{"id":397,"date":"2025-05-21T20:40:39","date_gmt":"2025-05-21T23:40:39","guid":{"rendered":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=397"},"modified":"2025-09-11T10:41:35","modified_gmt":"2025-09-11T13:41:35","slug":"gt15-informaticas-e-sociedades","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=397","title":{"rendered":"GT15 &#8211; Inform\u00e1ticas e sociedades"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Os computadores eletr\u00f4nicos, m\u00e1quinas intimamente relacionadas ao campo da inform\u00e1tica, sempre estiveram associados a promessas de grandes transforma\u00e7\u00f5es sociot\u00e9cnicas, desde seus avatares dos anos 1940 &#8211; associados \u00e0s promessas de c\u00e1lculo automatizado na forma de \u201cc\u00e9rebros eletr\u00f4nicos\u201d -, \u00e0s suas vers\u00f5es contempor\u00e2neas &#8211; na forma de smartphones e outras Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TICs) similares, cada vez mais integradas aos processos de subjetiva\u00e7\u00e3o humana e das pr\u00f3prias m\u00e1quinas. Essas promessas, n\u00e3o raro, cont\u00e9m vieses que oscilam entre, de um lado, um otimismo exacerbado com as capacidades emancipat\u00f3rias dessas m\u00e1quinas e, de outro, uma avers\u00e3o diante dos riscos que elas representam. Determinados debates p\u00fablicos contempor\u00e2neos sobre os efeitos das redes sociais e sobre as chamadas intelig\u00eancias artificiais &#8211; tecnologias associadas aos computadores e \u00e0 inform\u00e1tica &#8211; s\u00e3o exemplares dessa dicotomia e tratamento essencialista, que acaba n\u00e3o permitindo entrever esses artefatos em seu car\u00e1ter sociot\u00e9cnico, isto \u00e9, como resultantes de redes heterog\u00eaneas formadas por humanos e n\u00e3o humanos, que constituem mutuamente &#8211; e de maneira indissoci\u00e1vel &#8211; inform\u00e1ticas e sociedades. Essa proposta de grupo de trabalho pretende exatamente abrir um espa\u00e7o de reflex\u00f5es e trocas que permitam articular um olhar sociot\u00e9cnico para a inform\u00e1tica e sobre a constru\u00e7\u00e3o de inform\u00e1ticas-sociedades outras, sendo bem vindas pesquisas consolidadas ou em andamento, sobre experi\u00eancias contempor\u00e2neas ou passadas, em temas relacionados (mas n\u00e3o restritos): (a) ao ciberespa\u00e7o e suas novas sociabilidades; (b) \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TICs); (c) \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e etnicorraciais e TICs; (d) \u00e0s hist\u00f3rias da inform\u00e1tica; (e) aos olhares sociot\u00e9cnicos sobre o software; (f) \u00e0s pol\u00edticas de interesse p\u00fablico relacionadas \u00e0s TICs; (g) \u00e0s economias e moedas solid\u00e1rias digitais; (h) aos bens comuns digitais<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordenadores:<\/strong> Alberto Jorge Silva de Lima (CEFET\/RJ), Henrique Luiz Cukierman (Programa de Eng. de Sistemas e Computa\u00e7\u00e3o-COPPE-UFRJ), Elaine Ribeiro Sigette (UFF), Andr\u00e9 Vinicius Leal Sobral (University of Virginia)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>17\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 01<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 215 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Revisitando o artigo \u201cUm olhar sociot\u00e9cnico sobre a Engenharia de Software\u201d<\/strong> &#8211; Henrique Luiz Cukierman&nbsp;(Programa de Eng. de Sistemas e Computa\u00e7\u00e3o-COPPE-UFRJ),&nbsp;Pedro Henrique da Costa Braga&nbsp;(UNIAN-RJ),&nbsp;Alberto Jorge Silva de Lima&nbsp;(CEFET\/RJ),&nbsp;Luiz Arthur Silva de Faria&nbsp;(PESC\/COPPE\/UFRJ),&nbsp;Andr\u00e9 Vinicius Leal Sobral&nbsp;(University of Virginia),&nbsp;Marcelo Fornazin&nbsp;(Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz)<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2005 a linha de pesquisa em Inform\u00e1tica e Sociedade do PESC\/COPPE\/UFRJ realizou o 1\u00ba WOSES-Workshop um Olhar Sociot\u00e9cnico sobre a Engenharia de Software. Para a edi\u00e7\u00e3o de 2006, preparamos um artigo-manifesto-programa de a\u00e7\u00e3o intitulado \u201cUm olhar sociot\u00e9cnico sobre a Engenharia de Software\u201d, cujo objetivo era estabelecer