{"id":390,"date":"2025-05-21T20:15:45","date_gmt":"2025-05-21T23:15:45","guid":{"rendered":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=390"},"modified":"2025-09-15T13:26:53","modified_gmt":"2025-09-15T16:26:53","slug":"gt08-cts-teoria-pratica-e-acao-politica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=390","title":{"rendered":"GT08 &#8211; CTS, teoria &amp; pr\u00e1tica e a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Mais do que um movimento de ideias, o movimento Ci\u00eancias-Tecnologias e Sociedade pressup\u00f5e a media\u00e7\u00e3o teoria &amp; pr\u00e1tica, via pr\u00e1xis, como forma de pautar ou subverter a pesquisa e o desenvolvimento tecnocient\u00edfico, de modo a colocar os benef\u00edcios sociais proporcionados pela ci\u00eancia e tecnologia a servi\u00e7o de fins coletivos, cr\u00edticos e solid\u00e1rios. Assim, as bases epistemol\u00f3gicas e pautas de pesquisa necessitam ser radicalmente democratizadas, com a finalidade de promover o desenvolvimento amplo de outras sociedades poss\u00edveis. Para tanto, tal desenvolvimento deve estar compromissado com os interesses p\u00fablicos, ser acess\u00edvel a todas\/os e ser constru\u00eddo em conjunto com os grupos sociais e comunidades diretamente implicados (co-cria\u00e7\u00e3o), num processo que proporcione di\u00e1logo e constru\u00e7\u00e3o de conhecimento, assim como empoderamento e emancipa\u00e7\u00e3o.<br>Nesse sentido, este grupo de trabalho visa debater experi\u00eancias que articulam o pensar e o agir para a compreens\u00e3o e a solu\u00e7\u00e3o de problemas reais complexos. Aliada aos fundamentos das tecnologias sociais e da engenharia engajada, esta proposta procura debater experi\u00eancias sustentadas na teoria &amp; pr\u00e1tica, visando enfrentar problemas estruturais da sociedade brasileira e pensar e agir na constru\u00e7\u00e3o de alternativas de futuro capazes de proporcionar aprendizado, cidadania e emancipa\u00e7\u00e3o. As perguntas que aqui emergem s\u00e3o muitas: o que transformar? (quais as prioridades de mudan\u00e7a para diferentes atores no campo? Que ideias alternativas est\u00e3o em quest\u00e3o?); como transformar? (quais interven\u00e7\u00f5es defendemos e quais recusamos?); quais os condicionantes de possibilidade? (que contextos s\u00e3o necess\u00e1rios para a\u00e7\u00f5es de pr\u00e1ticas transformadoras?). Objetivos: Debater experi\u00eancias pedag\u00f3gicas inter e transdisciplinares (universidades) e pol\u00edticas (redes, movimentos, pol\u00edticas p\u00fablicas) que sejam capazes de descolonizar saberes e desafiar os Estudos CTS com a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e articuladas com atores sociais; Discutir as novas tend\u00eancias da rela\u00e7\u00e3o entre ensino, pesquisa e extens\u00e3o nos Estudos CTS, incluindo ferramentas, concep\u00e7\u00f5es e os desafios de uma extens\u00e3o transformadora;<br>Refletir sobre o enfrentamento de problemas reais a partir da busca da emancipa\u00e7\u00e3o, da solidariedade e da a\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 em territ\u00f3rios espec\u00edficos; Avaliar experi\u00eancias em projetos sociot\u00e9cnicos que envolvam, perspectivas interepist\u00eamicas e constru\u00e7\u00e3o participativas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordenadores:<\/strong> F\u00e1bio Luiz Tezini Crocco (Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica &#8211; ITA), Ricardo Jullian da Silva Gra\u00e7a (UFRJ), Roberta de F\u00e1tima Rodrigues Coelho (IFPA), William Santos de Assis (UFPA).