{"id":392,"date":"2025-05-21T20:26:32","date_gmt":"2025-05-21T23:26:32","guid":{"rendered":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=392"},"modified":"2025-09-12T10:23:27","modified_gmt":"2025-09-12T13:23:27","slug":"gt10-em-busca-do-objeto-perdido-negacionismo-anti-intelectualismo-e-os-outros-da-ciencia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=392","title":{"rendered":"GT10 &#8211; Em busca do objeto perdido: negacionismo, anti-intelectualismo e os outros da ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Dimens\u00e3o saliente das m\u00faltiplas crises que atravessam o tempo presente, desde a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a emerg\u00eancia de novas doen\u00e7as at\u00e9 os abalos nas democracias representativas, as diferentes formas de desconfian\u00e7a e hostilidade dirigidas a cientistas, especialistas e intelectuais, al\u00e9m de reiterados ataques a universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, constituem um desafio a um s\u00f3 tempo acad\u00eamico e pol\u00edtico. A partir dos debates travados nos \u00faltimos anos, cresce a percep\u00e7\u00e3o de que o complexo e heterog\u00eaneo conjunto de fen\u00f4menos identificados aos \u201cnegacionismos\u201d e aos \u201canti-intelectualismos\u201d deve ser analisado de uma perspectiva hist\u00f3rica e sociol\u00f3gica. Para al\u00e9m das afirma\u00e7\u00f5es normativas usuais de que essas atitudes se alimentam da ignor\u00e2ncia, da desinforma\u00e7\u00e3o e da aus\u00eancia de letramento cient\u00edfico, urge a amplia\u00e7\u00e3o dos estudos que considerem como elas se articulam a grupos, valores, interesses, imagin\u00e1rios e disputas envolvendo tanto o lugar social da ci\u00eancia e a constru\u00e7\u00e3o de sua autoridade epist\u00eamica quanto a forma a ser assumida pelo ordenamento sociopol\u00edtico. N\u00e3o apenas a ci\u00eancia oficialmente reconhecida como tal tem sido descredibilizada a partir de diferentes asser\u00e7\u00f5es em circula\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o p\u00fablico como tamb\u00e9m formas alternativas de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento, recha\u00e7adas pelas autoridades estabelecidas, t\u00eam se insinuado no cen\u00e1rio contempor\u00e2neo. O presente Grupo de Trabalho busca fomentar essas discuss\u00f5es. Parte-se do entendimento de que o ac\u00famulo te\u00f3rico e metodol\u00f3gico dos Estudos Sociais das Ci\u00eancias e das Tecnologias torna a \u00e1rea particularmente habilitada ao esfor\u00e7o de compreens\u00e3o dos processos, agenciamentos e elementos contextuais que d\u00e3o forma aos negacionismos, anti-intelectualismos e discursos paracient\u00edficos e que ajudam a explicar de que maneira, apesar do acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, eles seguem como fen\u00f4menos sociais persistentes. O GT acolher\u00e1 trabalhos que abordem os problemas em tela empiricamente, a partir de express\u00f5es de negacionismo e anti-intelectualismo no Brasil e em outros contextos nacionais, bem como estudos interessados em analisar diferentes abordagens te\u00f3ricas e metodol\u00f3gicas que nos permitam avan\u00e7ar no entendimento desses fen\u00f4menos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordenadores: <\/strong>Thiago da Costa Lopes (Casa de Oswaldo Cruz\/ Fiocruz), Jos\u00e9 Szwako (UERJ)<br><strong>Debatedora<\/strong>: Allana Meirelles Vieira (UNESP)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>18\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 01<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 210 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Ci\u00eancias e negacionismo clim\u00e1tico<\/strong> &#8211; Gl\u00e1ucia Catalina P\u00e9rez&nbsp;(UFSCAR),&nbsp;Thales Haddad Novaes de Andrade&nbsp;(UFSCAR)<\/p>\n\n\n\n<p>O recorte para este trabalho foi a minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado que prop\u00f4s interpretar a muta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica a partir dos pensamentos dos cientistas e fil\u00f3sofos Isabelle Stengers e Bruno Latour. A pergunta central para a disserta\u00e7\u00e3o foi porque \u00e9 importante estudar o encontro desses pensadores para discutirmos sobre as ci\u00eancias, a pol\u00edtica e a