o que entend\u00edamos como sendo esse olhar sociot\u00e9cnico, \u00e0 luz do que imagin\u00e1vamos ser, al\u00e9m de um guia para futuras submiss\u00f5es ao WOSES, uma contribui\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 comunidade brasileira de desenvolvimento de software. Publicado em 2007 na Revista de Inform\u00e1tica Te\u00f3rica e Aplicada, o artigo vem desde ent\u00e3o sendo lido e citado, tornando-se uma refer\u00eancia na \u00e1rea. Propomos revisit\u00e1-lo para verificar o que nele ainda se mant\u00e9m, o que precisa ser atualizado e o que eventualmente revela-se ultrapassado. Algumas das quest\u00f5es para essa revisita\u00e7\u00e3o s\u00e3o: a caracteriza\u00e7\u00e3o do que o olhar sociot\u00e9cnico privilegia \u2013 o local\/situado, a complexidade, os conhecimentos t\u00e1citos, os transbordamentos aos modelos \u2013 ainda se sustenta? As met\u00e1foras utilizadas no artigo para a imbrica\u00e7\u00e3o entre o \u201ct\u00e9cnico\u201d e o \u201csocial\u201d seguem expressando-a com clareza? O artigo continua a iluminar o estado da arte da engenharia de software, especialmente \u00e0 luz da entrada em cena da IA generativa e do aumento da import\u00e2ncia das metodologias \u00e1geis? A compreens\u00e3o do \u201csocial\u201d, conforme expressa no artigo, d\u00e1 conta do desenvolvimento de software comprometido com as emerg\u00eancias contempor\u00e2neas dos movimentos sociais e das lutas identit\u00e1rias? O programa de a\u00e7\u00e3o manifesto no artigo continua v\u00e1lido?<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Regula\u00e7\u00e3o, digitaliza\u00e7\u00e3o e sociedade: seguindo as controv\u00e9rsias do projeto de lei das moedas sociais no Brasil<\/strong> &#8211; Paula Duarte&nbsp;(FGV),&nbsp;Joana Yglesias e Silva&nbsp;(UFRJ),&nbsp;Luiz Arthur Silva de Faria&nbsp;(PESC\/COPPE\/UFRJ)<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil conta com mais de 150 iniciativas de moedas sociais, que desempenham papel fundamental no fomento ao desenvolvimento econ\u00f4mico local. Em 2023, foi apresentado no Congresso Nacional um projeto de lei para regulamentar as moedas sociais, com tr\u00eas propostas de mudan\u00e7as significativas: (1) uso de tecnologias digitais de registro distribu\u00eddo; (2) prazo de dois anos para adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova legisla\u00e7\u00e3o, sob pena de proibi\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o; e (3) exig\u00eancia de que a emiss\u00e3o de moedas sociais seja autorizada e regulamentada pelo Banco Central. Com base em entrevistas, documentos oficiais e acompanhamento de debates sobre o projeto, a pesquisa em andamento analisa as controv\u00e9rsias atuais, bem como os potenciais benef\u00edcios e riscos do projeto de lei em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas futuras de transfer\u00eancia de renda e renda b\u00e1sica implementadas com moedas sociais digitais. Quanto aos benef\u00edcios, tem-se a maior transpar\u00eancia e rastreabilidade dos repasses (decorrentes da digitaliza\u00e7\u00e3o prevista no projeto). J\u00e1 os riscos envolvem comprometer a flexibilidade e o car\u00e1ter comunit\u00e1rio destas moedas, pois a proposta original imp\u00f5e transa\u00e7\u00f5es exclusivamente digitais e prazos r\u00edgidos de adequa\u00e7\u00e3o, o que pode impactar negativamente comunidades e organiza\u00e7\u00f5es com poucos recursos, onde por vezes falta a infraestrutura necess\u00e1ria para a digitaliza\u00e7\u00e3o. A investiga\u00e7\u00e3o conclui destacando a import\u00e2ncia de preservar os princ\u00edpios fundamentais das moedas sociais, por meio do di\u00e1logo com os atores envolvidos na constru\u00e7\u00e3o de marcos regulat\u00f3rios que articulem moedas sociais, tecnologia e pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Radicaliza\u00e7\u00e3o nos canais de extrema direita do Telegram: Desastres clim\u00e1ticos e narrativas conspirat\u00f3rias<\/strong> &#8211; Andr\u00e9 Vinicius Leal Sobral&nbsp;(University of Virginia)<\/p>\n\n\n\n<p>Este estudo \u00e9 uma etnografia digital sobre discurso conspirat\u00f3rio em torno de desastres clim\u00e1ticos em canais de extrema direita do