{"id":393,"date":"2025-05-21T20:26:27","date_gmt":"2025-05-21T23:26:27","guid":{"rendered":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=393"},"modified":"2025-09-11T10:38:40","modified_gmt":"2025-09-11T13:38:40","slug":"gt11-estudos-cts-e-a-saude","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=393","title":{"rendered":"GT11 &#8211; Estudos CTS e a sa\u00fade"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Em sua terceira edi\u00e7\u00e3o, objetivamos com o GT refletir sobre as interlocu\u00e7\u00f5es entre o campo dos Estudos CTS e a sa\u00fade. Em uma perspectiva interdisciplinar, destacamos o papel da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (CT&amp;I) para a constru\u00e7\u00e3o de agendas e pol\u00edticas p\u00fablicas na sa\u00fade, em meio \u00e0s tens\u00f5es entre o global e o local. Nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 debater como a experi\u00eancia da\/na sa\u00fade acontece na conting\u00eancia do tempo, a partir de materialidades, pr\u00e1ticas e apropria\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas movimentadas por saberes locais. Esses emaranhados d\u00e3o a t\u00f4nica da import\u00e2ncia dos recortes de classe, ra\u00e7a e g\u00eanero, pois consideramos que eles exp\u00f5em tr\u00e2nsitos desiguais da sa\u00fade e das doen\u00e7as na sociedade. O p\u00f3s-Segunda Guerra Mundial suscitou novas miragens para a sa\u00fade. A partir da\u00ed, emergem fen\u00f4menos que unem a tecnologiza\u00e7\u00e3o e um processo de especializa\u00e7\u00e3o no qual os campos biom\u00e9dicos se afunilam. Configura\u00e7\u00f5es ainda em curso demonstram as muta\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio conceito de sa\u00fade, a inser\u00e7\u00e3o de perspectivas multifatoriais, al\u00e9m de outras vinculadas aos processos de profissionaliza\u00e7\u00e3o. Tais fen\u00f4menos acontecem em um regime tecnocient\u00edfico que tenta apagar muitas intersec\u00e7\u00f5es de forma deliberada, o que nos motiva tamb\u00e9m a perceber a sa\u00fade nas engrenagens do mercado, no \u00edmpeto inovacionista e na for\u00e7a do fetichismo tecnol\u00f3gico. Desse modo, a tecnoci\u00eancia tamb\u00e9m impacta na forma com que s\u00e3o tratados problemas de sa\u00fade p\u00fablica, doen\u00e7as ditas negligenciadas, determinadas socialmente, al\u00e9m de epis\u00f3dios end\u00eamicos e pand\u00eamicos que se repetem historicamente. O GT busca acolher perspectivas te\u00f3ricas, reflex\u00f5es sobre as profiss\u00f5es em sa\u00fade, o papel das institui\u00e7\u00f5es, a rela\u00e7\u00e3o com as doen\u00e7as, o SUS e as agendas CT&amp;I, avalia\u00e7\u00f5es de tecnologias em sa\u00fade, agendas e pol\u00edticas p\u00fablicas, reflex\u00f5es sobre as tens\u00f5es entre o Estado e os agentes privados, o papel da Big Pharma e de outros atores privados, al\u00e9m de experi\u00eancias e pr\u00e1ticas locais de resist\u00eancia que buscam a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordenadores:<\/strong> Br\u00e1ulio Silva Chaves (Centro Federal de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de Minas Gerais &#8211; CEFET-MG), Polyana Aparecida Valente (UEMG)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>17\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 01<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 211 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Limites e desafios da ci\u00eancia regulat\u00f3ria no caso da maconha para uso medicinal<\/strong> &#8211; Marina Granato&nbsp;(Universidad de Salamanca)<\/p>\n\n\n\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o do uso medicinal da maconha no Brasil evidencia os desafios da ci\u00eancia regulat\u00f3ria \u2014 conceito do campo CTS que se refere \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o de conhecimentos cient\u00edficos para informar decis\u00f5es pol\u00edticas e regular pol\u00edticas p\u00fablicas. A Anvisa tem assumido o protagonismo na cria\u00e7\u00e3o de normas de acesso \u00e0 maconha medicinal, frente \u00e0 in\u00e9rcia do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e do Congresso Nacional em regulamentar o tema. A ag\u00eancia exige evid\u00eancias cl\u00ednicas robustas, especialmente ensaios cl\u00ednicos randomizados (RCTs), padr\u00e3o-ouro para aprova\u00e7\u00e3o de medicamentos. Contudo, no caso da maconha, essa exig\u00eancia apresenta limita\u00e7\u00f5es. A proibi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da planta dificultou (e ainda dificulta) a produ\u00e7\u00e3o de estudos cl\u00ednicos. Ademais, os RCTs demandam tempo e recursos, o que retarda o acesso de pacientes a terapias que j\u00e1 contam com respaldo em saberes