosidade como operador simb\u00f3lico e cultural. Metodologicamente, utilizou-se do procedimento do Desenho-Est\u00f3ria Tem\u00e1tico, no qual os participantes foram convidados a desenhar e contar uma hist\u00f3ria sobre um monstro. As produ\u00e7\u00f5es \u2013 orais e graficamente \u2013 resultantes s\u00e3o analisadas como fragmentos de um \u201cmito individual\u201d, em di\u00e1logo com a antropologia estrutural do L\u00e9vi-Strauss e a psican\u00e1lise de Lacan. Contudo, ao tratar-se de um conjunto de cinquenta participantes, essas manifesta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o compreendidas como artefatos simb\u00f3licos, pois s\u00e3o produzidas no entrela\u00e7amento entre territ\u00f3rio, mem\u00f3ria, tradi\u00e7\u00e3o e viv\u00eancias subjetivas que significam a experi\u00eancia. Logo, o monstro pode ser compreendido como um significante para narrar e reinventar a realidade, o monstro \u00e9 bom para se pensar.<br>Palavras-Chaves: Monstro; Desenho; Narrativas; Artefatos Simb\u00f3licos&nbsp;e&nbsp;Mito.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Os Lugares da Viola Caipira: Proposta de Estudo da Viola Caipira no Vale do Paraiba Paulista<\/strong> &#8211; William Joseph Gomes de Oliveira&nbsp;(UNITAU),&nbsp;Andr\u00e9 Luiz da Silva&nbsp;(Universidade de Taubat\u00e9)<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura caipira \u00e9 (re)produzida e transformada por meio de sociabilidades que ocorrem em espa\u00e7os destinados ao encontro e \u00e0 conviv\u00eancia, sobretudo no meio rural. Por\u00e9m, processos como a urbaniza\u00e7\u00e3o, a globaliza\u00e7\u00e3o e a cultura digital v\u00eam transformando essas formas de sociabilidade, exigindo novos olhares sobre o tema. A pesquisa visa compreender como as a\u00e7\u00f5es culturais voltadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o da cultura da Viola caipira contribuem para a produ\u00e7\u00e3o de sociabilidades. Paralelamente, busca-se analisar, dialeticamente, o papel das din\u00e2micas dessas sociabilidades na consolida\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o da Viola caipira, tanto em contextos rurais quanto urbanos, em um munic\u00edpio do Vale do Para\u00edba Paulista. Os participantes da pesquisa s\u00e3o mestres da cultura popular e violeiros envolvidos em iniciativas de difus\u00e3o da Viola caipira no munic\u00edpio estudado. A coleta de dados est\u00e1 sendo realizada por meio de observa\u00e7\u00e3o participante, com registros em di\u00e1rio de campo de atividades como oficinas culturais, encontros de violeiros, festas populares em espa\u00e7os p\u00fablicos e\/ou privados. Tamb\u00e9m ser\u00e3o realizadas entrevistas com os participantes selecionados, conforme a relev\u00e2ncia observada durante a pesquisa etnogr\u00e1fica. A an\u00e1lise dos dados ser\u00e1 conduzida por triangula\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos. Uma das constata\u00e7\u00f5es preliminares aponta para a expressiva presen\u00e7a da Viola caipira em territ\u00f3rios rurais perif\u00e9ricos, revelando a complexa e din\u00e2mica intera\u00e7\u00e3o entre lugares, pessoas e artefatos na produ\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o da cultura popular tradicional. Palavras-chave: Sociabilidades, Media\u00e7\u00e3o, Desenvolvimento Humano<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Entre Alambiques e Inova\u00e7\u00e3o: Sustentabilidade e Cultura na Produ\u00e7\u00e3o Artesanal de Cacha\u00e7a em Itajub\u00e1\/MG<\/strong> &#8211; Camille Vit\u00f3ria Cutrim Gemaque&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Carlos Alberto M\u00e1ximo Pimenta&nbsp;(UNIFEI)<br>Este trabalho aborda um estudo de caso sobre a produ\u00e7\u00e3o artesanal de cacha\u00e7a artesanal na microrregi\u00e3o de Itajub\u00e1\/MG. Inserida no projeto \u201cRegionalidades, Economia e Cultura\u201d, a pesquisa articula os campos da Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o e dos estudos CTS (Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade) para refletir sobre o desenvolvimento sustent\u00e1vel em territ\u00f3rios com forte express\u00e3o cultural e rural. A cacha\u00e7a, al\u00e9m de produto econ\u00f4mico, \u00e9 s\u00edmbolo de identidade, hist\u00f3ria e pr\u00e1ticas tradicionais transmitidas por gera\u00e7\u00f5es. Parte-se do reconhecimento de que \u00e9 urgente pensar tecnologias que dialoguem com saberes tradicionais e promovam a valoriza\u00e7\u00e3o das comunidades locais.<br>Objetivos: Objetiva-se identificar como a Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o pode facilitar a sustentabilidade e competitividade de pequenas cacha\u00e7arias artesanais, integrando ferramentas simples de gest\u00e3o, como checklists e Kanban, ao cotidiano produtivo, sem apagar os valores culturais.