{"id":434,"date":"2025-05-21T20:53:54","date_gmt":"2025-05-21T23:53:54","guid":{"rendered":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=434"},"modified":"2025-09-11T10:46:12","modified_gmt":"2025-09-11T13:46:12","slug":"gt20-pedra-planta-bicho-gente-coisas-estudos-para-aterrar-diante-da-urgencia-da-acao-climatica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=434","title":{"rendered":"GT20 &#8211; Pedra, planta, bicho, gente\u2026 coisas: estudos para aterrar diante da urg\u00eancia da a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Resumo:<\/strong> A proposta deste 11\u00b0 Simp\u00f3sio Nacional de Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade e as \u00faltimas provoca\u00e7\u00f5es de Bruno Latour se aproximam. Se o momento \u00e9 oportuno para pensarmos sobre o desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico e a urg\u00eancia das quest\u00f5es ambientais, temos clareza de onde e como devemos aterrar? A obra deste autor convida ao exerc\u00edcio intelectual para a elabora\u00e7\u00e3o de descri\u00e7\u00f5es cada vez mais detalhadas das rela\u00e7\u00f5es entre a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e conhecimento cient\u00edfico. Tais descri\u00e7\u00f5es devem facilitar a compreens\u00e3o da realidade revelando a fragilidade dos modernos quanto \u00e0 autonomia das ci\u00eancias e favorecendo, ao mesmo tempo, a a\u00e7\u00e3o coletiva na composi\u00e7\u00e3o do mundo comum. Diante disso, o objetivo deste GT \u00e9 reunir trabalhos que tenham encontrado na Teoria Ator-Rede, e outras que dialogam com ela, um caminho para compor tal desafio, ou seja, saber aterrar diante da urg\u00eancia clim\u00e1tica. Sabemos que os estudos sobre laborat\u00f3rios impulsionaram o desenvolvimento da Teoria Ator-Rede, mas nos interessa saber o que acontece no encontro entre as pesquisas dos cientistas dos laborat\u00f3rios (\u201cnaturais\u201d ou \u201csociais\u201d) com os pressupostos dessa teoria. Quais quest\u00f5es s\u00e3o colocadas? Seus objetos de estudo originais tornam-se eles pr\u00f3prios laborat\u00f3rios? Como cada um deles \u201cfaz-fazer\u201d? Qual rela\u00e7\u00e3o se estabelece com a produ\u00e7\u00e3o da realidade concreta? Acreditamos que devemos produzir conhecimento para um desenvolvimento ambientalmente sustent\u00e1vel e contraposto \u00e0 insustentabilidade provocada pelo capital, desde que isso signifique proteger a \u201cdiversidade de status ontol\u00f3gico contra a amea\u00e7a de sua transforma\u00e7\u00e3o em fatos e fetiches, cren\u00e7as e coisas\u201d (Latour, 2001, p. 332).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordenadoras: <\/strong>Viviane Fernandez de Oliveira (Universidade Federal Fluminense), Edilaine Albertino de Moraes (UFJF), Florence Mendez Casariego (UERJ)<br><strong>Debatedora:<\/strong> F\u00e1tima Teresa Braga Branquinho (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>17\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 01<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 304 (3o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Encontros de doutorandos em ci\u00eancias ambientais com a antropologia dos objetos de Bruno Latour: desafios e recursos vivenciados na elabora\u00e7\u00e3o dos relatos<\/strong> &#8211; F\u00e1tima Kzam Damaceno de Lacerda&nbsp;(UERJ),&nbsp;F\u00e1tima Teresa Braga Branquinho&nbsp;(Universidade do Estado do Rio de Janeiro),&nbsp;Viviane Fernandez de Oliveira&nbsp;(Universidade Federal Fluminense),&nbsp;Florence Mendez Casariego&nbsp;(UERJ)<\/p>\n\n\n\n<p>Sabemos o que caracteriza uma tese de doutorado \u00e9 a