locais e experi\u00eancias cl\u00ednicas. Mesmo com evid\u00eancias dispon\u00edveis, a ci\u00eancia regulat\u00f3ria mostra-se vulner\u00e1vel \u00e0 instrumentaliza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia no caso da maconha, refletindo disputas subjetivas que polarizam o debate. Sob o argumento de que \u201csem evid\u00eancia n\u00e3o h\u00e1 aprova\u00e7\u00e3o\u201d, a regula\u00e7\u00e3o do uso medicinal da maconha segue bloqueada, privando pacientes de tratamentos e figurando um problema de sa\u00fade p\u00fablica. \u00c9 necess\u00e1rio revisar o modelo de ci\u00eancia regulat\u00f3ria para o caso da maconha, com \u00eanfase na incorpora\u00e7\u00e3o de formas complementares de evid\u00eancia. Este estudo de caso oferece um terreno f\u00e9rtil para refletir sobre os crit\u00e9rios de valida\u00e7\u00e3o do conhecimento e os limites epist\u00eamicos e pol\u00edticos da regula\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria em temas controversos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Controv\u00e9rsias pol\u00edtico-cient\u00edficas da cannabis medicinal: canabinoides e a canabiza\u00e7\u00e3o do humano<\/strong> &#8211; Victor Luiz Alves Mour\u00e3o&nbsp;(UFV)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho visa apresentar uma an\u00e1lise do campo cient\u00edfico-medicinal da cannabis de modo a enfatizar que a formula\u00e7\u00e3o dos objetos cient\u00edficos de subst\u00e2ncias presentes na planta (canabinoides) promoveram n\u00e3o s\u00f3 um processo de medicaliza\u00e7\u00e3o da cannabis mas tamb\u00e9m uma reorienta\u00e7\u00e3o cognitivo-ontol\u00f3gica e moral de nossas rela\u00e7\u00f5es com a planta (canabiza\u00e7\u00e3o do humano). Para tal proponho uma reflex\u00e3o que identifica os eixos cognitivos do debate p\u00fablico sobre maconha\/cannabis, tentando delinear os principais pontos de uma controv\u00e9rsia que se instaura a partir da publica\u00e7\u00e3o do \u201cDec\u00e1logo sobre a Maconha\u201d, documento\/manifesto conjunto da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), e da principal resposta a este Dec\u00e1logo, realizada pela Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis (SBEC). Lastreada pela proposta de an\u00e1lise de controv\u00e9rsias cient\u00edficas, a an\u00e1lise busca demonstrar que h\u00e1 uma posi\u00e7\u00e3o heur\u00edstica divergente que est\u00e1 correlacionada a tomadas de posi\u00e7\u00e3o pol\u00edticas e cognitivas diss\u00edmiles, lastreadas pela emerg\u00eancia de um paradigma marcada pela no\u00e7\u00e3o de sistema endocanabinoide, al\u00e9m de outros conceitos correlatos. A l\u00f3gica de constru\u00e7\u00e3o desse paradigma e conforma\u00e7\u00e3o do campo cient\u00edfico-medicinal da cannabis promove a reorienta\u00e7\u00e3o aludida ao entronizar cognitivamente os canabinoides no corpo humano e vincul\u00e1-los ao funcionamento normal, regular, dos processos fisiol\u00f3gicos que nos constituem corporalmente. Essa entroniza\u00e7\u00e3o dos canabinoides promove uma redu\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia simb\u00f3lica e do p\u00e2nico moral associado ao paradigma proibicionista.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Todo corpo gordo \u00e9 um corpo doente? As l\u00f3gicas do cuidado no tratamento da obesidade por m\u00e9dicos no Instagram<\/strong> &#8211; Lu\u00edza Moura Tavares da Silva&nbsp;(UFRGS),&nbsp;Maycon Noremberg Schubert&nbsp;(UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<p>A obesidade tem ganhado destaque global nas \u00faltimas d\u00e9cadas como uma doen\u00e7a a ser combatida, diagnosticada principalmente pelo \u00cdndice de Massa Corporal (IMC), que relaciona peso e altura. No entanto, esse indicador \u00e9 limitado: n\u00e3o distingue ossos, musculatura, v\u00edsceras, \u00e1gua, sangue e gordura, por exemplo, al\u00e9m de n\u00e3o considerar diferentes biotipos, corpos com defici\u00eancia f\u00edsica ou transexuais. Al\u00e9m disso, a adiposidade como marcador de doen\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de patologizar a diversidade corporal. Ademais, os corpos gordos tamb\u00e9m s\u00e3o corpos estigmatizados por um preconceito denominado \u2018gordofobia\u2019, que \u00e9 manifestado em alguns \u00e2mbitos: est\u00e9tica, acessibilidade e na \u00e1rea da sa\u00fade. Nesse sentido, \u00e9 preciso que esse debate tamb\u00e9m seja feito nas ci\u00eancias sociais, n\u00e3o exclusivamente da epidemiologia, j\u00e1 que a obesidade \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica e um estigma social (Poulain, 2013). Nesse contexto, esse estudo, a partir do resultado de uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em sociologia, investiga como \u00e9 feito o cuidado de corpos gordos, ou seja, classificados com obesidade, por tr\u00eas m\u00e9dicos que recorrentemente publicam suas pr\u00e1ticas m\u00e9dicas no Instagram. O aporte te\u00f3rico-metodol\u00f3gico se deu \u00e0 luz da teoria do cuidado e da praxiografia de Annemarie Mol. A an\u00e1lise revela que os tratamentos propostos s\u00e3o centrados unicamente na perda de peso dos indiv\u00edduos, em que pacientes se tornam clientes, pela l\u00f3gica da escolha (Mol, 2008), a partir de elementos mercadol\u00f3gicos em que a sa\u00fade \u00e9 reduzida a uma escolha individual e a um bem de mercado e n\u00e3o como um direito.