{"id":436,"date":"2025-05-21T20:56:04","date_gmt":"2025-05-21T23:56:04","guid":{"rendered":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=436"},"modified":"2025-09-11T10:47:30","modified_gmt":"2025-09-11T13:47:30","slug":"gt22-saberes-psi-e-campo-cts-naturezas-formas-de-existencia-e-modos-de-subjetivacao-em-territorios-variados","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=436","title":{"rendered":"GT22 &#8211; Saberes Psi e Campo CTS: naturezas, formas de exist\u00eancia e modos de subjetiva\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rios variados"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Este grupo de trabalho visa refletir sobre tecnologias de cuidado e processos de produ\u00e7\u00e3o de subjetiva\u00e7\u00e3o presentes no campo dos saberes e pr\u00e1ticas psi, sem qualquer ju\u00edzo sobre sua cientificidade ou efic\u00e1cia, ou divis\u00e3o entre conhecimento leg\u00edtimo ou ileg\u00edtimo. Ser\u00e3o considerados estudos voltados aos conhecimentos e pr\u00e1ticas das neuroci\u00eancias, psiquiatria, psicologia, psican\u00e1lise, etologia, coaching que abordem, sob diferentes perspectivas, dispositivos, pol\u00edticas e t\u00e9cnicas presentes, de um lado, nas pr\u00e1ticas terap\u00eauticas, itiner\u00e1rios, agenciamentos sociais, saberes cient\u00edficos, locais e\/ou tradicionais mobilizados por sujeitos e coletividades em rela\u00e7\u00e3o a processos de sa\u00fade-adoecimento; e de outro, pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es do Estado, atravessados por processos de institucionaliza\u00e7\u00e3o e desinstitucionaliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e redes de atendimento em sa\u00fade mental. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 ampliar a compreens\u00e3o e interlocu\u00e7\u00e3o entre trabalhos que problematizam a constru\u00e7\u00e3o de saberes e t\u00e9cnicas que tomam a esfera psicol\u00f3gica como campo de atua\u00e7\u00e3o e que envolvam quest\u00f5es de g\u00eanero, esp\u00e9cie, ra\u00e7a, classe, etnia, entre outros marcadores sociais da diferen\u00e7a como experi\u00eancias de sofrimento, afli\u00e7\u00e3o, perturba\u00e7\u00e3o e adoecimento enquanto processos de subjetiva\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m ser\u00e3o bem vindas propostas te\u00f3ricas e emp\u00edricas que articulem a cr\u00edtica dos bin\u00f4mios indiv\u00edduo\/sociedade, natureza\/cultura e objetividade\/subjetividade ao estudo dos modos de subjetiva\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nicos no capitalismo tecnocient\u00edfico. Esta linha de pesquisa tem estado presente em eventos de Estudos CTS nacionais como os ocorridos no Brasil, Chile, Col\u00f4mbia e Uruguai. Nosso desejo \u00e9 propor este campo de estudos em diversos cen\u00e1rios nacionais (mas acolhendo estudos estrangeiros) por meio do Simp\u00f3sio Esocite, pensando nossa especificidade na produ\u00e7\u00e3o destes modos de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordenadores:<\/strong> Arthur Arruda Leal Ferreira (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Maria Carolina de Araujo Antonio (UEL)<br><strong>Debatedor: <\/strong>Vitor Simonis Richter (Fiocruz)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>17\/09\/2025 &#8211; Sess\u00e3o 01<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 306 (3o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>A rela\u00e7\u00e3o entre a psicologia e as medicinas ind\u00edgenas na pr\u00e1tica de ind\u00edgenas psic\u00f3logas da Amaz\u00f4nia brasileir<\/strong>a &#8211; Robert Damasceno Monteiro Rodrigues&nbsp;(UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>A psicologia tem atuado nas pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade ind\u00edgena