dedica\u00e7\u00e3o dos doutorandos em atender a todos os crit\u00e9rios para a elabora\u00e7\u00e3o de um texto dessa natureza. Contudo, para os que escolheram a Teoria Ator-Rede como um caminho epistemol\u00f3gico para observar o que normalmente n\u00e3o \u00e9 percebido pelos princ\u00edpios explicativos tradicionais das ci\u00eancias sociais, fazer antropologia de objetos t\u00e9cnicos e cient\u00edficos e escrever um relato arriscado, \u00e9 desafiador. O que significa assumir a a\u00e7\u00e3o de humanos e n\u00e3o-humanos? A partir de que sinais podemos perceber o tempo em espiral? Quais s\u00e3o as dificuldades de abandonar a no\u00e7\u00e3o de tempo linear? O que essa no\u00e7\u00e3o tem a ver com a no\u00e7\u00e3o de revolu\u00e7\u00e3o? Como rever o modo como realizamos nossas pr\u00e1ticas cient\u00edficas e passamos a observar a realidade de forma lenta, sem categorias pr\u00e9vias e sem conclus\u00f5es apressadas? Como realizar uma pr\u00e1tica cient\u00edfica que admite que o que chamamos de social n\u00e3o \u00e9 o que explica, mas o que precisa ser explicado? Como estabelecer di\u00e1logo entre diferentes saberes, elaborados por culturas que n\u00e3o t\u00eam a ci\u00eancia como postura epistemol\u00f3gica para ler e compreender o mundo? Afinal, o que \u00e9 ser humano no s\u00e9culo XXI? Considerando que as respostas a essas quest\u00f5es s\u00e3o os principais desafios enfrentados por doutorandos que cursaram disciplinas sobre a Teoria Ator-Rede, ministradas desde 2012, o objetivo deste trabalho \u00e9 descrever os recursos, estrat\u00e9gias, modos de supera\u00e7\u00e3o de desafios, desenvolvidos por pesquisadores do campo da antropologia das ci\u00eancias e das t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Agroecologia como cosmopol\u00edtica: resist\u00eancias pluriversais e ontol\u00f3gicas na Teia dos Povos no Rio Grande do Sul<\/strong> &#8211; Eduarda Paz Trindade&nbsp;(UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<p>Esta apresenta\u00e7\u00e3o prop\u00f5e uma an\u00e1lise das redes de resist\u00eancia e autonomia tecidas pela Teia dos Povos Em Luta no Rio Grande do Sul, uma articula\u00e7\u00e3o que une comunidades ind\u00edgenas, quilombolas, camponesas e urbanas na luta pela soberania territorial, alimentar e epist\u00eamica. A partir da Teoria Ator-Rede de Bruno Latour e da cosmopol\u00edtica de Isabelle Stengers, a pesquisa investiga como pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas s\u00e3o articuladas como agenciamentos sociot\u00e9cnicos que incorporam humanos e mais-que-humanos, reconfigurando o social e o natural em redes de cuidado e reciprocidade. Tomando como fontes cartas das Jornadas de Agroecologia e publica\u00e7\u00f5es nas m\u00eddias sociais da Teia, exploro como a agroecologia se apresenta como um projeto ontol\u00f3gico e epistemol\u00f3gico de resist\u00eancia ao modelo capitalista e \u00e0s epistemologias coloniais, promovendo a constru\u00e7\u00e3o de mundos plurais e sustent\u00e1veis. A an\u00e1lise revela tens\u00f5es e desafios internos e externos \u00e0 Teia, incluindo o enfrentamento das crises clim\u00e1ticas e das press\u00f5es do agroneg\u00f3cio, que tornam urgente repensar as rela\u00e7\u00f5es entre ci\u00eancia, tecnologia e territ\u00f3rios. A pesquisa evidencia que a Teia dos Povos, ao reagregar pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas, desafia as hierarquias e dicotomias modernas e contribui para a cria\u00e7\u00e3o de uma ontologia pluriversal, que integra saberes ancestrais, pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias e rela\u00e7\u00f5es sim\u00e9tricas entre humanos, plantas, bichos, sementes e entidades espirituais. Esta perspectiva se insere no debate sobre as cosmopol\u00edticas necess\u00e1rias para aterrar os desafios clim\u00e1ticos e ontol\u00f3gicos de nosso tempo.