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Toxicologia do bisfenol como desregulador end\u00f3crino e suas implica\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento humano: uma revis\u00e3o integrativa<\/strong> &#8211; Mateus Silva Ara\u00fajo&nbsp;(UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>Desreguladores end\u00f3crinos (DEs) s\u00e3o agentes qu\u00edmicos ex\u00f3genos que interferem na sinaliza\u00e7\u00e3o hormonal. Com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e o uso de agrot\u00f3xicos, pl\u00e1sticos e compostos qu\u00edmicos, a exposi\u00e7\u00e3o a essas subst\u00e2ncias tornou-se mais evidente nos grandes centros urbanos pela presen\u00e7a de pl\u00e1sticos e similares. O bisfenol A (BPA) \u00e9 um DE amplamente estudado devido aos seus efeitos no organismo humano, especialmente durante o desenvolvimento. Objetivos: Realizar uma revis\u00e3o integrativa sobre os impactos t\u00f3xicos do BPA como desregulador end\u00f3crino e suas implica\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento humano decorrente da exposi\u00e7\u00e3o. Conclus\u00e3o: o BPA causa efeitos nefrot\u00f3xicos, estresse oxidativo, destrui\u00e7\u00e3o de neurotransmissores, excito toxicidade, inflama\u00e7\u00e3o, tend\u00eancia a dist\u00farbios neuropsicol\u00f3gicos e d\u00e9ficits cognitivos, percebeu-se a falta de estudos da coexposi\u00e7\u00e3o com outros DEs. Esses achados alertam para os impactos na sa\u00fade p\u00fablica, por\u00e9m ainda \u00e1 lacunas no conhecimento sobre mecanismos de a\u00e7\u00e3o e efeitos a longo prazo. A aus\u00eancia de uma base de dados espec\u00edfica sobre DEs no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade o que agrava as incertezas epidemiol\u00f3gicas, o que permanece aberto a novas investiga\u00e7\u00f5es. Diante desse cen\u00e1rio a tecnoci\u00eancia pode contribuir na cria\u00e7\u00e3o de materiais alternativos ao BPA, pol\u00edticas p\u00fablicas de regula\u00e7\u00e3o do uso e preven\u00e7\u00e3o, contribuindo de forma decisiva com o uso de tecnologias avan\u00e7adas como biossensores, espectrometria e intelig\u00eancia artificial, sendo poss\u00edvel detectar o BPA com precis\u00e3o e estudar seus efeitos em n\u00edvel molecular, modelos celulares e animais<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>SoFiA: Agroecologia como Estrat\u00e9gia de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade na Escola<\/strong> &#8211; Rayssa Laleska de Oliveira Costa&nbsp;(PUC MINAS),&nbsp;Br\u00e1ulio Silva Chaves&nbsp;(Centro Federal de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de Minas Gerais (CEFET-MG)),&nbsp;Lucas Ara\u00fajo Dutra Rodrigues&nbsp;(Fiocruz),&nbsp;Nicole Augusta Faria da Silva&nbsp;(CEFET\/MG)<\/p>\n\n\n\n<p>O Programa SoFiA, desenvolvido no Centro Federal de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de Minas Gerais, promove divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e extens\u00e3o popular, realizando atividades na Escola Estadual Professora Nair de Oliveira Santana, situada na Cabana do Pai Tom\u00e1s \u2014 considerada a maior favela de Belo Horizonte. O programa se orienta pelo uso de espa\u00e7os agroecol\u00f3gicos para articular pr\u00e1tica e reflex\u00e3o, constituindo ambientes de experimenta\u00e7\u00e3o e aprendizado. Projetados colaborativamente, est\u00e3o em implementa\u00e7\u00e3o o sistema agroflorestal, uma horta, um mud\u00e1rio e um sistema de compostagem, viabilizando a ressignifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas ociosas na escola, pr\u00e1ticas interdisciplinares e o reaproveitamento de res\u00edduos da cantina. Al\u00e9m das fun\u00e7\u00f5es ambientais e pedag\u00f3gicas, os espa\u00e7os agroecol\u00f3gicos ganham relev\u00e2ncia como pr\u00e1ticas de bem-viver. Tais espa\u00e7os visam promover a sa\u00fade em conceito ampliado, compreendida n\u00e3o apenas como aus\u00eancia de enfermidades, mas como bem-estar f\u00edsico, mental e social. A agroecologia, integrada ao