Telegram norte-americano. Foram monitoradas mensagens de 108 canais extremistas, ativos diariamente e com um alcance combinado superior a 7 milh\u00f5es de usu\u00e1rios, durante os furac\u00f5es Helene e Milton (2024) e os inc\u00eandios florestais em Los Angeles (2025). A pesquisa busca responder \u00e0 seguinte pergunta: que padr\u00f5es emergem nas representa\u00e7\u00f5es de desastres em canais extremistas do Telegram? A partir da combina\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00e3o, raspagem de dados e an\u00e1lise quantitativa da frequ\u00eancia e alcance das mensagens, identificamos t\u00f3picos centrais e din\u00e2micas de intera\u00e7\u00e3o entre usu\u00e1rios e administradores. Os resultados indicam que as narrativas conspirat\u00f3rias apelam fortemente \u00e0s emo\u00e7\u00f5es e reconfiguram os enquadramentos cognitivos dos eventos. Observamos um padr\u00e3o recorrente de deslegitima\u00e7\u00e3o de equipes de emerg\u00eancia, profissionais de resgate e institui\u00e7\u00f5es governamentais. As teorias conspirat\u00f3rias frequentemente se apoiam em relatos pessoais e rumores como estrat\u00e9gias de refor\u00e7o narrativo, personalizando as trag\u00e9dias por meio de hist\u00f3rias individuais. Desastres s\u00e3o frequentemente retratados como eventos provocados artificialmente, alimentando sentimentos de vulnerabilidade e medo, especialmente em torno de projetos cient\u00edficos como o HAARP. Essas narrativas produzem epistemologias e ontologias alternativas que fomentam a desconfian\u00e7a e operam como instrumentos de mobiliza\u00e7\u00e3o em um cen\u00e1rio apresentado como um conflito existencial.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Ansiedade cibern\u00e9tica \u00e0 brasileira: nas tramas de computadores e direitos humanos nos anos 1970<\/strong> &#8211; Alberto Jorge Silva de Lima&nbsp;(CEFET\/RJ)<\/p>\n\n\n\n<p>Neste trabalho, resgato a ideia de \u201cansiedade cibern\u00e9tica\u201d \u2013 proposi\u00e7\u00e3o j\u00e1 cl\u00e1ssica nos Estudos CTS e na cr\u00edtica liter\u00e1ria, associada aos temores advindos das propostas cibern\u00e9ticas de dissolu\u00e7\u00e3o de fronteiras entre humanos e m\u00e1quinas e desconstru\u00e7\u00e3o do sujeito liberal \u2013 como um conceito potencial para o estudo de caso que envolveu a solicita\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o de computadores de empresas multinacionais dos EUA por \u00f3rg\u00e3os policiais e de seguran\u00e7a p\u00fablica brasileiros nos anos 1970. Pretendo traduzir \u2013 no sentido latouriano \u2013 a ideia de ansiedade cibern\u00e9tica, considerando as especificidades brasileiras, sobretudo o quanto preocupa\u00e7\u00f5es com direitos humanos podem ter interferido na aquisi\u00e7\u00e3o dessas m\u00e1quinas, considerando o contexto da ditadura civil-militar (1964-1985) e a vig\u00eancia, na \u00e9poca, da reserva de mercado de inform\u00e1tica. Como porta de entrada, ser\u00e1 analisada a correspond\u00eancia telegr\u00e1fica entre \u00f3rg\u00e3os de representa\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica dos EUA no Brasil em torno das quest\u00f5es de inform\u00e1tica, dispon\u00edveis na Public Library of US Diplomacy (PlusD), da WikiLeaks. Al\u00e9m da apresenta\u00e7\u00e3o de pesquisa em andamento que visa compreender as quest\u00f5es de direitos humanos associadas \u00e0 inform\u00e1tica naquele per\u00edodo, este trabalho tem como objetivo contribuir tamb\u00e9m com a reflex\u00e3o sobre quest\u00f5es de vigil\u00e2ncia estatal e de privacidade, relevantes em tempos de sociabilidades cada vez mais mediadas pelas Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TICs).