quest\u00e3o clim\u00e1tica. Entretanto, para este trabalho, ser\u00e3o explorados entre as principais obras dos autores a respeito dos temas listados anteriormente para discutir a import\u00e2ncia do politizar as ci\u00eancias e irmos contra a proposta dos negacionistas que \u00e9 de excluir a quest\u00e3o clim\u00e1tica do debate p\u00fablico. Tendo como enfoque a desacelera\u00e7\u00e3o das ci\u00eancias e a reflexividade de Stengers, visto que a fil\u00f3sofa considera esses processos importantes para a compreens\u00e3o da indissociabilidade entre ci\u00eancias e pol\u00edtica; sendo que \u00e9 a partir desse entendimento que se inicia o di\u00e1logo com Latour. Posteriormente, dissertarei sobre o surgimento do negacionismo e quais setores da sociedade lucram com essa vis\u00e3o, entender como e por que os negacionistas clim\u00e1ticos insistem em manter as ci\u00eancias apol\u00edticas; considerando ainda que o fazer cr\u00edticas construtivas \u00e0s ci\u00eancias \u00e9 importante para irmos contra o negacionismo clim\u00e1tico. Por fim, ser\u00e1 ressaltada a efic\u00e1cia de comunicar ci\u00eancias para combater o negacionismo, e os motivos pelos quais devemos aterrar definitivamente no planeta Terra, propondo novas rela\u00e7\u00f5es com os humanos e n\u00e3o humanos para construirmos um futuro poss\u00edvel \u00e0 humanidade ap\u00f3s o novo regime clim\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Neofascismo, negacionismo e pol\u00edtica educacional<\/strong> &#8211; Kamila Fernanda Oliveira Anzen&nbsp;(Unicamp)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho analisa, a partir de uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, a influ\u00eancia do neofascismo na intensifica\u00e7\u00e3o do negacionismo cient\u00edfico no Brasil, fen\u00f4meno acentuado ap\u00f3s o golpe de 2016 e fortalecido pela elei\u00e7\u00e3o de Jair Bolsonaro em 2018. Fundamenta-se a discuss\u00e3o nas teorias de Vladimir L\u00eanin, explorando as bases epistemol\u00f3gicas do conhecimento cient\u00edfico e, por contraste, do negacionismo. Argumenta-se que o negacionismo, ao rejeitar a realidade objetiva, o conhecimento cient\u00edfico e as evid\u00eancias emp\u00edricas, funciona como uma estrat\u00e9gia de governos autorit\u00e1rios para disseminar sua ideologia. A pesquisa identifica o negacionismo como componente da ideologia neofascista, manifestando-se em \u00e1reas como sa\u00fade (movimento antivacina na pandemia), ci\u00eancias naturais (terraplanismo, nega\u00e7\u00e3o do aquecimento global), hist\u00f3ria (nega\u00e7\u00e3o da Ditadura Militar e do Holocausto) e g\u00eanero (nega\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o social dos pap\u00e9is de g\u00eanero e das diversas orienta\u00e7\u00f5es sexuais). Essas manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o impulsionadas pelos estratos superiores da classe m\u00e9dia, que formam a base de massa do movimento neofascista. Al\u00e9m disso, identificamos que a pol\u00edtica educacional brasileira, especialmente ap\u00f3s a contrarreforma de 2016, alinha-se tanto aos interesses neoliberais quanto neofascistas, marginalizando o conhecimento cient\u00edfico e favorecendo a dissemina\u00e7\u00e3o de ideologias anticient\u00edficas. O negacionismo, portanto, n\u00e3o \u00e9 mera ignor\u00e2ncia, mas uma for\u00e7a que sabota o desenvolvimento da pesquisa e da educa\u00e7\u00e3o, essenciais para o avan\u00e7o e acesso ao saber cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Caminhos para an\u00e1lises \u00e9tico-pol\u00edticas da informa\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; Rodrigo Rabello da Silva&nbsp;(UNB)<\/p>\n\n\n\n<p>Diante dos desafios informacionais contempor\u00e2neos \u2013 que envolvem, entre outros aspectos, a emerg\u00eancia dos chamados \u201cnegacionismos\u201d cient\u00edficos \u2013, sustenta-se que os conceitos de materialidade da informa\u00e7\u00e3o e regimes de materialidade, articulados a uma proposi\u00e7\u00e3o cosmopol\u00edtica, constituem um caminho para contribuir e suscitar reflex\u00f5es epist\u00eamicas voltadas a an\u00e1lises \u00e9tico-pol\u00edticas da informa\u00e7\u00e3o. Para fundamentar essa argumenta\u00e7\u00e3o, mobilizam-se os aportes te\u00f3ricos de Bernd Frohmann \u2013 em especial a no\u00e7\u00e3o de regimes de informa\u00e7\u00e3o, articulada, entre outros fundamentos, \u00e0 teoria ator-rede \u2013 e a abordagem cosmopol\u00edtica de Isabelle Stengers. Diferenciam-se os matters of fact, ancorados em ideais de objetividade, dos matters of concern, que exigem responsabilidade \u00e9tica diante dos interesses implicados. O estudo de ambos os posicionamentos pode se beneficiar do potencial heur\u00edstico dos regimes de materialidade \u2013 que explicitam as assimetrias presentes nos modos de institucionalidade \u2013 e da materialidade da informa\u00e7\u00e3o \u2013 que torna vis\u00edvel o agenciamento e a for\u00e7a dos artefatos na constitui\u00e7\u00e3o de redes e no direcionamento de a\u00e7\u00f5es. Os regimes de materialidade pressup\u00f5em situa\u00e7\u00f5es e posicionamentos que podem abarcar tanto a ci\u00eancia quanto sua nega\u00e7\u00e3o. O fen\u00f4meno dos \u201cnegacionismos\u201d exige aten\u00e7\u00e3o aos seus efeitos. Nesse contexto, o estudo da materialidade da informa\u00e7\u00e3o e da responsabiliza\u00e7\u00e3o cosmopol\u00edtica dos agentes \u2013 em favor dos implicados de a\u00e7\u00f5es situadas em contextos de vulnerabilidade \u2013 configura-se como um caminho promissor para an\u00e1lises \u00e9tico-pol\u00edticas da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Ci\u00eancia Participativa e confian\u00e7a em sa\u00fade no contexto latinoamericano: uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica<\/strong> &#8211; Andr\u00e9 Luiz Sica de Campos&nbsp;(Unicamp),&nbsp;Mayara Sebinelli Martins&nbsp;(UNICAMP),&nbsp;Janaina Oliveira Pamplona da Costa&nbsp;(Departamento de Pol\u00edtica Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica),&nbsp;Roberto Rubem da Silva Brand\u00e3o&nbsp;(UNICAMP),&nbsp;Renan Gon\u00e7alves Leonel da Silva&nbsp;(New Jersey Institute of Technology)<\/p>\n\n\n\n<p>No p\u00f3s-Covid19 e crises c\u00edclicas atreladas \u00e0s doen\u00e7as emergentes (como o v\u00edrus da Zika), a pol\u00edtica em sa\u00fade torna-se o palco central das negocia\u00e7\u00f5es entre conhecimento, democracia e confian\u00e7a. Dessa forma, procuramos entender de quais formas essas negocia\u00e7\u00f5es aparecem no campo cient\u00edfico, especialmente no contexto da Am\u00e9rica Latina. Conduzimos uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica da literatura na qual buscamos compreender como a Ci\u00eancia Participativa (ou Ci\u00eancia Cidad\u00e3) vem sendo debatida na literatura cient\u00edfica latino americana. Assim, buscamos responder: Quais pr\u00e1ticas de Ci\u00eancia Participativa t\u00eam sido empregadas no contexto da Am\u00e9rica Latina visando \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a na \u00e1rea da Sa\u00fade nos \u00faltimos 10 anos? Exploramos as seguintes bases de dados: Web of Science, Scopus, Scielo, LILACS e PubMed. Ao todo, encontramos 1561 artigos, dos quais apenas 76 tratavam diretamente da Am\u00e9rica Latina. Os resultados iniciais indicam que metodologias participativas s\u00e3o muito empregadas no contexto latinoamericano de tr\u00eas principais formas: (i) como formas de ampliar e fortalecer a educa\u00e7\u00e3o em sa\u00fade para doen\u00e7as espec\u00edficas; (ii) como forma de criar e construir espa\u00e7os de acolhimento para sa\u00fade mental; (iii) como meio da ci\u00eancia atuar politicamente negociando la\u00e7os de confian\u00e7a dentro das comunidades (entre lideran\u00e7as) para a promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade. Dessa forma, a ci\u00eancia participativa apresenta, no contexto latinoamericano, desafios para promover a co-produ\u00e7\u00e3o do conhecimento de forma tradicional, tanto na forma\u00e7\u00e3o de cientistas cidad\u00e3os e\/ou fortalecendo ativismo de pacientes.