<br>Conclus\u00e3o: Na busca da compreens\u00e3o \u00e0s limita\u00e7\u00f5es enfrentadas por produtores locais, a pesquisa trouxe sugest\u00f5es e estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o, sem distanciamento da tradi\u00e7\u00e3o do processo, da inova\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Demonstrou-se, tamb\u00e9m, que \u00e9 poss\u00edvel combinar pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis e tecnologias acess\u00edveis \u00e0 realidade rural, promovendo um futuro em que desenvolvimento local e cultura caminhem juntos. A Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o, nesse contexto, revela-se como ponte entre inova\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Desenvolvimento Regional, CTS e Sustentabilidade: Aproxima\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise das necessidades da comunidade de S\u00e3o Jo\u00e3o da Cristina, Maria da F\u00e9, MG.<\/strong> &#8211; Kellen Moreira da Fonseca&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Adilson da Silva Mello&nbsp;(UNIFEI)<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um estudo interdisciplinar entre as \u00e1reas de ci\u00eancias sociais e engenharias para promo\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de sustentabilidade e gera\u00e7\u00e3o de renda na microrregi\u00e3o de Itajub\u00e1, Sul de Minas Gerais. Fundamentado na ruralidade expressiva da regi\u00e3o, o trabalho justifica-se ao buscar formas de planejamentos urbanos e rurais que escapem das concep\u00e7\u00f5es vigentes de individualismo, mercantiliza\u00e7\u00e3o de bens comunit\u00e1rios, degrada\u00e7\u00e3o ambiental e crescimento puramente econ\u00f4mico. Objetiva-se identificar possibilidades de fortalecimento da comunidade que englobem tecnologias sociais, ruralidade e economia dos saberes no desenvolvimento do territ\u00f3rio em an\u00e1lise. O trabalho \u00e9 composto por 1) coleta e organiza\u00e7\u00e3o de dados secund\u00e1rios da regi\u00e3o; 2) aproxima\u00e7\u00e3o com a comunidade e a escuta das demandas e necessidades da popula\u00e7\u00e3o residente; e 3) promo\u00e7\u00e3o de iniciativas de extens\u00e3o que aproximem as rela\u00e7\u00f5es entre universidade e comunidade. Enquanto resultados parciais, fez-se a partir da coleta de dados, uma leitura inicial das necessidades da popula\u00e7\u00e3o em foco e a identifica\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o de biodigestores para limpeza do c\u00f3rrego que corta o bairro S\u00e3o Jo\u00e3o da Cristina, Maria da F\u00e9 -MG, como uma das possibilidades de promover gera\u00e7\u00e3o de renda e autossubsist\u00eancia na regi\u00e3o, dentro das necessidades estipuladas pela comunidade em quest\u00e3o, uma vez que o bairro tem forte atividade de plantio, em que a qualidade da \u00e1gua \u00e9 de suma import\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>18\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 02<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 308 (3o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Mobilidade Urbana e Inova\u00e7\u00e3o: Desenvolvimento de um Sistema de Apoio a Motoboys e Motofretistas<\/strong> &#8211; Franklin Adson Roque&nbsp;(UNIFESP),&nbsp;Denise Stringhini&nbsp;(UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento urbano transformou o modo de viver e consumir, o que tornou o acesso a produtos e servi\u00e7os de diversos lugares parte do cotidiano dos moradores. Para viabilizar essa din\u00e2mica, a distribui\u00e7\u00e3o precisa ser altamente otimizada. Nesse contexto, os motoboys e motofretistas se destacam ao aprimorar a capilaridade e a mobilidade das entregas sobre duas rodas nos grandes centros. Esses profissionais enfrentam baixos sal\u00e1rios, rotinas exaustivas e condi\u00e7\u00f5es estressantes no tr\u00e2nsito, afetando sua qualidade de vida. Este projeto prop\u00f5e cocriar, juntamente com os motoboys, um prot\u00f3tipo de um aplicativo, com funcionalidades b\u00e1sicas para atender \u00e0s necessidades dos usu\u00e1rios e coletar feedback. Este aplicativo ser\u00e1 desenvolvido com foco na melhoria das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e seguran\u00e7a dos motoboys e motofretistas em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos. Com base na metodologia Design Science Research, o projeto buscar\u00e1 identificar as demandas destes profissionais e implementar\u00e1 funcionalidades elencadas e priorizadas em cocria\u00e7\u00e3o com os motoboys, os quais participar\u00e3o em todo o processo de desenvolvimento, atrav\u00e9s de formul\u00e1rios, demonstra\u00e7\u00f5es, avalia\u00e7\u00f5es e feedbacks. Espera-se que o aplicativo contribua para o bem-estar dos profissionais e sirva como modelo replic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Ribeirinhos ciborgues: entre paisagens, mobilidades e tecnologias de uma vida ribeirinha<\/strong> &#8211; Joicieli Pereira de Lima&nbsp;(UFPA),&nbsp;\u00c1dima Farias Rodrigues Monteiro&nbsp;(seduc)<\/p>\n\n\n\n<p>Esta pesquisa \u00e9 parte de um trabalho etnogr\u00e1fico da disserta\u00e7\u00e3o no qual busco mostrar o modo de vida da popula\u00e7\u00e3o ribeirinha marajoara em S\u00e3o Sebasti\u00e3o da Boa Vista \u2013 Pa e suas pr\u00e1ticas cotidianas diante da sazonalidade entre inverno e ver\u00e3o, especificamente na localidade Pau de Rosa que se encontra na zona rural do munic\u00edpio, do qual as pessoas chamam de \u201cinterior\u201d. A partir da pr\u00e1tica da vida cotidiana das pessoas foi poss\u00edvel notar que elas estavam se deslocando seja pelo rio, pelo seco, pela lama, mas que dentro desse deslocamento a no\u00e7\u00e3o de tempo e espa\u00e7o para se referir ao que \u00e9 perto e ao que \u00e9 longe estava sendo mediada pela rela\u00e7\u00e3o das pessoas com as diferentes paisagens, principalmente pela presen\u00e7a ou aus\u00eancia da \u00e1gua, compreendendo como parte da sua realidade e do seu modo de vida, agindo de acordo com essa vincula\u00e7\u00e3o ao seu pr\u00f3prio cotidiano. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m se relaciona com as tecnologias utilizadas para o deslocamento que dependendo se as pessoas t\u00eam ou n\u00e3o os equipamentos se torna mais f\u00e1cil ou mais dif\u00edcil de interagir com as paisagens. Nesse sentido, \u00e9 poss\u00edvel perceber como as rela\u00e7\u00f5es das pessoas est\u00e1 condicionada pela rela\u00e7\u00e3o entre si, entre as paisagens e os objetos, se tornando um sujeito h\u00edbrido, ou no sentido de Donna Haraway (1991) um ciborgue.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Diversidade nas Startups: Uma Revis\u00e3o Cr\u00edtica da Literatura sobre DEI e Inova\u00e7\u00e3o Organizacional<\/strong> &#8211; Beatriz Vilas Boas Jorge&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Jeniffer de Nadae&nbsp;(UNIFEI)<\/p>\n\n\n\n<p>O ecossistema de startups impulsiona a inova\u00e7\u00e3o, mas ainda reproduz desigualdades sociais. A Diversidade, Equidade e Inclus\u00e3o (DEI) \u00e9 essencial, pois equipes diversas promovem maior inova\u00e7\u00e3o e capacidade de resolu\u00e7\u00e3o de problemas, apesar das barreiras estruturais enfrentadas por grupos sub-representados em raz\u00e3o de g\u00eanero, ra\u00e7a e idade. A literatura sobre diversidade em startups tem crescido, mas permanece fragmentada, com lacunas na an\u00e1lise interseccional das desigualdades e na aplica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de DEI. Esta revis\u00e3o busca consolidar esse campo, destacando a DEI como imperativo estrat\u00e9gico e \u00e9tico para empreendimentos inovadores. O objetivo \u00e9 analisar como a literatura recente aborda os impactos da diversidade (demogr\u00e1fica, cognitiva, de valores e experi\u00eancias de vida) nas startups e sua rela\u00e7\u00e3o com inova\u00e7\u00e3o, desempenho e inclus\u00e3o. Especificamente, busca-se identificar obst\u00e1culos para grupos sub-representados, mapear evid\u00eancias que conectam diversidade a desempenho, explorar estrat\u00e9gias de DEI em startups e avaliar os impactos de vieses estruturais no acesso a recursos. A an\u00e1lise indica que a diversidade \u00e9 estrat\u00e9gica para inova\u00e7\u00e3o, desempenho e sustentabilidade das startups. Barreiras estruturais, simb\u00f3licas e institucionais limitam o ingresso e crescimento de mulheres, pessoas negras e indiv\u00edduos 50+. Em contextos inclusivos, equipes diversas t\u00eam melhor desempenho e engajamento. Pr\u00e1ticas como flexibilidade e cultura inclusiva s\u00e3o eficazes. A gest\u00e3o da diversidade \u00e9 essencial para a disrup\u00e7\u00e3o e sustentabilidade no mercado atual.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Culturas Construtivas em Disputa: Mem\u00f3ria, Ancestralidade e a Tens\u00e3o Epistemol\u00f3gica na Constru\u00e7\u00e3o com Terra no Sul de Minas<\/strong> &#8211; Matheus Mendon\u00e7a dos Reis&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Lucas Pereira da Silva&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Isadora Fel\u00edcia da Silva&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Viviane Guimar\u00e3es Perereira&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Carolina Quintero Ram\u00edrez&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Jes\u00fas Antonio Garc\u00eda S\u00e1nchez&nbsp;(UNIFEI)<\/p>\n\n\n\n<p>A urg\u00eancia da a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica impulsiona um renovado interesse por t\u00e9cnicas construtivas de baixo impacto ambiental, como a taipa-de-pil\u00e3o e o pau-a-pique (Dias, 2022). Estudar a reintrodu\u00e7\u00e3o dessas pr\u00e1ticas no Sul de Minas Gerais, nos revela uma fratura epistemol\u00f3gica, que espelha um conflito mais amplo sobre modelos de desenvolvimento (Pimenta, 2017). De um lado, comunidades rurais e perif\u00e9ricas, muitas vezes marcadas por um hist\u00f3rico de transforma\u00e7\u00e3o durante a d\u00e9cada de 1970 (Botas, 2024), associam a constru\u00e7\u00e3o com terra a um passado de atraso e precariedade, valorizando a alvenaria convencional como s\u00edmbolo de progresso. De outro, uma nova gera\u00e7\u00e3o de bioconstrutores, ressignifica essas t\u00e9cnicas como resgate da ancestralidade, alinhada \u00e0 sustentabilidade (Marx, 2023). Este artigo analisa essa tens\u00e3o a partir do conceito de &#8220;culturas construtivas&#8221; (Ferreira, 2012), entendidas n\u00e3o somente como um conjunto de t\u00e9cnicas, mas como um sistema de significados, valores e rela\u00e7\u00f5es sociais (Geertz, 1989; Laraia, 2001). Utilizando uma abordagem hist\u00f3rico-epistemol\u00f3gica e dados de entrevistas, argumenta-se que o &#8220;desenho&#8221; da habita\u00e7\u00e3o se trata, de fato, de um ato ontol\u00f3gico que reflete diferentes &#8220;modos de ser&#8221; (Escobar, 2012). A pesquisa evidenciou um hiato comunicacional entre a mem\u00f3ria de quem viveu a terra como realidade e a vis\u00e3o de quem a busca como ideal simb\u00f3lico. Conclu\u00ed-se que a viabilidade de projetos de desenvolvimento alternativo que envolvam tecnologias sociais em terra depende criticamente da compreens\u00e3o e media\u00e7\u00e3o dessa disputa de significados. (Rezende, 2018).