h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, com avan\u00e7os como a regulamenta\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica de Aten\u00e7\u00e3o Integral \u00e0 Sa\u00fade Mental das Popula\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas e o protagonismo de ind\u00edgenas psic\u00f3logas. Contudo, persistem desafios no di\u00e1logo entre os saberes psicol\u00f3gicos e as medicinas ind\u00edgenas. Esta pesquisa de doutorado investiga essas rela\u00e7\u00f5es a partir das pr\u00e1ticas de psic\u00f3logas ind\u00edgenas inseridas na sa\u00fade ind\u00edgena na Amaz\u00f4nia. As medicinas ind\u00edgenas s\u00e3o compreendidas como um conjunto ancestral de saberes e pr\u00e1ticas que articulam dimens\u00f5es f\u00edsicas, espirituais, sociais e cosmol\u00f3gicas. J\u00e1 a psicologia, enraizada na racionalidade ocidental, tende a separar corpo e mente, indiv\u00edduo e sociedade. A pesquisa parte da psicologia social cr\u00edtica, com base no materialismo hist\u00f3rico-dial\u00e9tico, e prop\u00f5e uma escrita etnogr\u00e1fica centrada no campo como espa\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o de sentido. Os dados v\u00eam de entrevistas, observa\u00e7\u00f5es e di\u00e1rio de campo. Resultados preliminares apontam para: (1) a centralidade do campo na estrutura\u00e7\u00e3o da pesquisa; (2) o v\u00ednculo entre mem\u00f3ria e pr\u00e1ticas de cuidado; (3) a limita\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o em psicologia para contextos interculturais; e (4) a cr\u00edtica \u00e0 generaliza\u00e7\u00e3o de categorias ocidentais nos servi\u00e7os de sa\u00fade mental. A pr\u00e1tica dessas psic\u00f3logas aponta para a urg\u00eancia de reconhecer saberes diversos e superar o cientificismo excludente. Com inspira\u00e7\u00e3o em autores como Krenak e Kopenawa, a pesquisa reafirma que a floresta e os povos ind\u00edgenas s\u00e3o centrais na constru\u00e7\u00e3o de novos modos de compreender e produzir cuidados em sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Rompendo com a subjetiva\u00e7\u00e3o do negro\/a: um novo olhar coproducionista sobre a ra\u00e7<\/strong>a &#8211; Joanna Mendes Vale&nbsp;(UNB)<\/p>\n\n\n\n<p>O presente artigo busca mostrar como a identidade nacional da sociedade brasileira foi baseada em princ\u00edpios racistas, nos quais o corpo negro n\u00e3o tem valor e deve ser rejeitado, gerando na popula\u00e7\u00e3o negra uma abje\u00e7\u00e3o a eles pr\u00f3prios. Por\u00e9m, com o passar dos anos e de lutas, duas autoras importantes buscam reestruturar esse pensamento a partir de uma valoriza\u00e7\u00e3o da negritude para romper com o imagin\u00e1rio branco que a popula\u00e7\u00e3o negra se baseia quando se procura uma ascens\u00e3o social.<br>As autoras trbalhadas s\u00e3o L\u00e9lia Gonzalez, e Neusa Souza Santos, ambas trabalhando a psican\u00e1lise em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ra\u00e7a, mas o diferencial deste trabalho \u00e9 como as duas tiveram uma co-produ\u00e7\u00e3o, conte\u00fado que tive contato em uma mat\u00e9ria do mestrado, onde a autora trabalhada fou Sheila Jasanoff, o quel \u00e9 um pensamento utilizado nas ci\u00eancias, o qual quando se produz ci\u00eancia, se produz uma ordem social, e \u00e9 justamente isso que eu procuro mostrar. Como as autoras mudaram uma ordem social, ou foram pioneiras nisso, atrav\u00e9s das ci\u00eancias que elas fizeram, indo de encontro com a ordem social vigente que era racista.