<br><strong>Debatedora:<\/strong> Sandra Rufino (Universidade Federal do Rio Grande do Norte)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>17\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 01<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 208 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>A constru\u00e7\u00e3o da Carta de Direitos Clim\u00e1ticos por Icoaraci: incid\u00eancia pol\u00edtica e defesa do bem viver nas periferias amaz\u00f4nicas<\/strong> &#8211; Andressa D&#8217;Angelis Silva Santos&nbsp;(UFPA),&nbsp;Talita de Oliveira Mendes&nbsp;(UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa fala sobre a experi\u00eancia da constru\u00e7\u00e3o da \u201cCarta de Direitos Clim\u00e1ticos por Icoaraci: Um Manifesto pelo Bem viver\u201d e sua utiliza\u00e7\u00e3o como incid\u00eancia pol\u00edtica da sociedade civil dentro e fora do territ\u00f3rio. O documento, elaborado em 2024 e lan\u00e7ado em 2025, est\u00e1 dividido em cinco eixos contendo percep\u00e7\u00f5es dos efeitos da crise clim\u00e1tica pela \u00f3tica dos moradores, as den\u00fancias de mazelas estruturais em servi\u00e7os b\u00e1sicos e os sonhos destes habitantes. O processo de elabora\u00e7\u00e3o do documento foi uma iniciativa do coletivo Chib\u00e9, que atua h\u00e1 seis anos em Icoaraci atrav\u00e9s de m\u00faltiplas linguagens promovendo participa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e mobiliza\u00e7\u00e3o social para fortalecer a identidade, a cultura e pertencimento de comunidades perif\u00e9ricas e tradicionais da Amaz\u00f4nia. Dentre os objetivos da Carta est\u00e3o a identifica\u00e7\u00e3o das demandas urgentes ligadas \u00e0 justi\u00e7a clim\u00e1tica; fomentar a conscientiza\u00e7\u00e3o coletiva acerca da defesa do territ\u00f3rio e instrumentaliza\u00e7\u00e3o deste material como estrat\u00e9gia de organiza\u00e7\u00e3o popular; busca por solu\u00e7\u00f5es dos problemas apresentados e uso da Carta para reivindicar pol\u00edticas p\u00fablicas do Distrito. A metodologia usada foi concebida pela organiza\u00e7\u00e3o The Climate Reality Project Brasil e oferecida de forma gratuita ao p\u00fablico por meio do curso \u201cConstruindo Cartas de Direitos Clim\u00e1ticos\u201d. Com este trabalho as autoras ir\u00e3o expor como foram as etapas da estrutura\u00e7\u00e3o, lan\u00e7amento e divulga\u00e7\u00e3o da Carta, bem como os usos educacionais, de conscientiza\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, evidenciando a efic\u00e1cia da participa\u00e7\u00e3o popular perif\u00e9rica em pautas socioambientais urgentes.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Tecnologias enquanto formas de fazer mundo: como tecer horizontes de resili\u00eancia clim\u00e1tica comunit\u00e1ria?<\/strong> &#8211; B\u00e1rbara Righi Cenci&nbsp;(UFRGS)<\/p>\n\n\n\n<p>Compreendendo a emerg\u00eancia clim\u00e1tica enquanto fruto de um habitar predat\u00f3rio em que a vida \u00e9 residual (e algumas vidas ainda mais que outras, sendo tantas tampouco reconhecidas como vidas), futuros de resili\u00eancia e bem viver s\u00f3 podem ser gestados por modos de existir que destoam desta forma desconexa e prec\u00e1ria de fazer mundo. Tamb\u00e9m as tecnologias comp\u00f5em modos de habitar e, assim como estes, tanto s\u00e3o conformadas a partir de determinadas matrizes de pensamentos quanto contribuem para a produ\u00e7\u00e3o de mundos espec\u00edficos. Neste sentido, interessam as insurg\u00eancias capazes de estabelecer intera\u00e7\u00f5es salutares e, a partir destas, ser e fazer mundos mais sofisticados e aptos a sustentar vidas com diversidade e qualidade. O presente trabalho aborda reflex\u00f5es aportadas por viv\u00eancias no meio rural dos Vales de Maquin\u00e9, litoral norte do Rio Grande do Sul, a partir de pesquisa a\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es de eventos clim\u00e1ticos extremos, analisando aspectos referentes a tecnologias, infraestruturas, organiza\u00e7\u00f5es coletivas e estrat\u00e9gias de resili\u00eancia. Sem a pretens\u00e3o de uma resposta \u00fanica ou decisiva \u00e0 pergunta que intitula esta escrita &#8211; como tecer horizontes de resili\u00eancia clim\u00e1tica comunit\u00e1ria? -, nota-se que as rela\u00e7\u00f5es solid\u00e1rias e os fazeres situados tanto podem favorecer resolu\u00e7\u00f5es criativas para problemas comuns e a busca por solu\u00e7\u00f5es social e ambientalmente referenciadas, como tamb\u00e9m a consolida\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as territoriais e a constru\u00e7\u00e3o compartilhada de horizontes emancipat\u00f3rios, elementos fundamentais para engendrar resili\u00eancia clim\u00e1tica comunit\u00e1ria a partir dos lugares.