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Diversidade nas Startups: Uma Revis\u00e3o Cr\u00edtica da Literatura sobre DEI e Inova\u00e7\u00e3o Organizacional<\/strong> &#8211; Beatriz Vilas Boas Jorge&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Jeniffer de Nadae&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Carlos Alberto M\u00e1ximo Pimenta&nbsp;(UNIFEI)<\/p>\n\n\n\n<p>O ecossistema de startups impulsiona a inova\u00e7\u00e3o, mas ainda reproduz desigualdades sociais. A Diversidade, Equidade e Inclus\u00e3o (DEI) \u00e9 essencial, pois equipes diversas promovem maior inova\u00e7\u00e3o e capacidade de resolu\u00e7\u00e3o de problemas, apesar das barreiras estruturais enfrentadas por grupos sub-representados em raz\u00e3o de g\u00eanero, ra\u00e7a e idade. A literatura sobre diversidade em startups tem crescido, mas permanece fragmentada, com lacunas na an\u00e1lise interseccional das desigualdades e na aplica\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de DEI. Esta revis\u00e3o busca consolidar esse campo, destacando a DEI como imperativo estrat\u00e9gico e \u00e9tico para empreendimentos inovadores. O objetivo \u00e9 analisar como a literatura recente aborda os impactos da diversidade (demogr\u00e1fica, cognitiva, de valores e experi\u00eancias de vida) nas startups e sua rela\u00e7\u00e3o com inova\u00e7\u00e3o, desempenho e inclus\u00e3o. Especificamente, busca-se identificar obst\u00e1culos para grupos sub-representados, mapear evid\u00eancias que conectam diversidade a desempenho, explorar estrat\u00e9gias de DEI em startups e avaliar os impactos de vieses estruturais no acesso a recursos. A an\u00e1lise indica que a diversidade \u00e9 estrat\u00e9gica para inova\u00e7\u00e3o, desempenho e sustentabilidade das startups. Barreiras estruturais, simb\u00f3licas e institucionais limitam o ingresso e crescimento de mulheres, pessoas negras e indiv\u00edduos 50+. Em contextos inclusivos, equipes diversas t\u00eam melhor desempenho e engajamento. Pr\u00e1ticas como flexibilidade e cultura inclusiva s\u00e3o eficazes. A gest\u00e3o da diversidade \u00e9 essencial para a disrup\u00e7\u00e3o e sustentabilidade no mercado atual.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>CORPO E NARRATIVA: possibilidades de milit\u00e2ncia pol\u00edtica para al\u00e9m do institucional na cidade de Taubat\u00e9<\/strong> &#8211; Rafael Nathan Humel Capucho&nbsp;(UNITAU),&nbsp;Elisa Maria Andrade Brisola&nbsp;(Unis)<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o Brasil figure entre os pa\u00edses com maior reconhecimento formal de direitos da popula\u00e7\u00e3o LGBTI+, ainda falha em garantir uma cidadania sexual efetiva. Esta pesquisa, vinculada a uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, reflete sobre essa contradi\u00e7\u00e3o a partir da milit\u00e2ncia LGBTI+ na cidade de Taubat\u00e9-SP. O foco \u00e9 a trajet\u00f3ria de uma entrevistada que se reconhece como Travesti e cuja atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ocorre fora das institui\u00e7\u00f5es formais, por meio do corpo, da performatividade e da resist\u00eancia cotidiana. Seu relato evidencia formas alternativas de milit\u00e2ncia, que articulam identidade e den\u00fancia social em espa\u00e7os marcados pela exclus\u00e3o. Busca-se compreender como essa milit\u00e2ncia se manifesta e os sentidos atribu\u00eddos a ela em um munic\u00edpio interiorano, onde predominam discursos conservadores. A metodologia adotada \u00e9 a hist\u00f3ria oral, conforme Alessandro Portelli, que valoriza as subjetividades e contradi\u00e7\u00f5es presentes nas narrativas. Os resultados parciais apontam que pr\u00e1ticas pol\u00edticas fora das estruturas institucionais configuram-se como formas potentes de enfrentamento, tensionando normas de g\u00eanero e reivindicando reconhecimento e dignidade. A escuta dessas narrativas amplia a compreens\u00e3o sobre os modos plurais de engajamento pol\u00edtico LGBTI+ e contribui para a valoriza\u00e7\u00e3o de epistemologias outras.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Desigualdades no envelhecer: G\u00eanero, ra\u00e7a e possibilidades decoloniais<\/strong> &#8211; Rafaela Aparecida Gon\u00e7alves da Fonseca&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Carlos Alberto M\u00e1ximo Pimenta&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Luiz Felipe Silva&nbsp;(UNIFEI)<\/p>\n\n\n\n<p>O envelhecimento feminino \u00e9 caracterizado por aspectos sociais que influenciam diretamente na percep\u00e7\u00e3o, no desenvolvimento e na constru\u00e7\u00e3o da longevidade. Esse processo pode ser compreendido atrav\u00e9s de uma abordagem interdisciplinar, dialogando com quest\u00f5es de g\u00eanero, ra\u00e7a, classe e outros demarcadores, uma vez que \u00e9 um processo s\u00f3cio-hist\u00f3rico, cultural e econ\u00f4mico. Mulheres, em especial, negras, perif\u00e9ricas e pertencentes \u00e0 classe trabalhadora, tendem a sofrer com as desigualdades sociais estruturais e com as dificuldades caracter\u00edsticas