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Controv\u00e9rsias acerca da implementa\u00e7\u00e3o do \u2018Uber moto\u2019 no Brasil: perspectivas de autonomia no trabalho mediado por aplicativo<\/strong> &#8211; Carlos Eduardo Nazario Elias&nbsp;(UFRJ)<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho se debru\u00e7a sobre a implementa\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de transporte por motocicletas via aplicativos, popularmente chamado de \u2018Uber moto\u2019, nas cidades brasileiras. Tomando como base metodol\u00f3gica a cartografia de controv\u00e9rsias, partimos de debates como o acerca da regulamenta\u00e7\u00e3o ou proibi\u00e7\u00e3o de tal servi\u00e7o na cidade de S\u00e3o Paulo, que vem acontecendo na c\u00e2mara legislativa municipal, bem como a disputa judicial sobre o enquadramento dos trabalhadores-usu\u00e1rios enquanto aut\u00f4nomos ou com v\u00ednculo empregat\u00edcio reconhecido com as empresas que gerenciam os aplicativos, que vem tramitando no Supremo Tribunal Federal. Enquanto as empresas respons\u00e1veis pelo servi\u00e7o definem sua fun\u00e7\u00e3o como a de conectar motoristas e passageiros, o que se observa \u00e9 que esse a princ\u00edpio simples ato mobiliza toda uma rede heterog\u00eanea de actantes que passa pelos motoristas, pelo sistema de sa\u00fade p\u00fablica, pela mobilidade urbana e pelas arenas do direito. Ao se analisar os cen\u00e1rios e os arranjos que v\u00e3o se produzindo atrav\u00e9s dessa mobiliza\u00e7\u00e3o, as alian\u00e7as que v\u00e3o se construindo e desconstruindo, se evidencia como a implementa\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o articula diversos actantes em um faz-fazer que coloca em tensionamento entendimentos acerca de direitos trabalhistas, autonomia e a pr\u00f3pria cidade. As estabiliza\u00e7\u00f5es que v\u00e3o se formando, ainda que de forma prec\u00e1ria, produzem um certo tipo de trabalhador tanto quanto um certo tipo de cidade. Se mostra interessante para a psicologia participar desses debates, se articulando nas arenas de disputa e trazendo suas contribui\u00e7\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de uma cidade mais habit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Entre (en)cantos e ci\u00eancias: mulheres-medicina e terapias psicod\u00e9licas no uso ritual da Ayahuasca em contextos urbano<\/strong> &#8211; Ana Carolina de Andrade Evangelista&nbsp;(UFES),&nbsp;Eliana Santos Junqueira Creado&nbsp;(UFES)<\/p>\n\n\n\n<p>Este estudo explora rituais ayahuasqueiros conduzidos por mulheres-medicina em contextos urbanos, situando-se na interse\u00e7\u00e3o entre terapias psicod\u00e9licas e pr\u00e1ticas n\u00e3o-hegem\u00f4nicas de sa\u00fade. O objetivo \u00e9 investigar de que modo essas mulheres engendram processos de decoloniza\u00e7\u00e3o do conhecimento no devir-com as medicinas da floresta, cantos e encantamentos, tensionando as abordagens tecnocient\u00edficas dominantes no campo da sa\u00fade. Adotamos a abordagem etnogr\u00e1fica e a realiza\u00e7\u00e3o de entrevistas semiestruturadas com lideran\u00e7as femininas de grupos ayahuasqueiros na regi\u00e3o metropolitana de Belo Horizonte, MG. Amparada nos referenciais decoloniais, do multinaturalismo e do anarquismo ontol\u00f3gico, a pesquisa evidencia as ontologias e as terap\u00eauticas que emergem da conflu\u00eancia de saberes tradicionais, pr\u00e1ticas neoxam\u00e2nicas e daimistas, tomando-as como verdades pragm\u00e1ticas que possibilitam a conex\u00e3o entre mundos. Os achados indicam um deslocamento da episteme de cura-cuidado em dire\u00e7\u00e3o a uma \u00e9tica relacional que imbrica as inter-rela\u00e7\u00f5es multiesp\u00e9cie. Nesse sentido, as mulheres-medicina no fazer-com os cantos e as entidades vegetais operam encantamentos como cosmotecnologiascomplementares \u00e0s racionalidades biom\u00e9dicas hegem\u00f4nicas. Essa coprodu\u00e7\u00e3o de saberes tensionam as fronteiras entre ci\u00eancia, t\u00e9cnica e espiritualidade, contribuindo para ampliar os debates sobre terapias psicod\u00e9licas e sa\u00fade mental, especialmente no que tange \u00e0s pr\u00e1ticas situadas. Portanto, o estudo reflete sobre outros modos de viver e curar em tempos de crises, resgatando caminhos para imaginar e criar futuros.