cotidiano escolar e comunit\u00e1rio, torna-se uma estrat\u00e9gia potente de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, ao criar espa\u00e7os de conviv\u00eancia mediados pelo cultivo da terra, alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e discuss\u00f5es sobre justi\u00e7a socioambiental. A metodologia adotada \u00e9 a pesquisa-a\u00e7\u00e3o, que orienta o projeto por princ\u00edpios colaborativos e voltados \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o social, expressando o compromisso com uma ci\u00eancia socialmente referenciada e sens\u00edvel \u00e0s demandas locais. Espera-se, como resultado, a transforma\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os escolares e a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, sustentadas pelo fortalecimento de v\u00ednculos territoriais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>18\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 02<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 211 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Entre gaiolas, exames hormonais e revistas: o Laborat\u00f3rio de Endocrinologia da Escola Paulista de Medicina (1948 \u2013 1952)<\/strong> &#8211; Isabella Bonaventura de Oliveira&nbsp;(UNIFESP)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho analisa as estrat\u00e9gias de financiamento do Laborat\u00f3rio de Endocrinologia da Escola Paulista de Medicina, em seus primeiros anos de atividade, ou seja, entre 1948 e 1952. O laborat\u00f3rio foi instalado por Jos\u00e9 Ribeiro do Valle e oferecia servi\u00e7os particulares como testes hormonais e de gravidez.<br>Este pesquisador era professor catedr\u00e1tico da Escola Paulista de Medicina desde 1939. At\u00e9 1948, as atividades experimentais de Ribeiro do Valle se concentraram no Instituto Butantan, recebendo financiamentos p\u00fablicos. Diante da crise vivenciada nos institutos de pesquisa de S\u00e3o Paulo, Ribeiro do Valle transferiu seu laborat\u00f3rio para institui\u00e7\u00e3o onde lecionava. Entretanto, a Escola era uma entidade privada e dispunha de poucos recursos para a pesquisa. Nos primeiros anos de atividade, o Laborat\u00f3rio de Endocrinologia recebeu uma crescente demanda por exames hormonais, de modo que os rendimentos obtidos foram investidos em material para pesquisa, pagamento de auxiliares e assinatura de peri\u00f3dicos especializados. O recrutamento de auxiliares n\u00e3o se limitou \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o dos exames, tais pesquisadores(as) se envolveram na realiza\u00e7\u00e3o de experimentos farmacol\u00f3gicos, na publica\u00e7\u00e3o de artigos e apresenta\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas. Sendo assim, pretende-se discutir estrat\u00e9gias para o financiamento de pesquisas nos anos que antecederam a instala\u00e7\u00e3o da Capes e do CNPq. Al\u00e9m disso, veremos como atividades cotidianas, rela\u00e7\u00f5es hier\u00e1rquicas e de g\u00eanero propiciaram a elabora\u00e7\u00e3o de experimentos farmacol\u00f3gicos, classificados posteriormente atividade cient\u00edfica desinteressada e descorporificada.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Funda\u00e7\u00e3o Rockefeller e a cria\u00e7\u00e3o da Faculdade de Medicina de Cali: circula\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico na Am\u00e9rica Latina (1950-1960)<\/strong> &#8211; Ricardo dos Santos Batista&nbsp;(UFBA)<\/p>\n\n\n\n<p>Esta comunica\u00e7\u00e3o tem como objetivo analisar a cria\u00e7\u00e3o da Faculdade de Medicina de Cali, na Col\u00f4mbia, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Rockefeller, em um contexto de moderniza\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dico na Am\u00e9rica Latina. Nos anos 1950, a ag\u00eancia internacional tamb\u00e9m criou escolas como a de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo\/Ribeir\u00e3o Preto e a Paulista de Medicina. As fontes utilizadas s\u00e3o relat\u00f3rios, cartas e fotografias coletados no Rockefeller Archive Center, analisados a partir do paradigma indici\u00e1rio proposto por Carlo Ginzburg. Conclui-se que os m\u00e9dicos de Cali desejavam o apoio da Rockefeller e que contribu\u00edram financeiramente e intelectualmente para o acordo com a ag\u00eancia filantr\u00f3pica, o que tornou a Faculdade de Medicina um centro de forma\u00e7\u00e3o internacional e de interc\u00e2mbios cient\u00edficos, mas tamb\u00e9m houve decis\u00f5es locais que demonstram a autonomia Colombiana nesse processo. A partir dessa an\u00e1lise \u00e9 poss\u00edvel problematizar a ideia de moderniza\u00e7\u00e3o do ensino de demonstrar disparidades da sua implementa\u00e7\u00e3o em diferentes lugares da Am\u00e9rica Latina, a partir do exemplo de Cali.