do envelhecimento, culminando em poss\u00edveis experi\u00eancias de invisibilidade, desvaloriza\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o. O objetivo \u00e9 refletir sobre como esses mecanismos impactam a viv\u00eancia do envelhecimento feminino, sobretudo em uma perspectiva feminista e racial, com cr\u00edtica ao sistema neoliberal e possibilidades decoloniais. A metodologia utilizada \u00e9 a an\u00e1lise te\u00f3rico-reflexiva, constru\u00edda a partir da articula\u00e7\u00e3o entre conceitos de interdisciplinaridade, envelhecimento e desigualdades sociais. Os resultados parciais sugerem que o envelhecimento feminino n\u00e3o ocorre de forma homog\u00eanea, principalmente em uma sociedade neoliberal. Considera-se que a an\u00e1lise cr\u00edtica do envelhecimento feminino em um vi\u00e9s interdisciplinar, pode contribuir para compreender a complexidade desse processo, a fim de repensar as estruturas sociais que sustentam as desigualdades, principalmente por meio de estrat\u00e9gias decoloniais, buscando promover mudan\u00e7as socioculturais e pol\u00edticas que favore\u00e7am formas mais dignas, integrativas e acolhedoras de envelhecer.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Entre cuias e cliques: As tacacazeiras de Bel\u00e9m e os atravessamentos da plataformiza\u00e7\u00e3o do trabalho<\/strong> &#8211; Am\u00e1lia Tatyane Pinto da Silva&nbsp;(UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>O presente artigo analisa a plataformiza\u00e7\u00e3o do trabalho informal na Amaz\u00f4nia urbana, tomando como foco emp\u00edrico as tacacazeiras de Bel\u00e9m do Par\u00e1, mulheres que atuam na comercializa\u00e7\u00e3o do tacac\u00e1, prato tradicional da culin\u00e1ria paraense. A partir de uma abordagem qualitativa inspirada na etnografia urbana, a pesquisa buscou compreender como as redes sociais digitais, especialmente o Instagram, afetam a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho, a visibilidade e a reprodu\u00e7\u00e3o material dessas trabalhadoras. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com vinte interlocutoras. Al\u00e9m de observa\u00e7\u00e3o participante em pontos de venda e an\u00e1lise de postagens em redes sociais. Os resultados indicam que a inser\u00e7\u00e3o nas plataformas digitais ampliou o alcance comercial do tacac\u00e1 e se mostrou crucial \u00e0s novas din\u00e2micas laborais. No entanto, essa transi\u00e7\u00e3o imp\u00f4s novas exig\u00eancias \u00e0s trabalhadoras, como a ado\u00e7\u00e3o de uma performance empreendedora, autogest\u00e3o constante e dom\u00ednio de compet\u00eancias digitais conduzidas por ideias de produtividade e engajamento. O uso das plataformas acentuou desigualdades geracionais e de acesso \u00e0 tecnologia, ao mesmo tempo em que contribuiu para o enfraquecimento dos mecanismos de prote\u00e7\u00e3o social e de regulamenta\u00e7\u00e3o do trabalho. Conclui-se que, embora as redes sociais ofere\u00e7am novas possibilidades de inser\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e valoriza\u00e7\u00e3o de saberes tradicionais, elas tamb\u00e9m refor\u00e7am din\u00e2micas de explora\u00e7\u00e3o e individualiza\u00e7\u00e3o, pr\u00f3prias da l\u00f3gica neoliberal e da informalidade estrutural do sistema capitalista.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Inova\u00e7\u00e3o Social e Gera\u00e7\u00e3o Fotovoltaica no Combate \u00e0 Pobreza Energ\u00e9tica no Brasil<\/strong> &#8211; Wagner Augusto de Andrade&nbsp;(UNIFEI)<\/p>\n\n\n\n<p>A pobreza energ\u00e9tica, conforme apontado por Jean et al., 2014, surge como um problema multidimensional que afeta milh\u00f5es de pessoas, especialmente em regi\u00f5es vulner\u00e1veis como no semi\u00e1rido brasileiro, e se manifesta de diversas formas, impactando no acesso a servi\u00e7os essenciais e na qualidade de vida e no desenvolvimento socioecon\u00f4mico das popula\u00e7\u00f5es afetadas. No setor energ\u00e9tico, a inova\u00e7\u00e3o social tem demonstrado particular relev\u00e2ncia, especialmente por meio da gera\u00e7\u00e3o de energia fotovoltaica distribu\u00edda, cuja viabilidade em contextos de baixa renda no Brasil j\u00e1 \u00e9 evidenciada por estudos recentes, como o de Zardo, 2024) e Lage (2023), objetos de an\u00e1lise deste resumo. O estudo tem como objetivo realizar uma revis\u00e3o narrativa da literatura recente (2020-2025) para investigar como a inova\u00e7\u00e3o social, com foco na gera\u00e7\u00e3o de energia fotovoltaica distribu\u00edda, tem sido empregada como ferramenta estrat\u00e9gica no combate \u00e0 pobreza energ\u00e9tica no Brasil, destacando suas manifesta\u00e7\u00f5es, impactos e a contribui\u00e7\u00e3o para os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) da Agenda 2030 das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Em suma, a inova\u00e7\u00e3o social na gera\u00e7\u00e3o fotovoltaica no Brasil emerge como uma estrat\u00e9gia promissora para combater a pobreza energ\u00e9tica e impulsionar o desenvolvimento sustent\u00e1vel. Ao alinhar novas solu\u00e7\u00f5es e modelos com as metas da Agenda 2030, essa abordagem contribui para a melhoria da qualidade de vida e o acesso universal \u00e0 energia limpa em comunidades vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>19\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 03 <\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>13:30 \u2013 15:30<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 308 (3o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Governan\u00e7a Educacional Cr\u00edtica: di\u00e1logos entre CTS, sociedade de risco e agenda 2030 para a educa\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel<\/strong> &#8211; Ev\u00e2nia Bezerra de Souza&nbsp;(UFSCAR),&nbsp;Pl\u00ednio Gabriel Jo\u00e3o&nbsp;(Centro Paula Souza &#8211; Etec de Ibat\u00e9),&nbsp;Shirley Ribeiro Cavalcante&nbsp;(UFSCAR)<\/p>\n\n\n\n<p>Desafios globais e crises socioambientais exigem compreens\u00e3o profunda da intera\u00e7\u00e3o ci\u00eancia, tecnologia e sociedade na educa\u00e7\u00e3o. A literatura carece de an\u00e1lise cr\u00edtica integrada sobre como a modernidade reflexiva e riscos manufaturados impactam a governan\u00e7a educacional da sustentabilidade. Este estudo qualitativo e explicativo, via revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica e an\u00e1lise de conte\u00fado, analisa as intersec\u00e7\u00f5es entre Estudos de Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade, Sociedade de Risco e Agenda 2030. O objetivo \u00e9 propor um arcabou\u00e7o para governan\u00e7a educacional mais reflexiva e equitativa. Hipotetiza-se que a modernidade reflexiva, ao gerar riscos intr\u00ednsecos, desafia os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel na educa\u00e7\u00e3o, exigindo abordagem cr\u00edtica da ci\u00eancia e tecnologia para superar lacunas. A an\u00e1lise revela a ambival\u00eancia da ci\u00eancia e tecnologia: cruciais para educa\u00e7\u00e3o e Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, mas tamb\u00e9m fontes de riscos manufaturados (exclus\u00e3o digital, padroniza\u00e7\u00e3o excessiva) n\u00e3o abordados estruturalmente pela Agenda 2030. A vagueza do &#8220;N\u00e3o Deixar Ningu\u00e9m Para Tr\u00e1s&#8221; e a tecnocracia dos indicadores limitam a efic\u00e1cia da Agenda, perpetuando desigualdades. Conclui-se que governan\u00e7a educacional eficaz para sustentabilidade global requer moderniza\u00e7\u00e3o reflexiva da Agenda 2030, incorporando autoavalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, participa\u00e7\u00e3o multissetorial e responsabiliza\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o de riscos. Isso implica ir al\u00e9m de solu\u00e7\u00f5es tecnoc\u00eantricas, promovendo abordagem pol\u00edtica e socialmente engajada da educa\u00e7\u00e3o, contribuindo para um arcabou\u00e7o anal\u00edtico mais equitativo e resiliente.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Territ\u00f3rios do Comum: cooperativismo e associativismo popular como estrat\u00e9gias de resist\u00eancia nas comunidades cai\u00e7aras do litoral sul de S\u00e3o Paulo<\/strong> &#8211; Vin\u00edcius Oliveira Costa&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo objetiva refletir sobre as estrat\u00e9gias de resist\u00eancia que comp\u00f5em as pr\u00e1ticas sociais das comunidades cai\u00e7aras do munic\u00edpio de Iguape, no litoral sul de S\u00e3o Paulo. Parte das estrat\u00e9gias pode ser traduzida por meio dos ideais coletivos de cooperativismo e associativismo popular cai\u00e7ara, que na contram\u00e3o do modelo hist\u00f3rico-capitalista ocidental, estruturam por meio de um sistema simb\u00f3lico de pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias e de saberes populares, organiza\u00e7\u00e3o social pr\u00f3pria, pautada a partir dos elementos territoriais que vivenciam no cotidiano. O trabalho busca demonstrar como o padr\u00e3o de poder estabelecido posicionou e posiciona sujeitos, justificando divis\u00f5es, hierarquizando identidades e de que maneira as trajet\u00f3rias de solidariedade popular cai\u00e7ara, via cooperativismo, associativismo e outras formas de organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, possibilitam alternativas outras que n\u00e3o a do vi\u00e9s capitalista convencional. Por meio de uma abordagem qualitativa, de pesquisa de campo e da an\u00e1lise das articula\u00e7\u00f5es sociais, evidenciou-se que as estrat\u00e9gias de resist\u00eancia (cooperativa de pescadores artesanais e associa\u00e7\u00e3o dos artes\u00e3os e produtores caseiros), possibilitaram defrontar a estrutura t\u00e9cnico-produtiva. Ao faz\u00ea-lo, as estrat\u00e9gias de resist\u00eancia produzem outros sentidos, de forma ambiental, pedag\u00f3gica e economicamente, que frente \u00e0s atuais transforma\u00e7\u00f5es da sociedade, podem ser contributivos e decisivos para a proposi\u00e7\u00e3o de futuros mais justos, pr\u00f3speros e plurais.