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>18\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 02 <\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 306 (3o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Impacto do diagn\u00f3stico de HIV\/AIDS na sa\u00fade mental, estigma social e a coprodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e do sujeito<\/strong> &#8211; Marco Antonio Gatti Junior&nbsp;(UFMG)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho \u00e9 parte de pesquisa de doutorado e aborda a Terapia Anti-Retroviral (TARV) e o diagn\u00f3stico de HIV\/AIDS sob uma perspectiva antropol\u00f3gica e interseccional, destacando sua carga social, rela\u00e7\u00e3o com a biopol\u00edtica e o papel na coprodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e do sujeito que vive com HIV\/AIDS (PVHA). A constru\u00e7\u00e3o social do HIV \u00e9 marcada por estigmas relacionados \u00e0 sexualidade, moralidade e marginaliza\u00e7\u00e3o, especialmente entre popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, o que impacta significativamente a sa\u00fade mental das PVHA. O diagn\u00f3stico muitas vezes refor\u00e7a o estigma, gerando ansiedade, medo e isolamento, dificultando a ades\u00e3o ao tratamento e o bem-estar psicol\u00f3gico. A an\u00e1lise critica o paradigma positivista, que reduz o sujeito ao corpo biol\u00f3gico, ignorando aspectos subjetivos, culturais e sociais. As antrop\u00f3logas da ci\u00eancia principalmente, ressaltam a performatividade da doen\u00e7a, que \u201cfazem\u201d a doen\u00e7a e influenciam narrativas pessoais. A carga social da TARV, portanto, \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o que afeta a percep\u00e7\u00e3o de si e a sa\u00fade mental. A falta de informa\u00e7\u00e3o, o estigma moral, al\u00e9m da marginaliza\u00e7\u00e3o, contribuem para resist\u00eancia ao tratamento. A medica\u00e7\u00e3o atua na produ\u00e7\u00e3o de novas realidades, podendo refor\u00e7ar o estigma. O trabalho destaca a necessidade de estrat\u00e9gias que considerem aspectos culturais e subjetivos, promovendo uma abordagem humanizada e interseccional para desconstruir o estigma, ampliar o acesso ao tratamento e cuidar da sa\u00fade mental das PVHA. Reconhecer a ag\u00eancia da TARV na coprodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a \u00e9 fundamental para pol\u00edticas p\u00fablicas mais inclusivas e sens\u00edveis \u00e0s din\u00e2micas sociais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Sofrimento mental e (in)visibiliza\u00e7\u00e3o da Covid Longa<\/strong> &#8211; Vitor Simonis Richter&nbsp;(Fiocruz)<\/p>\n\n\n\n<p>A pandemia de Covid-19 marcou de forma indel\u00e9vel as vidas dos brasileiros e brasileiras. Os mais de 700 mil \u00f3bitos confirmados marcam com luto as hist\u00f3rias particulares de indiv\u00edduos e as hist\u00f3rias coletivas de fam\u00edlias, das infraestruturas de sa\u00fade e da na\u00e7\u00e3o. Estas marcas e seus efeitos, mesmo sendo vividos e experienciados de forma m\u00faltipla e desigual, dificilmente s\u00e3o negligenciadas e colocadas em d\u00favida hoje. O que tem sido colocado em d\u00favida s\u00e3o os efeitos prolongados que a infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus SARS-CoV-2 pode provocar nos corpos humanos que sobreviveram \u00e0 infec\u00e7\u00e3o. Apesar disso, as pessoas que sofrem com uma pletora de sintomas persistentes, intermitentes e debilitantes j\u00e1 descrevem e nomeiam sua condi\u00e7\u00e3o: Covid Longa. Nesta comunica\u00e7\u00e3o apresento os