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>18\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 02<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 215 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Pol\u00edticas P\u00fablicas Brasileiras com Foco na Inclus\u00e3o Digital<\/strong> &#8211; Andreia de Jesus&nbsp;(UFPR),&nbsp;Mar\u00edlia Abrah\u00e3o Amaral&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho apresenta considera\u00e7\u00f5es sobre pol\u00edticas p\u00fablicas de Inclus\u00e3o Digital que integram a fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica de uma pesquisa de doutorado. O objetivo \u00e9 analisar a Inclus\u00e3o Digital no contexto brasileiro sob a perspectiva do pensamento Latino-americano em Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade, tendo em vista a reflex\u00e3o da Ci\u00eancia\/Tecnologia como uma compet\u00eancia das pol\u00edticas p\u00fablicas. Para alcan\u00e7ar esse objetivo foi aplicada uma Revis\u00e3o Narrativa de Literatura a partir de 17 artigos cient\u00edficos e legisla\u00e7\u00f5es que tratam de pol\u00edticas de Inclus\u00e3o Digital. Foram identificadas 2 quest\u00f5es: o conceito de Inclus\u00e3o Digital praticado pelo Governo Federal brasileiro, historicamente, relaciona-se mais com a aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos, infraestrutura e acesso a Internet e menos com forma\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e uso consciente de tecnologias digitais; as pol\u00edticas p\u00fablicas brasileiras precisam atentar-se mais a quest\u00f5es de Inclus\u00e3o Digital no que tange a pr\u00e1tica da Cultura Digital e suas consequ\u00eancias para al\u00e9m do mundo virtual. Como considera\u00e7\u00f5es tem-se: 1) \u00e9 preciso subsidiar recursos para que o acesso \u00e0s tecnologias digitais seja igualit\u00e1rio nos diferentes n\u00edveis econ\u00f4micos\/sociais da popula\u00e7\u00e3o brasileira; 2) \u00e9 necess\u00e1rio definir diretrizes de usos das tecnologias digitais para salvaguardar direitos e o bem-estar do(a) cidad\u00e3o\/cidad\u00e3; 3) um canal de di\u00e1logo\/pr\u00e1ticas de processos de Inclus\u00e3o Digital \u00e9 a parceria entre Governos e Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior P\u00fablicas, a partir de a\u00e7\u00f5es de extens\u00e3o universit\u00e1ria, objeto de estudo da pesquisa de doutorado aqui mencionada.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Princ\u00edpios para o estudo sociot\u00e9cnico do acesso ao ensino superior p\u00fablico no Brasil<\/strong> &#8211; Jonas Honorato Melo&nbsp;(UFRJ)<\/p>\n\n\n\n<p>O Sistema de Sele\u00e7\u00e3o Unificada (SISU) pode ser compreendido tanto como pol\u00edtica p\u00fablica e como objeto t\u00e9cnico, e em quinze anos de exist\u00eancia transformou o acesso ao ensino superior p\u00fablico brasileiro. O objetivo principal desse estudo \u00e9 iniciar uma cartografia da rede sociot\u00e9cnica estabelecida pelo SISU, evidenciando as cadeias heterog\u00eaneas de associa\u00e7\u00f5es que tornaram o sistema um ponto de passagem obrigat\u00f3rio para o ingresso universit\u00e1rio. A abordagem te\u00f3rica fundamenta-se na Teoria Ator-Rede, analisando o SISU atrav\u00e9s do modelo de transla\u00e7\u00e3o em contraponto ao modelo de difus\u00e3o. Esta perspectiva permite compreender como atores humanos e n\u00e3o-humanos interagem para estabilizar o sistema tecnol\u00f3gico. Prop\u00f5e-se, para al\u00e9m de uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica sobre o acesso ao ensino superior, fazer uso de uma entrevista semiestruturada com uma jovem aprovada no processo seletivo de 2025. O SISU n\u00e3o permaneceu est\u00e1tico desde sua cria\u00e7\u00e3o, mas evoluiu atrav\u00e9s das intera\u00e7\u00f5es sociot\u00e9cnicas. A entrevista ilustra como estudantes realizam c\u00e1lculos estrat\u00e9gicos considerando fatores econ\u00f4micos, geogr\u00e1ficos e sociais, assim como informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis no SISU, em suas decis\u00f5es sobre o futuro. O estudo aponta que compreender o acesso ao ensino superior p\u00fablico requer an\u00e1lise cont\u00ednua das transla\u00e7\u00f5es entre projeto original e uso real, propondo a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas sobre estrat\u00e9gias estudantis e problemas atuais da pol\u00edtica de acesso ap\u00f3s quinze anos de implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Internet, redes e resist\u00eancias: A constru\u00e7\u00e3o do campo acad\u00eamico sobre ativismo digital no Brasil (2000 a 2024)<\/strong> &#8211; Adria Lucilia Medeiros Pereira&nbsp;(UFPA &#8211; Universidade Federal do Par\u00c3\u00a1),&nbsp;Carlos Victor Correa