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Cecinep\u00e1 nas encruzilhadas: metodologias figuradas para aterrar mundos em fric\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; Jonathan Fenile de Castro&nbsp;(UNICAMP)<\/p>\n\n\n\n<p>Cecinep\u00e1 \u00e9 uma plataforma-metodologia para a constru\u00e7\u00e3o associativa de conhecimentos, projetada para mediar e aterrar mundos em fric\u00e7\u00e3o diante das crises socioecol\u00f3gicas do presente. O projeto articula a no\u00e7\u00e3o de \u201ctentacularidade\u201d de Donna Haraway com o \u201cPrinc\u00edpio de Falsifica\u00e7\u00e3o de Stengers-Despret\u201d (PFSD), delineado por Latour, para compor uma meta-metodologia de aterramento. O PFSD imp\u00f5e uma demanda rigorosa pela articula\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7as ao conhecimento cient\u00edfico, partindo da ideia de um corpo que se constr\u00f3i e se estende conforme se sensibiliza a novos elementos. Este corpo latouriano \u00e9 associado \u00e0 tentacularidade \u2013 a qualidade de estender-se com cuidado para criar conex\u00f5es \u2013 para forjar uma no\u00e7\u00e3o de saber que n\u00e3o separa cogni\u00e7\u00e3o, afeto e rela\u00e7\u00e3o: um saber-sensibilidade-la\u00e7o. Compreendendo a aprendizagem como essa sensibiliza\u00e7\u00e3o m\u00fatua, o projeto desenvolve figura\u00e7\u00f5es narrativas e pr\u00e1ticas afetivas para articular coletivamente estes saberes. O objetivo \u00e9 estimular a sensibilidade entre humanos e n\u00e3o-humanos, de modo a compor um mundo comum aterrado no Chthuluceno.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Consumidores, Ve\u00edculos El\u00e9tricos e Greenwashing: Uma Leitura Antropol\u00f3gica e Ator-Rede da Eletromobilidade<\/strong> &#8211; Evelyn Rodrigues Anastacio&nbsp;(UFSCAR)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho investiga a rela\u00e7\u00e3o entre consumidores brasileiros e ve\u00edculos h\u00edbridos e el\u00e9tricos por meio da Teoria Ator-Rede, considerando esses ve\u00edculos como componentes ativos de redes sociot\u00e9cnicas marcadas por disputas simb\u00f3licas. O objetivo \u00e9 compreender como o consumo desses ve\u00edculos se configura a partir de uma perspectiva antropol\u00f3gica que reconhece os consumidores como sujeitos culturais, portadores de significados, valores e pr\u00e1ticas sociais que influenciam suas escolhas. A pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa baseada no marketing antropol\u00f3gico, analisando como os ve\u00edculos el\u00e9tricos s\u00e3o apresentados como solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis, mas tamb\u00e9m como as pr\u00e1ticas de greenwashing ocultam impactos ambientais importantes, como os relacionados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o das baterias. Os resultados indicam que consumidores e ve\u00edculos participam de uma rede complexa onde tecnologias, estrat\u00e9gias de mercado e significados sociais se entrela\u00e7am, revelando uma din\u00e2mica de constru\u00e7\u00e3o de sentidos que ultrapassa o discurso simplificado da sustentabilidade. A partir dessas an\u00e1lises, o estudo busca contribuir para a reflex\u00e3o sobre a necessidade de \u201csaber aterrar\u201d diante da urg\u00eancia clim\u00e1tica, promovendo uma compreens\u00e3o detalhada das rela\u00e7\u00f5es entre ci\u00eancia, consumo e pol\u00edtica para ampliar a a\u00e7\u00e3o coletiva na constru\u00e7\u00e3o de um mundo comum.