contornos iniciais de uma pesquisa sobre como instabilidades na defini\u00e7\u00e3o e no manejo das manifesta\u00e7\u00f5es persistentes da Covid-19 impactam a vida das pessoas acometidas pela doen\u00e7a. A partir de narrativas de pacientes brasileiros e estrangeiros, realizo um breve mapeamento de queixas e experi\u00eancias relacionadas com problemas sobre dificuldades de mem\u00f3ria, com o sono, concentra\u00e7\u00e3o, depress\u00e3o e ansiedade, especialmente enquanto elementos importantes para marcar o aspecto cr\u00f4nico desta nova nosologia. Desta forma, esta comunica\u00e7\u00e3o busca contribuir para e buscar inspira\u00e7\u00e3o nos estudos sobre dispositivos psis que este GT busca reunir.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Gest\u00e3o do trabalho, suic\u00eddio, tecnologia: Uma an\u00e1lise documental das pr\u00e1ticas de preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio<\/strong> &#8211; Iago Natividade&nbsp;(UTFPR),&nbsp;Maria Sara de Lima Dias&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo se buscou discutir e realizar uma reflex\u00e3o sobre a gest\u00e3o do trabalho e a preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio a partir de programas de sa\u00fade mental no Brasil. Trata-se de um estudo baseado na psicologia hist\u00f3rico cultural e no campo CTS, no qual se privilegia na pesquisa sobre a tem\u00e1tica atrav\u00e9s da an\u00e1lise documental. Sabe-se que a legisla\u00e7\u00e3o pode ter um impacto significativo na preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio, ao estabelecer diretrizes e responsabilidades bem como ao promover uma cultura de conscientiza\u00e7\u00e3o. Atualmente no Brasil a nova Lista de Doen\u00e7as Relacionadas ao Trabalho correlaciona o suic\u00eddio como decorrente ou um agravo por aspectos laborais, nesta mesma linha, o Brasil atualiza a norma regulamentat\u00f3ria n\u00ba 1 obrigando as empresas a informar aos \u00f3rg\u00e3os competentes sobre como avaliam e gerenciam os riscos psicossociais que afetam os trabalhadores, a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e programas espec\u00edficos, juntamente com a oferta de recursos e apoio psicol\u00f3gico, pode reduzir o estigma associado a problemas de sa\u00fade mental e ao suic\u00eddio, promovendo a qualidade de vida. Como considera\u00e7\u00f5es finais observa-se que os programas de sa\u00fade mental e preven\u00e7\u00e3o do suic\u00eddio ao serem compreendidos como tecnologias de gest\u00e3o do trabalho, podem definir padr\u00f5es de comportamento para a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, mas se faz necess\u00e1rio romper com padr\u00f5es biol\u00f3gicos e psiqui\u00e1tricos da compreens\u00e3o sa\u00fade-doen\u00e7a desses programas, trazendo para essas interven\u00e7\u00f5es uma concep\u00e7\u00e3o de sa\u00fade-doen\u00e7a como processo din\u00e2mico, hist\u00f3rico, cultural, social e tecnol\u00f3gico do contexto do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade mental: os desafios da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o nos servi\u00e7os da Rede de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial no munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo- SP<\/strong> &#8211; Maycon Leandro da Concei\u00e7\u00e3o&nbsp;(UFSCAR),&nbsp;Nath\u00e1lia Gon\u00e7alves Zaparolli&nbsp;(UNESP)<\/p>\n\n\n\n<p>Esta pesquisa visa analisar as pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade mental, destacando as experi\u00eancias das estrat\u00e9gias de desinstitucionaliza\u00e7\u00e3o das pessoas egressas dos hospitais psiqui\u00e1tricos e dos manic\u00f4mios judici\u00e1rios. Propomos reflex\u00f5es em torno da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o no campo da sa\u00fade mental, enfatizando