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>O caramujo, o parasita e a produ\u00e7\u00e3o tecnocient\u00edfica: uma cr\u00edtica o conceito de sa\u00fade \u00fanica a partir da esquistossomose (1960-2025)<\/strong> &#8211; Br\u00e1ulio Silva Chaves&nbsp;(Centro Federal de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de Minas Gerais (CEFET-MG))<\/p>\n\n\n\n<p>Objetiva-se apresentar uma reflex\u00e3o cr\u00edtica ao conceito de sa\u00fade \u00fanica, tendo a esquistossomose como um caso exemplar. A partir dos anos 2000, a ideia de uma sa\u00fade \u00fanica \u2013 como integra\u00e7\u00e3o da sa\u00fade humana, animal, vegetal e ambiental \u2013 foi corporificada, agitada pela sa\u00fade global em um contexto de dissemina\u00e7\u00e3o de agentes pat\u00f3genos associada ao meio ambiente e \u00e0s zoonoses. Dois argumentos s\u00e3o trazidos: (1) a sa\u00fade \u00fanica padece de uma vis\u00e3o ontol\u00f3gica fr\u00e1gil, ao unificar artificialmente dimens\u00f5es separadas na Modernidade, que est\u00e3o na base do capitalismo, como sujeito\/objeto, humano\/natureza; (2) a sa\u00fade \u00fanica tem compromissos com a produ\u00e7\u00e3o tecnocient\u00edfica, sobretudo biom\u00e9dica, configura-se em estrat\u00e9gia discursiva que paira como uma conex\u00e3o entre diversos campos, mas sem efetividade nas pr\u00e1ticas sociais. Na primeira parte, faz-se um balan\u00e7o hist\u00f3rico do conceito de sa\u00fade \u00fanica, demarcando a sua recorr\u00eancia no contexto brasileiro. Na segunda, tem-se o caso da esquistossomose como uma possibilidade de enraizar a cr\u00edtica proposta, como uma doen\u00e7a que historicamente agencia \u2013 de forma material e rec\u00edproca \u2013 o caramujo, o parasita, humanos e natureza por meio de uma produ\u00e7\u00e3o tecnocient\u00edfica que \u00e9 um obst\u00e1culo real \u00e0 ideia de sa\u00fade \u00fanica. O trabalho aponta para o fato que a coopera\u00e7\u00e3o, a coordena\u00e7\u00e3o e a articula\u00e7\u00e3o entre a sa\u00fade humana, animal e ambiental depende de uma ontologia que somente ser\u00e1 poss\u00edvel em outro projeto de sociedade, marcadamente anticapitalista.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Mulheres quilombolas do Vale Jequitinhonha, g\u00eanero, mandioca e cultura alimentar como sa\u00fade e bem viver<\/strong> &#8211; Polyana Aparecida Valente&nbsp;(UEMG)<\/p>\n\n\n\n<p>A presente proposta visa problematizar a presen\u00e7a das mulheres nos quilombos no Brasil, tomando como ponto de partida as mulheres da Comunidade Quilombola C\u00f3rrego Narciso localizada no mun\u00edcipio de Ara\u00e7ua\u00ed no M\u00e9dio Jequitinhonha. O objetivo \u00e9 pensar como a articula\u00e7\u00e3o dessas mulheres na produ\u00e7\u00e3o de mandioca deixam pistas sobre a presen\u00e7a das mulheres nos quilombos brasileiros e as poss\u00edveis conex\u00f5es diasp\u00f3ricas transatl\u00e2nticas e no\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e bem viver. Sabe-se que s\u00e3o muito incipientes os estudos sobre a presen\u00e7a das mulheres nos quilombos brasileiros dos s\u00e9culos XVII, XVIII e XIX, s\u00f3 mais recentemente, observamos esfor\u00e7os para mapear e compreender como as mulheres atuaram dentro dos quilombos. Tais esfor\u00e7os passam, por aquilo que chamamos de mitos da mem\u00f3ria coletiva. Para o historiador Fl\u00e1vio Gomes (2015) esses mitos perpetuados pela oralidade podem ajudar a revelar vest\u00edgios sobre a presen\u00e7a hist\u00f3rica das mulheres nos quilombos. Desse modo, entendemos que uma chave para produzir novos olhares sobre a atua\u00e7\u00e3o das mulheres nos quilombos do passado pode ser o estudo das manifesta\u00e7\u00f5es culturais e a produ\u00e7\u00e3o alimentar protagonizada pelas mulheres remanescentes de quilombos e todas as dimens\u00f5es dessa produ\u00e7\u00e3o: espa\u00e7os de sociabilidade, sa\u00fade, bem-viver, gera\u00e7\u00e3o de renda, arquitetura dos quintais e entre outros. Nosso objetivo \u00e9 mobilizar discuss\u00f5es sobre os sentidos do quilombo antigo e na contemporaneidade, as di\u00e1sporas, as din\u00e2micas sociais e de g\u00eanero produzidas no quilombo, a rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio e a ag\u00eancia dos corpos das mulheres na interface com os estudos CTS.