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>VI Confer\u00eancia Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente: juventudes, justi\u00e7a clim\u00e1tica e educa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica &#8211; o caso do Cear\u00e1<\/strong> &#8211; Monica Simioni&nbsp;(FURG)<\/p>\n\n\n\n<p>A Confer\u00eancia Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) \u00e9 uma pol\u00edtica p\u00fablica participativa voltada \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o de estudantes do ensino fundamental em torno da defesa da vida, da sustentabilidade e da justi\u00e7a clim\u00e1tica. Este trabalho apresenta uma an\u00e1lise cr\u00edtica e aplicada da implementa\u00e7\u00e3o da CNIJMA em munic\u00edpios do Cear\u00e1, com foco especial na articula\u00e7\u00e3o do tema desta edi\u00e7\u00e3o: a justi\u00e7a clim\u00e1tica. A partir de uma abordagem metodol\u00f3gica ativa, que articula escuta qualificada, diagn\u00f3sticos participativos e media\u00e7\u00e3o intercultural, foram acompanhados os processos formativos e mobilizadores das confer\u00eancias municipais, promovendo o protagonismo estudantil na formula\u00e7\u00e3o dos Projetos de A\u00e7\u00e3o, na cria\u00e7\u00e3o das Comiss\u00f5es de Meio Ambiente e Qualidade de Vida nas escolas, e na elei\u00e7\u00e3o dos delegados representantes das escolas. O trabalho evidencia os desafios enfrentados por educadores e estudantes em contextos marcados por desigualdades no acesso a direitos socioambientais, como saneamento b\u00e1sico, \u00e1gua pot\u00e1vel e conectividade digital. Tamb\u00e9m destaca a pot\u00eancia das juventudes na formula\u00e7\u00e3o de respostas criativas e territorializadas \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, valorizando os saberes locais e os direitos das inf\u00e2ncias. A CNIJMA, mais do que um evento, afirma-se como processo educativo cont\u00ednuo e potente para uma educa\u00e7\u00e3o ambiental cr\u00edtica, interseccional e comprometida com a transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Jornadas pedag\u00f3gicas para aterrar saberes e pr\u00e1ticas diante da crise clim\u00e1tica<\/strong> &#8211; Carolina Franco Esteves&nbsp;(Cemaden),&nbsp;Felipe Augusto Santos&nbsp;(UNESP),&nbsp;Heloisa Tavares de Mattos Martins&nbsp;(UNESP),&nbsp;Alo\u00edsio L\u00e9lis de Paula&nbsp;(UNESP),&nbsp;Priscilla Fran\u00e7oso&nbsp;(UNESP),&nbsp;Rachel Trajber&nbsp;(Cemaden)<\/p>\n\n\n\n<p>A emerg\u00eancia clim\u00e1tica reflete o colapso de um modelo de desenvolvimento baseado na explora\u00e7\u00e3o desigual de pessoas e territ\u00f3rios. Esse novo regime clim\u00e1tico exige respostas educativas urgentes, que articulem justi\u00e7a social e ambiental. A educa\u00e7\u00e3o ambiental clim\u00e1tica cr\u00edtica busca formar sujeitos capazes de compreender os riscos, enfrentar as injusti\u00e7as e promover mudan\u00e7as locais e globais. \u00c9 nesse contexto que se insere a proposta das Jornadas Pedag\u00f3gicas do Programa Cemaden Educa\u00e7\u00e3o, do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, concebidas como percursos formativos constru\u00eddos em di\u00e1logo com escolas e comunidades vulnerabilizadas, integrando princ\u00edpios da educa\u00e7\u00e3o em redu\u00e7\u00e3o de riscos de desastres. Organizadas em tr\u00eas n\u00edveis de aprofundamento (Semente, Planta e \u00c1rvore), as Jornadas integram a pesquisa-a\u00e7\u00e3o participativa com metodologias ativas de aprendizagem, valorizando a ci\u00eancia cidad\u00e3, os saberes locais e a leitura