os desdobramentos da CT&amp;I na vida cotidiana dos servi\u00e7os por meio das pr\u00e1ticas de cuidado, saberes, profissionaliza\u00e7\u00e3o, movimentos art\u00edsticos-culturais e da biomedicaliza\u00e7\u00e3o. Assim, partimos dos pressupostos da reforma psiqui\u00e1trica, como as transforma\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas, processo de sa\u00fade-adoecimento e questionamentos dos saberes biom\u00e9dicos como produ\u00e7\u00f5es formas de subjetividades e promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade. Nesta seara, tamb\u00e9m trazemos debates em torno da precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, viol\u00eancias e de estigmatiza\u00e7\u00e3o das pessoas em processo de desinstitucionaliza\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma etnografia realizada na RAPS em S\u00e3o Paulo- SP, enfatizando a assist\u00eancia e tecnoci\u00eancia em interseccionalidade com g\u00eanero, ra\u00e7a classe. No Brasil, o modelo manicomial produziu priva\u00e7\u00e3o de liberdade e institucionaliza\u00e7\u00e3o da loucura. Hoje, o movimento antimanicomial \u00e9 crucial para o questionamento do saber biom\u00e9dico, da psiquiatriza\u00e7\u00e3o como diagn\u00f3sticos e subjetiva\u00e7\u00e3o. Almejamos reflex\u00f5es entre a Ci\u00eancia Pol\u00edtica e CT&amp;I entrela\u00e7ado com as pol\u00edticas p\u00fabicas, reconhecimento de mem\u00f3rias e a\u00e7\u00f5es emancipat\u00f3rias da inclus\u00e3o das tecnologias psicossociais, trabalho e direito \u00e0 cidade. Conclui-se, a\u00e7\u00f5es de contrarreforma psiqui\u00e1trica sob hegemonia neoliberal.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>19\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 03 <\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>13:30 \u2013 15:30<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 306 (3o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Objetivar o subjetivo: estudo de caso sobre a psicologia brasileira (1940-1960)<\/strong> &#8211; Rafael de Andrade&nbsp;(UNIFESP)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho analisa a constitui\u00e7\u00e3o social da psicologia no Brasil entre as d\u00e9cadas de 1930 e 1960, a partir do surgimento de um espa\u00e7o intelectual h\u00edbrido, onde se entrela\u00e7am pr\u00e1ticas t\u00e9cnicas, trajet\u00f3rias intelectuais e projetos pol\u00edticos de interven\u00e7\u00e3o sobre a subjetividade. O objetivo \u00e9 compreender como a psicologia, ainda sem se consolidar como campo cient\u00edfico aut\u00f4nomo, passa a atuar como tecnologia de gest\u00e3o dos indiv\u00edduos, articulando-se \u00e0s demandas \u201cmodernizadoras\u201d do Estado brasileiro e \u00e0 ascens\u00e3o de novos grupos intelectuais. Para tanto, combina-se a an\u00e1lise prosopogr\u00e1fica de trajet\u00f3rias intelectuais com a reconstru\u00e7\u00e3o das redes institucionais em que se inserem, explorando arquivos pessoais, documentos institucionais e material t\u00e9cnico-propagand\u00edstico da \u00e9poca. Os resultados mostram que a psicologia se consolidou como media\u00e7\u00e3o entre diferentes dom\u00ednios (educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade p\u00fablica, administra\u00e7\u00e3o, religi\u00e3o e fam\u00edlia) \u2013 tornou-se, ao mesmo tempo, via de reconhecimento; inser\u00e7\u00e3o intelectual para grupos historicamente dominados (como mulheres, imigrantes e pessoas racializadas), e ferramenta para pr\u00e1ticas normativas de classifica\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o de condutas. Conclui-se que o desenvolvimento da psicologia no per\u00edodo estudado n\u00e3o pode ser compreendido apenas como institucionaliza\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, mas como parte de um regime de subjetiva\u00e7\u00e3o onde ci\u00eancia, t\u00e9cnica e moral se fundem na produ\u00e7\u00e3o de expertise e interven\u00e7\u00f5es p\u00fablicas sobre o sofrimento, o comportamento e a vida social.