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Entre a pol\u00edtica, sa\u00fade e o prato: o Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE) e a agenda da alimenta\u00e7\u00e3o escolar no Brasil (1990-2025)<\/strong> &#8211; Lucas Ara\u00fajo Dutra Rodrigues&nbsp;(Fiocruz),&nbsp;Br\u00e1ulio Silva Chaves&nbsp;(Centro Federal de Educa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica de Minas Gerais (CEFET-MG)),&nbsp;Celina Maria Modena&nbsp;(Fiocruz)<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho parte da compreens\u00e3o ampliada de sa\u00fade, ancorada na determina\u00e7\u00e3o social, e da alimenta\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica social complexa que expressa rela\u00e7\u00f5es entre seres humanos e natureza, abrangendo dimens\u00f5es culturais, pol\u00edticas, econ\u00f4micas e ecol\u00f3gicas. Categorias como sistemas, regimes e imp\u00e9rios alimentares s\u00e3o mobilizadas para discutir a fome como express\u00e3o da crise estrutural do capitalismo e para refletir sobre formas de resist\u00eancia ao sistema agroalimentar hegem\u00f4nico, com \u00eanfase na agroecologia, que prop\u00f5e outros modos de produ\u00e7\u00e3o, consumo, vida e sa\u00fade. O trabalho visa analisar a forma\u00e7\u00e3o da agenda, a formula\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o do Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE) no Brasil, desde os anos 1990, destacando seu papel como pol\u00edtica p\u00fablica de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, alimenta\u00e7\u00e3o adequada, fortalecimento da agricultura familiar e resist\u00eancia aos imp\u00e9rios alimentares. A metodologia utilizada \u00e9 qualitativa, com base em revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, pesquisa documental de fontes oficiais e entrevistas semiestruturadas com atores sociais envolvidos na formula\u00e7\u00e3o do PNAE. A an\u00e1lise ser\u00e1 conduzida a partir da an\u00e1lise de conte\u00fado, integrando referenciais da psicologia social da comida e das representa\u00e7\u00f5es sociais. O estudo oferece uma leitura cr\u00edtica do PNAE como pol\u00edtica de sa\u00fade p\u00fablica, destacando seus avan\u00e7os, limites e impactos no sistema alimentar brasileiro e nas pr\u00e1ticas alimentares escolares. O PNAE constitui um instrumento estrat\u00e9gico para a promo\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e agroecologia, mesmo diante dos desafios impostos pelo regime alimentar corporativo.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>19\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 03<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>13:30 \u2013 15:30<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 211 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Zika, a tecnopol\u00edtica do cuidado e as pol\u00edticas cient\u00edfica, tecnol\u00f3gica e sanit\u00e1ria de uma doen\u00e7a<\/strong> &#8211; Jonatan Jackson Sacramento&nbsp;(UFSJ)<\/p>\n\n\n\n<p>Pol\u00edticas sanit\u00e1rias s\u00e3o pol\u00edticas reprodutivas. Nesse sentido, o objetivo desse texto \u00e9 analisar a tecnopol\u00edtica do cuidado no contexto da epidemia brasileira de Zika. Partindo da ideia de que ci\u00eancia e sociedade se coproduzem, argumento que as respostas sanit\u00e1rias e cient\u00edficas ao Zika e a microcefalia estiveram marcadas por imagin\u00e1rios de g\u00eanero e por p\u00e2nicos e economias morais em torno da ideia de maternidade e do (risco) das gesta\u00e7\u00f5es imperfeitas. Para tanto, lan\u00e7o m\u00e3o de uma etnografia dos documentos (protocolos de sa\u00fade e artigos cient\u00edficos), para mostrar que esses mesmos imagin\u00e1rios, p\u00e2nicos e economias morais foram conformados pelos processos de constru\u00e7\u00e3o da epidemia de Zika, suas pr\u00e1ticas de vigil\u00e2ncia em sa\u00fade e dos cuidados m\u00e9dico-terap\u00eauticos. Ao passar por escrut\u00ednio sociol\u00f3gico as pr\u00e1ticas cient\u00edfica, tecnol\u00f3gica e sanit\u00e1ria da epidemia de Zika, demonstrarei como as pol\u00edticas sanit\u00e1rias devem ser entendidas como pol\u00edticas reprodutivas estratificadas por g\u00eanero e por outros marcadores da diferen\u00e7a, e que a ideia de cuidado em sa\u00fade deve ser entendida como uma tecnopol\u00edtica, um dispositivo que produz e coloca em discurso saberes e pr\u00e1ticas sobre corpos, mosquitos, fetos e flu\u00eddos corporais. Como uma pol\u00edtica reprodutiva, as respostas \u00e0 epidemia de Zika podem ser entendidas como parte de um fen\u00f4meno maior de governan\u00e7a reprodutiva que busca disciplinar, controlar e gerir os comportamentos reprodutivos e as pr\u00e1ticas populacionais atrav\u00e9s, inclusive, dos processos de produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Vigil\u00e2ncia em tempo real: coprodu\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancias de sa\u00fade p\u00fablica<\/strong> &#8211; Glaucia Cristina Maricato Moreto&nbsp;(UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<p>Com base