cr\u00edtica do territ\u00f3rio. Entre as estrat\u00e9gias est\u00e3o cartografias participativas, educomunica\u00e7\u00e3o, hist\u00f3ria oral, rodas de conversa, redes de monitoramento da chuva, experimentos simples e produ\u00e7\u00e3o cultural. Essa pr\u00e1tica fomenta a cidadania e redes de observa\u00e7\u00e3o e monitoramento locais, contribuindo para a seguran\u00e7a comunit\u00e1ria. Estimula o di\u00e1logo entre cientistas, educadores e estudantes, valorizando o conhecimento vivido e o protagonismo juvenil. As jornadas consolidam-se como instrumento de educa\u00e7\u00e3o transformadora, voltado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de sociedades mais resilientes e comprometidas com a justi\u00e7a socioambiental.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>19\/09\/202<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 02<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>13:30 \u2013 15:30<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 304 (3o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Turismo de base comunit\u00e1ria e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sob a \u00f3tica da Teoria Ator-Rede: atores, rela\u00e7\u00f5es e controv\u00e9rsias em realidades latino-americanas.<\/strong> &#8211; Edilaine Albertino de Moraes&nbsp;(UFJF),&nbsp;Yasmin Xavier Guimar\u00e3es Nasri&nbsp;(UFRJ),&nbsp;Aline Emy Fuguhara&nbsp;(UFJF),&nbsp;Teresa Cristina de Miranda Mendon\u00e7a&nbsp;(UFRRJ)<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio as principais transforma\u00e7\u00f5es e riscos globais contempor\u00e2neos ligados \u00e0s quest\u00f5es ambientais e clim\u00e1ticas, este estudo se baseia na Teoria Ator-Rede para a compreens\u00e3o de experi\u00eancias de turismo de base comunit\u00e1ria na Am\u00e9rica Latina, tendo em vista a escassez de pesquisas sobre esse tema e abordagem te\u00f3rico-metodol\u00f3gica no Sul global. Partindo dessa lacuna, descrevemos as rela\u00e7\u00f5es entre turismo de base comunit\u00e1ria e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em \u00e1reas vulner\u00e1veis no Brasil, Cuba, Equador, M\u00e9xico e Panam\u00e1. Diante de um cen\u00e1rio diverso, refletimos sobre pistas e caminhos na composi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es coletivas pela via do TBC, que contribuem para orientar onde aterrar e como se posicionar politicamente na urg\u00eancia clim\u00e1tica. Nesse sentido, desde 1990, estudos sobre TBC t\u00eam proporcionado novas vis\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es diante do aumento das resist\u00eancias aos modelos tur\u00edsticos dominantes, por buscar criar oportunidades para a melhoria da qualidade de vida de parcela da popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, fortalecer pr\u00e1ticas organizativas coletivas e solidariamente, afirmar o compromisso de conserva\u00e7\u00e3o da natureza e garantir o acesso aos direitos de povos e comunidades tradicionais. Todavia, riscos e desastres clim\u00e1ticos, como alagamentos, aumento da temperatura, falta de chuva, aumento do n\u00edvel do mar, transforma\u00e7\u00e3o das paisagens naturais, t\u00eam afetado cada vez mais essas pr\u00e1ticas. Nessa abordagem, diferentes perspectivas, atores e interesses influenciam conceitos, a\u00e7\u00f5es e controv\u00e9rsias neste debate tem\u00e1tico, que vem ganhando import\u00e2ncia e aten\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Bombas de sementes como alternativa para aterrar em tempos de crise clim\u00e1tica: um estudo \u00e0 luz da Teoria Ator-Rede (ANT)<\/strong> &#8211; Tatiana de