<br>Palavras-chave: Comunidades cai\u00e7aras; Associativismo; Cooperativismo; Estrat\u00e9gias de resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>A extens\u00e3o universit\u00e1ria enquanto caminho para a produ\u00e7\u00e3o de Tecnologias Sociais na universidade<\/strong> &#8211; L\u00edgia Maria de Mendon\u00e7a Chaves Incrocci&nbsp;(Universidade Federal de Itajub\u00e1),&nbsp;Adilson da Silva Mello&nbsp;(UNIFEI)<\/p>\n\n\n\n<p>O presente texto busca refletir acerca da exist\u00eancia de uma conex\u00e3o entre a produ\u00e7\u00e3o de tecnologias sociais e o desenvolvimento de projetos de extens\u00e3o universit\u00e1ria no \u00e2mbito das universidades brasileiras. Parte-se, para tanto, do pensamento de que a extens\u00e3o universit\u00e1ria atua enquanto meio propulsor da articula\u00e7\u00e3o entre saber acad\u00eamico e saber popular. Apreender os saberes, fazeres e pr\u00e1ticas populares e sustent\u00e1veis, sob a perspectiva da ci\u00eancia, e trabalhar junto com os atores locais para a cria\u00e7\u00e3o de tecnologias sociais que possam ser utilizadas no fortalecimento da economia local, na gera\u00e7\u00e3o de renda e com vistas ao desenvolvimento socioecon\u00eamico, \u00e9 um movimento necess\u00e1rio para que a universidade cumpra seu papel social. Autores como Gadotti e Addor ressaltam a import\u00e2ncia do di\u00e1logo horizontal entre universidade e comunidade, promovendo solu\u00e7\u00f5es coletivas para desafios sociais. Nessa perspectiva, a tecnologia social emerge como pr\u00e1tica transformadora, vinculada \u00e0 pr\u00e1xis extensionista. Renato Dagnino, por sua vez, destaca que a extens\u00e3o cr\u00edtica possibilita a coprodu\u00e7\u00e3o de conhecimentos voltados ao bem comum, promovendo inova\u00e7\u00e3o inclusiva e reafirmando o compromisso da universidade p\u00fablica com a justi\u00e7a social e o desenvolvimento sustent\u00e1vel. \u00c9 sob essa l\u00f3gica que podemos compreender a extens\u00e3o universit\u00e1ria enquanto campo f\u00e9rtil para o desenvolvimento de tecnologias sociais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Resili\u00eancia comunit\u00e1ria: uma an\u00e1lise te\u00f3rico-conceitual das comunidades quilombolas do Vale do Ribeira<\/strong> &#8211; Juliano Costa Carvalho&nbsp;(UNICAMP),&nbsp;Ana Caroline Dias Silva&nbsp;(UNICAMP)<\/p>\n\n\n\n<p>A resili\u00eancia comunit\u00e1ria tem se apresentado como uma categoria fundamental na compreens\u00e3o das estrat\u00e9gias coletivas de resist\u00eancia sociocultural em territ\u00f3rios historicamente atravessados por processos de expropria\u00e7\u00e3o socioterritorial. Em contextos marcados pela colonialidade do poder, a resili\u00eancia n\u00e3o se configura como mera adapta\u00e7\u00e3o passiva \u00e0s adversidades, mas como a\u00e7\u00e3o propositiva sustentada em v\u00ednculos comunit\u00e1rios, na ancestralidade e na defesa dos bens comuns. Este trabalho prop\u00f5e uma reflex\u00e3o te\u00f3rico-conceitual sobre a resili\u00eancia em comunidades quilombolas do Vale do Ribeira. A partir da articula\u00e7\u00e3o entre os marcos da tecnoci\u00eancia solid\u00e1ria e da governan\u00e7a territorial, o objetivo \u00e9 discutir de que maneira essas abordagens contribuem na an\u00e1lise cr\u00edtica das pr\u00e1ticas e saberes produzidos por comunidades quilombolas em seus processos de luta por territ\u00f3rio, reconhecimento e autodetermina\u00e7\u00e3o. A abordagem metodol\u00f3gica adotada \u00e9 de car\u00e1ter te\u00f3rico-anal\u00edtico, centrada na articula\u00e7\u00e3o entre resili\u00eancia comunit\u00e1ria, tecnoci\u00eancia solid\u00e1ria e governan\u00e7a territorial para estudos sobre justi\u00e7a socioterritorial. As considera\u00e7\u00f5es finais apontam para a necessidade de reposicionar os conceitos de resili\u00eancia e governan\u00e7a a partir das pr\u00e1ticas vividas e dos referenciais pr\u00f3prios das comunidades, superando leituras tecnocr\u00e1ticas e incorporando perspectivas contra-hegem\u00f4nicas, pluriepist\u00eamicas e comprometidas com a sustentabilidade sociocultural e a repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Cultura Oper\u00e1ria e Resist\u00eancia em Volta Redonda: saberes, lutas e territorialidades como tecnologias sociais<\/strong> &#8211; Jad Tristinny de Moraes \u00c1vila&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Matheus Mendon\u00e7a dos Reis&nbsp;(UNIFEI)<\/p>\n\n\n\n<p>Pretende-se analisar as transforma\u00e7\u00f5es da cultura oper\u00e1ria na cidade de Volta Redonda\/RJ, com foco na Companhia Sider\u00fargica Nacional &#8211; CSN, articulando mem\u00f3ria coletiva, pr\u00e1ticas de solidariedade e formas de resist\u00eancia como express\u00f5es de tecnologias sociais. A partir de entrevistas com oper\u00e1rios da greve que houve em 2022 na Usina Presidente Vargas, tra\u00e7a-se um paralelo com greves hist\u00f3ricas, evidenciando a persist\u00eancia de pr\u00e1ticas culturais forjadas no ch\u00e3o da f\u00e1brica e nos bairros populares, como os \u201carrast\u00f5es\u201d dentro da CSN em per\u00edodos de greves e as ocupa\u00e7\u00f5es urbanas, que se fazem presentes no ontem e hoje, como continuidade de formas hist\u00f3ricas de organiza\u00e7\u00e3o popular por dignidade territorial e melhorias no ambiente de trabalho. Fundamentado em abordagens cr\u00edticas ao modelo de desenvolvimento capitalista, o estudo evidencia como a precariza\u00e7\u00e3o e a terceiriza\u00e7\u00e3o impactam a sa\u00fade, a solidariedade e o pertencimento dos trabalhadores. No entanto, tamb\u00e9m se identifica nessas pr\u00e1ticas culturais uma pot\u00eancia de reinven\u00e7\u00e3o social. Compreende-se a cultura oper\u00e1ria como artefato sociot\u00e9cnico e o territ\u00f3rio como espa\u00e7o simb\u00f3lico de produ\u00e7\u00e3o de saberes e resist\u00eancia, apontando para outras possibilidades de desenvolvimento centradas na vida coletiva.