na antropologia da ci\u00eancia e da tecnologia e nos estudos cr\u00edticos da sa\u00fade global, este trabalho tem por objetivo refletir sobre o desenvolvimento, usos e efeitos de bases de dados como aliadas centrais nos esfor\u00e7os de antecipa\u00e7\u00e3o\/detec\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancias de sa\u00fade p\u00fablica. Trata-se de um projeto de pesquisa de p\u00f3s-doutorado, atualmente em fase inicial, que prop\u00f5e explorar a multiplicidade de elementos heterog\u00eaneos que tomam parte nas redes sociot\u00e9cnicas de deflagra\u00e7\u00e3o de alertas para potenciais epidemias e pandemias. O foco est\u00e1 direcionado, sobretudo, para processos de classifica\u00e7\u00e3o\/quantifica\u00e7\u00e3o que inelutavelmente participam do enquadramento de certos \u201ceventos epidemiol\u00f3gicos\u201d como emerg\u00eancias. A pesquisa \u00e9 orientada pela seguinte quest\u00e3o: como s\u00e3o desenvolvidos\/operados os bancos de dados e constitu\u00eddas\/definidas as \u201cevid\u00eancias finais\u201d que concluem pela deflagra\u00e7\u00e3o (ou n\u00e3o) de um alerta de emerg\u00eancia nas redes locais de vigil\u00e2ncia? O projeto lan\u00e7a m\u00e3o de pesquisa etnogr\u00e1fica multisituada, com a combina\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00e3o participante, entrevistas e an\u00e1lise de documentos, plataformas e outras tecnologias \u2013tanto junto a centros\/projetos nacionais e regionais de coleta e manipula\u00e7\u00e3o de dados, bem como junto a departamentos e redes de emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica. Ao seguir os dados, este projeto busca examinar criticamente os efeitos locais dos atuais esfor\u00e7os da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade de produzir um mundo mais bem preparado para as pr\u00f3ximas epidemias e pandemias atrav\u00e9s do fortalecimento dos chamados sistemas globais de \u201cvigil\u00e2ncia em tempo real\u201d.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Determina\u00e7\u00e3o Social da Sa\u00fade: um paradigma epistemol\u00f3gico dial\u00e9tico a servi\u00e7o da sa\u00fade e da vida<\/strong> &#8211; Helton Barbosa Damiani&nbsp;(Fiocruz)<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201cparadigma\u201d Determina\u00e7\u00e3o Social da Sa\u00fade se origina na Medicina Social Latino Americana\/Sa\u00fade Coletiva a partir dos anos de 1970, marcado pela busca de se desenvolver uma ci\u00eancia segundo as necessidades Latino-americanas. Ainda em constru\u00e7\u00e3o, ele se mostra uma importante ferramenta para desenvolver sa\u00fade, enfrentando a for\u00e7a capitalista neoliberal. O objetivo deste trabalho \u00e9 demonstrar como o paradigma epistemol\u00f3gico da Determina\u00e7\u00e3o Social da Sa\u00fade \u00e9 um importante instrumento de interven\u00e7\u00e3o social libertadora no campo da Sa\u00fade Coletiva na Am\u00e9rica Latina. A metodologia utilizada foi estudo te\u00f3rico epistemol\u00f3gico, para compreender a Determina\u00e7\u00e3o Social da Sa\u00fade como paradigma latino-americano eficiente e cr\u00edtico. Usou-se a revis\u00e3o narrativa cr\u00edtica. Utilizou-se os bancos de dados Pubmed e o Portal CAPES, Scielo e o Google, usando como descritores \u201cDetermina\u00e7\u00e3o Social\u201d, \u201cDeterminantes Sociais da Sa\u00fade\u201d, \u201cEpidemiologia Cr\u00edtica\u201d, \u201cJaime Breilh\u201d. Como resultado, encontrou-se um paradigma pautado no materialismo dial\u00e9tico que compreende a sa\u00fade por meio de processos cr\u00edticos que envolvem os modos de produ\u00e7\u00e3o (universal), as classes sociais (particular) e os indiv\u00edduos (singular) interligados n\u00e3o linear, mas dialeticamente. Ele n\u00e3o \u00e9 determinista e se difere da linearidade dos Determinantes Sociais da Sa\u00fade. Portanto, se conclui que a Determina\u00e7\u00e3o Social da Sa\u00fade \u00e9 capaz de compreender o processo sa\u00fade\/adoecimento para al\u00e9m da biomedicina, envolvendo as dimens\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e pol\u00edticas, contra-hegem\u00f4nico, traz uma pr\u00e1xis social pol\u00edtico libertadora.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Sa\u00fade do professor universit\u00e1rio: o sentido do trabalho e o tempo como elementos de constitui\u00e7\u00e3o da subjetividade<\/strong> &#8211; Pedro Moreira da Silva Neto&nbsp;(UTFR); Maria Sara de Lima Dias&nbsp;(UTFPR).