Araujo&nbsp;(UERJ),&nbsp;F\u00e1tima Kzam Damaceno de Lacerda&nbsp;(UERJ)<\/p>\n\n\n\n<p>As bombas de sementes (Nendo dango), t\u00e9cnica de plantio e reflorestamento desenvolvida pelo Fukuoka, consiste em formar pequenas bolinhas ao misturar argila, h\u00famus, sementes e \u00e1gua que s\u00e3o lan\u00e7adas sobre \u00e1reas degradadas articulando atores humanos e n\u00e3o-humanos na recomposi\u00e7\u00e3o de ecossistemas degradados. Este trabalho busca analisar as bombas de sementes \u00e0 luz da Teoria Ator-Rede, investigando como uma oficina com licenciandos em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, em Nova Friburgo, n\u00e3o apenas ativam processos germinativos, como tamb\u00e9m fazem-fazer, ou seja, desencadeiam pr\u00e1ticas coletivas entre saberes cient\u00edficos e tradicionais, ressignificam v\u00ednculos entre pessoas, plantas, solo e futuros poss\u00edveis ao suspender a dicotomia entre natureza e cultura. Neste contexto, a t\u00e9cnica n\u00e3o s\u00f3 emerge como uma alternativa pr\u00e1tica para a recupera\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m se configura como uma alternativa para &#8220;adiar o fim do mundo&#8221;, se tornando al\u00e9m de um ato t\u00e9cnico, um gesto pol\u00edtico, po\u00e9tico e simb\u00f3lico, reconfigurando ag\u00eancias, promovendo esperan\u00e7a e reafirmando a urg\u00eancia de aterrar, isto \u00e9, de compor mundos comuns como resist\u00eancia frente \u00e0 crise clim\u00e1tica e aos desafios ambientais contempor\u00e2neos. Ao propor a recomposi\u00e7\u00e3o do mundo, o estudo refor\u00e7a a import\u00e2ncia de pr\u00e1ticas que, ao mesmo tempo, regeneram ecossistemas e ampliam horizontes de esperan\u00e7a e a\u00e7\u00e3o coletiva. Sendo assim, a abordagem proposta visa ampliar o entendimento da pr\u00e1tica, tornando vis\u00edveis as media\u00e7\u00f5es entre ci\u00eancia, t\u00e9cnica e sociedade, valorizando sua dimens\u00e3o sociot\u00e9cnica e seu potencial de transforma\u00e7\u00e3o diante da urg\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Cosmopol\u00edtica do carbono: a escolha pelo progresso ou um avan\u00e7o no retrocesso?<\/strong> &#8211; Simone Benevento Mota&nbsp;(UERJ),&nbsp;Viviane Fernandez de Oliveira&nbsp;(Universidade Federal Fluminense)<\/p>\n\n\n\n<p>Na Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada, o Brasil reconhece a crise clim\u00e1tica e projeta um futuro de baixo carbono para a sociedade, a economia e seus ecossistemas. Al\u00e9m de lan\u00e7ar o Pacto Nacional pela Transforma\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica, tendo como base a equidade, a ci\u00eancia e os saberes ancestrais. O Brasil tamb\u00e9m figura como l\u00edder das negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e sediar\u00e1 a 30\u00b0 Confer\u00eancia das Partes sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, em Bel\u00e9m. Paradoxalmente, a perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os de petr\u00f3leo na Bacia da Foz do Amazonas vem se concretizando e mais 34 po\u00e7os (19 nesta Bacia) foram arrematados no 5\u00b0 leil\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s e Biocombust\u00edveis, ampliando a fronteira de expans\u00e3o petrol\u00edfera. Quais duelos l\u00f3gicos ser\u00e3o utilizados para validar e justificar a amplia\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis diante da ret\u00f3rica de um futuro de baixo carbono com metas ambiciosas na Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada? Esta Confer\u00eancia ser\u00e1 apenas o palco de mais um teatro das opera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas ou realmente apontar\u00e1 novos caminhos para um novo mundo poss\u00edvel atrav\u00e9s do \u201cmutir\u00e3o clim\u00e1tico\u201d? Como os povos tradicionais, que sofrem a press\u00e3o desses mega-empreendimentos em seus territ\u00f3rios, impactando seus modos de vida, poder\u00e3o negociar com legitimidade se n\u00e3o foram nem consultados segundo a Conven\u00e7\u00e3o 169 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho? A pesquisa objetiva cartografar esta controv\u00e9rsia \u00e0 luz da Teoria Ator-Rede. A muta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica j\u00e1 se concretiza no cotidiano dos brasileiros e refor\u00e7a as desigualdades, n\u00e3o havendo espa\u00e7os para mais retrocessos disfar\u00e7ados de progresso.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Conex\u00f5es e controv\u00e9rsias na Rede Cearense de Turismo Comunit\u00e1rio (TUCUM- Brasil)<\/strong> &#8211; Rosa Maria Leite Ribeiro Pedro&nbsp;(UFRJ),&nbsp;Edilaine Albertino de Moraes&nbsp;(UFJF)<\/p>\n\n\n\n<p>Esta pesquisa se baseia na Teoria Ator-Rede para investigar empiricamente o tema Turismo de base comunit\u00e1ria. Trata-se de uma pr\u00e1tica de base end\u00f3gena que busca a inclus\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dos modos de vida de povos e comunidades tradicionais e dos seus territ\u00f3rios, segundo o compromisso de justi\u00e7a, solidariedade e conserva\u00e7\u00e3o. No entanto, a discuss\u00e3o sobre o TBC sob a perspectiva da ANT ainda \u00e9 incipiente. Com base nessa lacuna, descrevemos como essas pr\u00e1ticas s\u00e3o permeadas por controv\u00e9rsias na Rede Cearense de Turismo Comunit\u00e1rio (TUCUM), que se estende pela Zona Costeira Cearense. Essa iniciativa pioneira, lan\u00e7ada em 2008, vem articulando naturezas, culturas, pescadores artesanais, etnias ind\u00edgenas, agricultores familiares, assentados rurais, quilombolas e moradores de periferias urbanas. O tema da comercializa\u00e7\u00e3o do TBC foi compreendido de modo controverso aos interesses de defesa do territ\u00f3rio tradicional. Igualmente, o modo de funcionamento da Rede TUCUM, em rela\u00e7\u00e3o aos instrumentos de gest\u00e3o, \u00e0 administra\u00e7\u00e3o financeira e \u00e0s estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o para o planejamento e desenvolvimento de projetos nessa dire\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, outra quest\u00e3o pol\u00eamica relacionada ao TBC foi investigada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas, programas e projetos de turismo, bem como outras iniciativas governamentais em andamento no pa\u00eds. Diante dessas controv\u00e9rsias, pode-se afirmar que, embora se reconhe\u00e7am alguns avan\u00e7os sobre o tema, ainda predominam na produ\u00e7\u00e3o bibliogr\u00e1fica perspectivas que se baseiam na dualidade entre o compromisso &#8220;social&#8221; e a valoriza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dessa pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Do ref\u00fagio inconveniente de alguns manguezais: um estudo multiesp\u00e9cies no sudeste do Brasil<\/strong> &#8211; Viviane Fernandez de Oliveira&nbsp;(Universidade Federal Fluminense),&nbsp;Simone Benevento Mota&nbsp;(UERJ),&nbsp;F\u00e1tima Teresa Braga Branquinho&nbsp;(Universidade do Estado do Rio de Janeiro),&nbsp;F\u00e1tima Kzam Damaceno de Lacerda&nbsp;(UERJ)<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um estudo sobre a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento em situa\u00e7\u00f5es onde esp\u00e9cies vegetais de mangue desestabilizam acordos estabelecidos. Grande parte