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Contexto pra l\u00e1, contexto pra c\u00e1: contribui\u00e7\u00f5es antropol\u00f3gicas para a forma\u00e7\u00e3o de psic\u00f3logos-psicoterapeuta<\/strong> &#8211; Jo\u00e3o Paulo Siqueira de Ara\u00fajo&nbsp;(UNB)<\/p>\n\n\n\n<p>Este paper pretende discutir poss\u00edveis contribui\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia antropol\u00f3gica para a forma\u00e7\u00e3o de psic\u00f3logos, em especial no que se refere \u00e0 aten\u00e7\u00e3o ao contexto sociocultural para um cuidado racializado em sa\u00fade mental. Como recorte de uma investiga\u00e7\u00e3o etnogr\u00e1fica de maior escala junto a um grupo de est\u00e1gio e servi\u00e7o de psicoterapia racializada, analiso os documentos que regem a forma\u00e7\u00e3o de psic\u00f3logos em uma universidade do centro-oeste brasileiro, especificamente, o Projeto Pedag\u00f3gico do curso de Psicologia (PPC). Na an\u00e1lise deste documento, identifiquei e estranhei determinadas imposi\u00e7\u00f5es de significa\u00e7\u00e3o, como na demasiada utiliza\u00e7\u00e3o da palavra \u201ccontexto\u201d, usado de forma amb\u00edgua, ora se referindo a ambiente, ora como sin\u00f4nimo de cultura. A partir desta identifica\u00e7\u00e3o, argumento que determinados dispositivos \u00e9tico-metodol\u00f3gicos, como a desnaturaliza\u00e7\u00e3o, levar o outro a s\u00e9rio e o relativismo, s\u00e3o caracter\u00edsticas da antropologia e podem contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de profissionais da sa\u00fade mental. Portanto, aposto na antropologia, enquanto disposi\u00e7\u00e3o reflexiva, que n\u00e3o oferece respostas manual\u00edsticas, mas que pode gerar perguntas transformadoras, para potencializar a comunica\u00e7\u00e3o entre alteridades, a media\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica entre mundos e um cuidado em sa\u00fade mental que ressoa com o contexto sociocultural, que seria, ent\u00e3o, racializado.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Sintoma, transtorno, neurose: que papel ocupa o discurso da psicopatologia nas diversas equipes da Divis\u00e3o de Psicologia Aplicada da UFRJ?<\/strong> &#8211; Arthur Arruda Leal Ferreira&nbsp;(Universidade Federal do Rio de Janeiro),&nbsp;Isis Kaory Costa&nbsp;(UFRJ),&nbsp;Giulianna Ribeiro de Sousa&nbsp;(UFRJ)<\/p>\n\n\n\n<p>Nossa pesquisa tem como campo de estudo a Divis\u00e3o de Psicologia Aplicada da UFRJ, na qual ocorrem os est\u00e1gios cl\u00ednicos com equipes de diversas abordagens psicol\u00f3gicas. Assim, busca-se observar as diferentes formas de articula\u00e7\u00e3o entre essas equipes, em que emergem controv\u00e9rsias oriundas de seus modos de atua\u00e7\u00e3o e de concep\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica terap\u00eautica. Essa rede traz \u00e0 cena, de modo plural, a produ\u00e7\u00e3o de subjetividades e de mundos que s\u00e3o a\u00ed gerados entre pacientes, estagi\u00e1rios, supervisores, espa\u00e7os cl\u00ednicos, grades curriculares, etc. Com o objetivo de destacar estas redes, a pesquisa tem se desenvolvido por meio de relatos de campo que se d\u00e3o a partir da observa\u00e7\u00e3o das reuni\u00f5es de supervis\u00e3o das equipes de atendimento cl\u00ednico presentes na institui\u00e7\u00e3o. Para tanto, s\u00e3o utilizadas como referencial para o trabalho de campo a Teoria Ator-Rede e a Epistemologia Pol\u00edtica, al\u00e9m da metodologia etnogr\u00e1fica. De modo mais espec\u00edfico, este trabalho tem como objetivo desenvolver uma an\u00e1lise acerca de como as