<\/p>\n\n\n\n<p>Pretendeu-se discutir a sa\u00fade do professor tomando como refer\u00eancia duas categorias te\u00f3ricas, em primeiro lugar o sentido do trabalho em suas multiplas dimens\u00f5es e a categoria do tempo. Tais dimens\u00f5es se inter-relacionam como elementos que constribuem para a constitui\u00e7\u00e3o de uma subjetividade voltada para a sa\u00fade ou a doen\u00e7a. No di\u00e1logo entre o campo CTS e a psicologia social do trabalho se concebe a tem\u00e1tica dos sentidos em sua regula\u00e7\u00e3o de singularidades promovendo antinomias e contradi\u00e7\u00f5es. Ao se tratar de uma sociedade da informa\u00e7\u00e3o na qual a regula\u00e7\u00e3o do trabalho exige o uso cotidiano de uma tecnologia que modifica a forma, o processo e o produto do trabalho docente, os sentidos do trabalho se alteram e convertem-se em falta de significa\u00e7\u00e3o da atividade em si. Tal modo de produ\u00e7\u00e3o do processo de ensino e aprendizagem pode contribuir para a desvaloriza\u00e7\u00e3o social da profiss\u00e3o. Discutimos o sentido do trabalho relacionado com a profiss\u00e3o docente, bem como a burocracia que sobrep\u00f5e ao professor uma responsabilidade extra analisada a partir dos pressupostos do materialismo dial\u00e9tico. Quanto \u00e0 din\u00e2mica do tempo algo em constante falta que ocasiona o estresse, descaracterizando a atividade do professor, tempo como dimens\u00e3o fracionada de a\u00e7\u00f5es entre o espa\u00e7o produtivo do sujeito singular que mesclam o p\u00fablico com o privado e geram uma condi\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica de adoecimento. Na pr\u00e1tica social o docente est\u00e1 subsumido \u00e0s regula\u00e7\u00f5es e normativas institu\u00eddas, estas dimens\u00f5es do sentido do trabalho e do tempo afetam objetivamente a constitui\u00e7\u00e3o da subjetividade do docente.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Envelhecimento populacional e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas: Tecnologias Sociais para um envelhecer sustent\u00e1vel e inclusivo<\/strong> &#8211; W\u00e1lisson Pereira Soares&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Luiz Felipe Silva&nbsp;(UNIFEI),&nbsp;Gustavo Martineli Massola&nbsp;(USP)<\/p>\n\n\n\n<p>O envelhecimento populacional \u00e9 uma realidade crescente, especialmente nos pa\u00edses em desenvolvimento, e imp\u00f5e desafios sociais, econ\u00f4micos e ambientais. No contexto atual, os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas agravam ainda mais as vulnerabilidades da popula\u00e7\u00e3o idosa, afetando diretamente sua sa\u00fade f\u00edsica e mental. Este trabalho tem como objetivo discutir como as Tecnologias Sociais podem ser utilizadas de forma estrat\u00e9gica para mitigar os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, promovendo a inclus\u00e3o, a resili\u00eancia e a melhoria da qualidade de vida dos idosos. A metodologia adotada foi de car\u00e1ter qualitativo, explorat\u00f3rio e descritivo, fundamentada em revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica. A an\u00e1lise revela que as Tecnologias Sociais tais como redes de apoio comunit\u00e1rio, metodologias participativas, bricolagem social e tecnologias de informa\u00e7\u00e3o para gest\u00e3o de riscos, s\u00e3o fundamentais para fortalecer a autonomia e reduzir desigualdades em cen\u00e1rios de vulnerabilidade socioambiental. Ao integrar conhecimentos populares e cient\u00edficos, essas tecnologias oferecem solu\u00e7\u00f5es adaptativas que contribuem para um envelhecer digno e sustent\u00e1vel, al\u00e9m de gerar impactos positivos na constru\u00e7\u00e3o de comunidades mais resilientes, diante dos desafios clim\u00e1ticos. Por fim, o estudo refor\u00e7a a import\u00e2ncia de pol\u00edticas p\u00fablicas que incorporem as Tecnologias Sociais como instrumentos estrat\u00e9gicos no enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, especialmente para garantir os direitos da popula\u00e7\u00e3o idosa.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Em sua terceira edi\u00e7\u00e3o, objetivamos com o GT refletir sobre as interlocu\u00e7\u00f5es entre o campo dos Estudos CTS e a sa\u00fade. Em uma perspectiva interdisciplinar, destacamos o papel da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (CT&amp;I) para a constru\u00e7\u00e3o de agendas e pol\u00edticas p\u00fablicas na sa\u00fade, em meio \u00e0s tens\u00f5es entre o global e o local&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"class_list":["post-393","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/393","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=393"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/393\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1158,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/393\/revisions\/1158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=393"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}