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>19\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 02<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>13:30 \u2013 15:30<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 210 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Rea\u00e7\u00f5es intelectuais e produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado: um mercado de oposi\u00e7\u00e3o aos anti-intelectualismos<\/strong> &#8211; Bruno Marco Cuer dos Santos&nbsp;(Unifesp)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho focaliza estudos de caso de intelectuais engajados no combate aos &#8220;negacionismos&#8221; e aos &#8220;anti-intelectualismos&#8221; em plataformas digitais. Busca-se analisar o modo como esse engajamento engendra um mercado de rea\u00e7\u00f5es no qual grupos intelectuais se mobilizam na defesa das institui\u00e7\u00f5es e de suas posi\u00e7\u00f5es como \u201cintelectuais p\u00fablicos\u201d. A an\u00e1lise tem como base tanto fontes prim\u00e1rias quanto secund\u00e1rias, como entrevistas com intelectuais e mediadores culturais envolvidos com estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de conte\u00fado digital. Al\u00e9m disso, h\u00e1 um acompanhamento sistem\u00e1tico dessa produ\u00e7\u00e3o em diferentes circuitos de m\u00eddia, como plataformas, televis\u00e3o, jornais, mercado editorial entre outros. Sendo essas estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado digital o resultado de novas pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, esse mercado de rea\u00e7\u00f5es opera como um ativo comercial e simb\u00f3lico, produzindo formas de diferencia\u00e7\u00e3o entre intelectuais e youtubers nesses circuitos. Essas oposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o observadas sobretudo atrav\u00e9s das trajet\u00f3rias e do volume de determinados capitais. Ainda em termos de &#8220;mercado&#8221;, identifica-se que esses espa\u00e7os midi\u00e1ticos s\u00e3o cada vez mais profissionalizados e hierarquizados. Com efeito, as conce\u00e7\u00f5es impl\u00edcitas dos intelectuais ao polo mais comercial desse espa\u00e7o produz seus paradoxos e novos interesses em disputa.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Movimentos antifascistas de torcedores de futebol: combatendo o negacionismo e as pol\u00edticas autorit\u00e1rias<\/strong> &#8211; Samuel Rodrigues da Costa Melo&nbsp;(UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>Esta pesquisa de cunho te\u00f3rico, tem como refer\u00eancia a tem\u00e1tica do futebol, baseada nas discurs\u00f5es das torcidas antifascistas de times de futebol brasileiro, as quais surgiram partir de 2013 e ganharam destaques no combate ao negacionismo, o antivacina e ao autoritarismo no per\u00edodo do bolsonarismo, principalmente na \u00e9poca do covid-19. Essas torcidas possuem caracter\u00edsticas e peculiaridades diferenciadas no modo de atuar contra as pol\u00edticas autorit\u00e1rias, como por exemplo o meio tecnol\u00f3gico \u00e9 um grande aliado para encontros e organiza\u00e7\u00f5es entre as coletivos antifascistas e tamb\u00e9m o meio das redes sociais seguem como aliado para combater informa\u00e7\u00f5es em combate as fakenews. No decorrer da pesquisa ser\u00e3o analisados alguns autores que debru\u00e7am seus estudos sobre os coletivos de futebol e tamb\u00e9m autores que n\u00e3o est\u00e3o ligados diretamente ao futebol, mas que d\u00e3o embasamento para a discurs\u00e3o desta pesquisa, tais como autores que analisam os chamados movimentos sociais, haja vista, que estes coletivos se assemelham a movimentos sociais, por\u00e9m com organiza\u00e7\u00e3o e caracter\u00edsticas diferentes.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Cren\u00e7as sobre a COVID-19 e o uso da ivermectina como medida preventiva<\/strong> &#8211; Natalie Perez Baginski&nbsp;(Caxias D&#8217;Or),&nbsp;Thiago Botelho Azeredo&nbsp;(Servidor),&nbsp;Angela Fernandes Esher Moritz&nbsp;(Fiocruz),&nbsp;Fl\u00e1via Batista Portugal&nbsp;(UFES)<\/p>\n\n\n\n<p>A pandemia da COVID-19 representou um grande desafio para a comunidade cient\u00edfica, impulsionando a busca por tratamentos. Observou-se um uso indiscriminado de medicamentos sem evid\u00eancia cient\u00edfica de efic\u00e1cia contra a COVID-19, como a ivermectina, o que gerou preocupa\u00e7\u00f5es quanto ao impacto sobre a sa\u00fade p\u00fablica. Este estudo utiliza o Modelo de Cren\u00e7as em Sa\u00fade proposto por Rosenthal, que foi desenvolvido para o explicar o comportamento preventivo em sa\u00fade. Objetivou-se analisar as cren\u00e7as em sa\u00fade e outros fatores associados ao uso da ivermectina para preven\u00e7\u00e3o da COVID-19. A coleta de dados ocorreu por meio de