distintas formas cl\u00ednicas se entrela\u00e7am com as pr\u00e1ticas e os conceitos psicopatol\u00f3gicos. Cada abordagem parte de uma concep\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de sofrimento ps\u00edquico, operando com dispositivos conceituais que direcionam a interven\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Ao colocar as abordagens psicol\u00f3gicas em cotejo, busca-se compreender como os modos de pensar a patologia interferem diretamente nos processos de subjetiva\u00e7\u00e3o implicados na supervis\u00e3o cl\u00ednica. Isso significa investigar n\u00e3o apenas os efeitos sobre a t\u00e9cnica, mas, sobretudo, sobre a constitui\u00e7\u00e3o do sujeito cl\u00ednico e seus modos poss\u00edveis de express\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Devenires de lo terap\u00e9utico: ontolog\u00edas, hibridaciones, territorialidades y subjetivaciones.<\/strong> &#8211; Jorge Chavez&nbsp;(Facultad de Psicolog\u00eda- Universidad de la Rep\u00fablica)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabajo se enmarca en los estudios sobre las culturas terap\u00e9uticas desde un enfoque sociomaterial y con inter\u00e9s en las pr\u00e1cticas de los profesionales de la psicolog\u00eda en Uruguay. En un estudio que iniciamos en el 2023 nos abocamos a analizar el estado actual de la psicolog\u00eda cl\u00ednica en Uruguay caracterizando el ejercicio psicoterap\u00e9utico de profesionales de la psicolog\u00eda. Se relevaron sus trayectorias formativas, el repertorio te\u00f3rico-conceptual y el modo de aplicaci\u00f3n en la pr\u00e1ctica. Se opt\u00f3 por un dise\u00f1o cualitativo de tipo exploratorio-descriptivo que const\u00f3 de tres etapas: sistematizaci\u00f3n de p\u00e1ginas web, entrevistas en profundidad y aplicaci\u00f3n de formularios, finalizando con una etnograf\u00eda virtual. Codificamos y categorizamos las entrevistas con apoyo del software MaxQda. Presentamos resultados sobre 5 categorpias elaboradas en el estudio: formaci\u00f3n, pr\u00e1ctica psicoterap\u00e9utica, entornos psicoterap\u00e9uticos amopliados,subjetividad, veridicci\u00f3n. Se evidencia la innovaci\u00f3n de los espacios y las modalidades de atenci\u00f3n tradicionales, as\u00ed como la hibridaci\u00f3n de perspectivas, objetos t\u00e9cnicos y conceptuales, instrumentos y prop\u00f3sitos terap\u00e9uticos, ampliando los recursos y territorialidades de los entornos terap\u00e9uticos. Se concluye que no obstante la preeminencia del saberes formalizados en corrientes disciplinares como el psicoanalisis, gestalt o cognitivo conductual hasta mediados de la d\u00e9cada de 1990, en la actualidad se comienza a configurar un entorno terap\u00e9utico ampliado, que configura un ejercicio y circulaci\u00f3n caracterizado por un car\u00e1cter h\u00edbrido y experimental.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Este grupo de trabalho visa refletir sobre tecnologias de cuidado e processos de produ\u00e7\u00e3o de subjetiva\u00e7\u00e3o presentes no campo dos saberes e pr\u00e1ticas psi, sem qualquer ju\u00edzo sobre sua cientificidade ou efic\u00e1cia, ou divis\u00e3o entre conhecimento leg\u00edtimo ou ileg\u00edtimo. Ser\u00e3o considerados estudos voltados aos conhecimentos e pr\u00e1ticas das neuroci\u00eancias, psiquiatria, psicologia, psican\u00e1lise, etologia, coaching&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"class_list":["post-436","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/436","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=436"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/436\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1169,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/436\/revisions\/1169"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}