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Quem S\u00e3o e Como Vivem as Fam\u00edlias da Reforma Agr\u00e1ria? Diagn\u00f3stico Socioecon\u00f4mico, Fundi\u00e1rio e Territorial de Fam\u00edlias de um Assentamento de Trabalhadores Rurais Sem Terra<\/strong> &#8211; J\u00falio Cesar Voltolini&nbsp;(UNITAU),&nbsp;Elisa Maria Andrade Brisola&nbsp;(Unis),&nbsp;Angela Michele Suave&nbsp;(UNITAU)<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo prop\u00f5e um levantamento socioecon\u00f4mico, fundi\u00e1rio e territorial de fam\u00edlias residentes em um assentamento rural do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com o objetivo de compreender suas condi\u00e7\u00f5es de vida, pr\u00e1ticas produtivas, estrat\u00e9gias de trabalho e renda, organiza\u00e7\u00e3o social e acesso a direitos b\u00e1sicos. O estudo ocorrer\u00e1 no Assentamento Olga Ben\u00e1rio, Trememb\u00e9 (SP), criado em 2006 e marcado tanto por pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas e conflitos fundi\u00e1rios recentes. O objetivo geral ser\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de um diagn\u00f3stico das fam\u00edlias em sete eixos: situa\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, uso da terra, produ\u00e7\u00e3o e agroecologia, trabalho e renda, acesso a servi\u00e7os p\u00fablicos, organiza\u00e7\u00e3o social e tipologias familiares. Pretende-se, ainda, desenvolver um protocolo metodol\u00f3gico replic\u00e1vel, que permita aplicar o mesmo tipo de levantamento em outros assentamentos no Brasil. Ser\u00e1 aplicado um question\u00e1rio estruturado a cada fam\u00edlia, organizado em seis blocos tem\u00e1ticos. Os dados ser\u00e3o analisados por estat\u00edsticas descritivas organizadas por eixo tem\u00e1tico, com vistas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de um perfil geral do assentamento e \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es-limite, como fam\u00edlias sem renda agr\u00edcola, com uso parcial da terra, em risco de perda da posse ou inclusive em situa\u00e7\u00e3o ilegal de grilagem. O estudo busca fornecer\u00e1 subs\u00eddios emp\u00edricos para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es de apoio t\u00e9cnico que fortale\u00e7am os assentamentos rurais enquanto territ\u00f3rios de justi\u00e7a agr\u00e1ria, sustentabilidade e dignidade social, contribuindo para o avan\u00e7o da reforma agr\u00e1ria enquanto projeto social e pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Universidade no Samba: Cultura, Educa\u00e7\u00e3o e Gera\u00e7\u00e3o de Renda&nbsp;em&nbsp;Itajub\u00e1<\/strong> &#8211; Chaquel Nataly Alcino&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;L\u00edgia Maria de Mendon\u00e7a Chaves Incrocci&nbsp;(Universidade Federal de Itajub\u00e1)<\/p>\n\n\n\n<p>Universidade no Samba \u00e9 um projeto de extens\u00e3o do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Desenvolvimento, Tecnologias e Sociedade da UNIFEI (projeto n\u00ba 88881.927469\/2023-01) que visa aproximar a comunidade acad\u00eamica e os sambistas de Itajub\u00e1 por meio de atividades culturais e de gera\u00e7\u00e3o de renda. Partindo do reconhecimento do samba como patrim\u00f4nio imaterial de matriz africana e recurso para o desenvolvimento local, o projeto organiza encontros mensais \u00e0s quintas-feiras com oficinas de percuss\u00e3o, palestras e rodas de conversa para troca de saberes e registro de mem\u00f3rias comunit\u00e1rias. A primeira fase inclui a identifica\u00e7\u00e3o de baterias universit\u00e1rias (UNIFEI, FEPI e Medicina), sambistas e produtores culturais; em seguida, realizam-se reuni\u00f5es sistematizadas para levantar e catalogar informa\u00e7\u00f5es; por fim, promovem-se capacita\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas que estimulam a economia criativa em torno do samba . Espera-se envolver cerca de 100 participantes, entre alunos, professores e agentes culturais, fortalecendo a rela\u00e7\u00e3o universidade-comunidade, preservando saberes ancestrais e subsidiando pol\u00edticas de cultura e turismo que favore\u00e7am a gera\u00e7\u00e3o de renda local. Essa a\u00e7\u00e3o reafirma o papel da UNIFEI como agente de inova\u00e7\u00e3o social e inclusivo, promovendo o bem-viver a partir da riqueza cultural&nbsp;do&nbsp;samba.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Em continuidade com as discuss\u00f5es promovidas na RIDS \u2013 Rede Interdisciplinar sobre Desenvolvimento e Saberes, buscamos o fortalecimento das pesquisas que contemplam a rela\u00e7\u00e3o entre tecnologias sociais por interm\u00e9dio da leitura dos saberes, dos fazeres e das pr\u00e1ticas \u201cpopulares\u201d sustent\u00e1veis, sustentadas. Desse lugar, trataremos da conex\u00e3o do bin\u00f4mio cultura e desenvolvimento para pensarmos em&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"class_list":["post-438","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=438"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/438\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1171,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/438\/revisions\/1171"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}