um websurvey divulgado entre os dias 23 de outubro e 1 de novembro de 2022, resultando em 404 participantes. As informa\u00e7\u00f5es obtidas foram analisadas estatisticamente com o aux\u00edlio do software SPSS, vers\u00e3o 22. Os resultados mostraram que a maioria dos participantes (68,81%) n\u00e3o utilizou medicamentos para prevenir a COVID-19. Dentre aqueles que recorreram a algum f\u00e1rmaco, a ivermectina foi o mais utilizado, sendo influenciados principalmente pela fam\u00edlia. A maioria se percebia pouco suscet\u00edvel \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o a grupos e locais de risco. Medidas como o isolamento domiciliar, o uso de m\u00e1scaras e a higieniza\u00e7\u00e3o das m\u00e3os foram reconhecidas como eficazes na preven\u00e7\u00e3o da COVID-19. A compreens\u00e3o do uso da ivermectina como forma de preven\u00e7\u00e3o da COVID-19 foi influenciada pelas cren\u00e7as em sa\u00fade dos participantes, bem como por suas caracter\u00edsticas socioecon\u00f4micas e condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.<br>Palavras-chaves: COVID-19; Modelo de Cren\u00e7as em Sa\u00fade; Ivermectina; Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Facetas do autoritarismo digital contempor\u00e2neo: O caso da Manosfera brasileira<\/strong> &#8211; Ariella Cristine Queiroz Moreira&nbsp;(UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>O advento da internet na era da globaliza\u00e7\u00e3o possibilitou a ascens\u00e3o de uma sociedade digitalizada. Nesse vi\u00e9s, reflex\u00f5es contempor\u00e2neas que debatem esse fen\u00f4meno apontam a rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre o crescimento da extrema direita no Ocidente e a radicaliza\u00e7\u00e3o do discurso de \u00f3dio no ciberespa\u00e7o. Diante um cen\u00e1rio de enfraquecimento democr\u00e1tico e avan\u00e7o de tend\u00eancias autorit\u00e1rias, a capacidade viral das redes sociais e a plataformiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o foram fatores que proporcionaram a articula\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o de movimentos antes isolados: nacionalistas, racistas, machistas e fundamentalistas. Por sua vez, esse processo fez com que o conservadorismo neoliberal desse lugar a um novo populismo de extrema direita. Nesse sentido, com base no papel do masculinismo como elemento de garantia de privil\u00e9gios concebida a grupos dominantes, esta pesquisa tem como objetivo acompanhar e interpretar de que modo a Manosfera, enquanto agente agregador de m\u00faltiplas masculinidades, mobiliza a rela\u00e7\u00e3o entre aspectos da ideologia masculinista e tend\u00eancias autorit\u00e1rias. A partir de estudos sobre a consolida\u00e7\u00e3o da ideologia masculinista e reflex\u00f5es sobre a ascens\u00e3o neoliberal no Ocidente, conclui-se que a Manosfera \u00e9 um fen\u00f4meno de nicho com contornos antidemocr\u00e1ticos e hostis. Logo, este \u00e9 um movimento radical que emerge do ressentimento gerado pelo masculinismo branco destronado e pelos fracassos das pol\u00edticas neoliberais, ganhando voz e espa\u00e7o em movimentos de extrema direita que buscam restaurar interesses dominantes de classe, g\u00eanero e ra\u00e7a mediante narrativas mis\u00f3ginas e autorit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Dimens\u00e3o saliente das m\u00faltiplas crises que atravessam o tempo presente, desde a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a emerg\u00eancia de novas doen\u00e7as at\u00e9 os abalos nas democracias representativas, as diferentes formas de desconfian\u00e7a e hostilidade dirigidas a cientistas, especialistas e intelectuais, al\u00e9m de reiterados ataques a universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, constituem um desafio a um s\u00f3&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"class_list":["post-392","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/392","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=392"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/392\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1199,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/392\/revisions\/1199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=392"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}