Pontes&nbsp;(UFPA &#8211; Universidade Federal do Par\u00c3\u0192\u00c2\u00a1)<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo busca o mapeamento do campo da produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica brasileira sobre o ativismo digital no per\u00edodo de 2000 a 2024. A partir das transforma\u00e7\u00f5es de repert\u00f3rios de a\u00e7\u00e3o coletiva, transformados pelas tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TICs), novos marcos anal\u00edticos surgiram para compreender como os sujeitos pol\u00edticos t\u00eam atuado nos ambientes digitais. O corpus deste estudo \u00e9 composto por teses, disserta\u00e7\u00f5es e artigos dispon\u00edveis no Cat\u00e1logo da CAPES e na base SciELO Brasil, a partir de descritores como \u201cativismo digital e online\u201d, \u201cnet-ativismo\u201d e \u201cciberativismo\u201d, visando a identifica\u00e7\u00e3o de diferentes fases no desenvolvimento do campo, associadas tanto a transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas quanto a contextos pol\u00edticos nacionais. Para isso, a pesquisa visa identificar os conceitos, abordagens, objetos emp\u00edricos e redes de autoria presentes nessas produ\u00e7\u00f5es contribuindo para sua sistematiza\u00e7\u00e3o cr\u00edtica por meio da an\u00e1lise bibliom\u00e9trica e qualitativa de conte\u00fado, contribuindo para a compreens\u00e3o dos caminhos pelos quais a academia brasileira tem interpretado os ativismos digitais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>O direito \u00e0 desconex\u00e3o como um direito da crian\u00e7a<\/strong> &#8211; Laura Pinheiro Rufino Rego&nbsp;(UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos demonstram os impactos negativos do uso excessivo de telas na sa\u00fade f\u00edsica e mental das crian\u00e7as, como dist\u00farbios do sono, sedentarismo e ansiedade. O \u201cGuia para o Uso Saud\u00e1vel de Telas por Crian\u00e7as e Adolescentes\u201d recomenda uma escala progressiva de exposi\u00e7\u00e3o, conforme a idade: nenhum uso at\u00e9 os 2 anos e, no m\u00e1ximo, 3 horas di\u00e1rias at\u00e9 os 17. A pesquisa TIC Kids Online Brasil aponta que mais de 80% das crian\u00e7as entre 9 e 17 anos t\u00eam dispositivo pr\u00f3prio e que o n\u00famero de crian\u00e7as que acessam a internet antes dos 6 anos mais que dobrou em menos de uma d\u00e9cada. Objetivos: Reconhecer o direito \u00e0 desconex\u00e3o como fundamental para o desenvolvimento integral das crian\u00e7as, assegurando tempo livre e n\u00e3o mediado por telas para o crescimento emocional, social e cognitivo. A proposta tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para os impactos desiguais do uso excessivo em contextos de vulnerabilidade. Conclus\u00e3o: O direito \u00e0 desconex\u00e3o protege o tempo da inf\u00e2ncia. O \u00f3cio, longe das telas, \u00e9 essencial \u00e0 criatividade e \u00e0 autonomia. Para garanti-lo, \u00e9 preciso aplicar mecanismos eficazes de verifica\u00e7\u00e3o de idade, controle parental e ferramentas que limitem automaticamente o tempo de uso, bloqueando o acesso ap\u00f3s longos per\u00edodos, mesmo sem interven\u00e7\u00e3o adulta. \u00c9 preservar o espa\u00e7o de brincar, imaginar e se relacionar. Garantindo os pilares de uma inf\u00e2ncia saud\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Os computadores eletr\u00f4nicos, m\u00e1quinas intimamente relacionadas ao campo da inform\u00e1tica, sempre estiveram associados a promessas de grandes transforma\u00e7\u00f5es sociot\u00e9cnicas, desde seus avatares dos anos 1940 &#8211; associados \u00e0s promessas de c\u00e1lculo automatizado na forma de \u201cc\u00e9rebros eletr\u00f4nicos\u201d -, \u00e0s suas vers\u00f5es contempor\u00e2neas &#8211; na forma de smartphones e outras Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"class_list":["post-397","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/397","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=397"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/397\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1162,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/397\/revisions\/1162"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}