da cobertura original dos manguezais no mundo foi perdida para agricultura, aquicultura e crescimento urbano, apesar do reconhecimento de sua import\u00e2ncia. Em contraposi\u00e7\u00e3o, sua recomposi\u00e7\u00e3o tem ocorrido em fun\u00e7\u00e3o de negocia\u00e7\u00f5es para que interven\u00e7\u00f5es humanas realizem a restaura\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o ambiental. O que fazer quando essas plantas ocupam terrenos disponibilizados por mudan\u00e7as ambientais que as favorecem sem que houvesse um planejamento humano pr\u00e9vio para isso? Ou pior: e quando a forma\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma da floresta nesses ref\u00fagios inconvenientes passa a incomodar? Recolhemos registros de moradores de duas \u00e1reas do sudeste do Brasil que reclamam pela desvaloriza\u00e7\u00e3o de seus im\u00f3veis ou com\u00e9rcio, dificuldades para pesca ou transforma\u00e7\u00e3o de balne\u00e1rios. Identificamos que os argumentos de ambientalistas, gestores, pesquisadores e juristas s\u00e3o enfraquecidos diante da fala de que a nova floresta n\u00e3o deveria estar ali, pois antes n\u00e3o estava. S\u00e3o manguezais malcriados, como as ovelhas de Vinciane Despret. Assim, podemos dizer que seu ato de resist\u00eancia traz problemas tanto para seus defensores, como para os reclamantes. Tais hist\u00f3rias merecem ser contadas observando os novos mundos que as esp\u00e9cies vegetais t\u00eam ajudado a construir.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Conhecimento cient\u00edfico e a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica: qual \u00e9 a dist\u00e2ncia entre eles quando o assunto \u00e9 possibilidade da cura pelas plantas medicinais?<\/strong> &#8211; F\u00e1tima Teresa Braga Branquinho&nbsp;(Universidade do Estado do Rio de Janeiro),&nbsp;Florence Mendez Casariego&nbsp;(UERJ),&nbsp;Tatiana de Araujo&nbsp;(UERJ)<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa iniciada em 1990, a partir de um projeto de extens\u00e3o da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade do Estado do Rio de Janeiro sobre corpos, sa\u00fade e cura com as plantas que curam convida \u00e0 reflex\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o entre diferentes manifesta\u00e7\u00f5es da vida e produ\u00e7\u00e3o do conhecimento. O que os saberes sobre as plantas medicinais podem falar sobre n\u00f3s, sociedade cient\u00edfica e t\u00e9cnica? Est\u00f3rias de cura com plantas medicinais podem ser reconhecidas como verdadeiras? O objetivo deste trabalho \u00e9 mostrar como os estudos sociais da ci\u00eancia favorecem a descri\u00e7\u00e3o de nossa realidade emaranhada e prec\u00e1ria fertilizando nossa imagina\u00e7\u00e3o sobre outros mundos poss\u00edveis. Afinal, como a frustra\u00e7\u00e3o inaugurada pelo pensamento moderno com a promessa proposta por alguns de um progresso para todos pode ser revisitada pela reflex\u00e3o sobre outros modos de exist\u00eancia? O que as plantas podem falar do caminho de uma pesquisadora em busca da compreens\u00e3o da possibilidade de constru\u00e7\u00e3o de um mundo comum mais que plural?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: A proposta deste 11\u00b0 Simp\u00f3sio Nacional de Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade e as \u00faltimas provoca\u00e7\u00f5es de Bruno Latour se aproximam. Se o momento \u00e9 oportuno para pensarmos sobre o desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico e a urg\u00eancia das quest\u00f5es ambientais, temos clareza de onde e como devemos aterrar? 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