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>O Estado Ecol\u00f3gico de Direito e a Democratiza\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia<\/strong> &#8211; Heitor Antonio Cofferri&nbsp;(UNICAMP),&nbsp;Marko Monteiro&nbsp;(UNICAMP)<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da perspectiva de que o Brasil possui um d\u00e9ficit de 27 Mha de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em propriedades rurais, al\u00e9m de ter a ambi\u00e7\u00e3o de restaurar 12 Mha at\u00e9 2030 (Contribui\u00e7\u00f5es Nacionais Determinadas\u2014Acordo de Paris), torna-se fundamental pensar, de forma interdisciplinar, tr\u00eas pontos principais: a) a democracia brasileira; b) o direito ao meio ambiente e; c) a efetiva\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico na tomada de decis\u00f5es realizada pela governan\u00e7a p\u00fablica. O objetivo desta discuss\u00e3o \u00e9 estabelecer como o estado de direito ecol\u00f3gico, ap\u00f3s a Emenda Constitucional n\u00ba 45\/1988, pode efetivar a democratiza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia pela governan\u00e7a p\u00fablica. Ent\u00e3o, atrav\u00e9s de um procedimento metodol\u00f3gico dedutivo e indutivo e uma pesquisa bibliogr\u00e1fica explorat\u00f3ria poder\u00e1 ser verificada as condicionantes que poder\u00e3o contribuir para que o objetivo proposto seja alcan\u00e7ado. Esta discuss\u00e3o tamb\u00e9m possui o cond\u00e3o de trazer \u00e0 tona: a) a responsabilidade do pesquisador cient\u00edfico ao vincular informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e acad\u00eamicas; b) a responsabilidade da governan\u00e7a p\u00fablica ao tomar decis\u00f5es que envolvem o meio ambiente; c) qual o conhecimento cient\u00edfico aplic\u00e1vel. Por fim, democratizar o conhecimento cient\u00edfico para que a governan\u00e7a p\u00fablica possa, atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o e formas que o publicizem, bem como responsabilizar os entes envolvidos na tomada de decis\u00f5es, parece ser uma forma consider\u00e1vel de restaurar 12 Mha at\u00e9 o ano de 2030.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Capoeira: Tecnologia Social para Pol\u00edticas Afirmativas e Extens\u00e3o Universit\u00e1ria<\/strong> &#8211; Zuleika Stef\u00e2nia Sabino Roque&nbsp;(ITA)<\/p>\n\n\n\n<p>A capoeira pode ser entendida como tecnologia social que contribui para pol\u00edticas afirmativas na educa\u00e7\u00e3o. Seus saberes integram corpo, som e hist\u00f3ria em pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que rompem com a l\u00f3gica euroc\u00eantrica, valorizando personagens, ritmos e narrativas afro-brasileiras. Relaciona-se a marcos legais como: Leis 10.639\/03 e 11.645\/08, Parecer CNE\/CP n\u00ba 03\/2004, Resolu\u00e7\u00e3o CNE\/CES n\u00ba 7\/2018, PNE (Lei 13.005\/2014), al\u00e9m da Portaria IPHAN n\u00ba 007\/2008 e do reconhecimento da roda de capoeira pela UNESCO em 2014. A pesquisa foi realizada por entrevistas com 70 mestres de capoeira com mais de 60 anos, em diversos territ\u00f3rios, com destaque para S\u00e3o Paulo \u2014 ausente no dossi\u00ea original do IPHAN, centrado em Salvador, Recife e Rio. Essa exclus\u00e3o revela desafios nas pol\u00edticas de salvaguarda e refor\u00e7a a import\u00e2ncia de uma pesquisa-a\u00e7\u00e3o com escuta ativa e constru\u00e7\u00e3o coletiva. Com base na Hist\u00f3ria Oral Tem\u00e1tica e na Pesquisa-A\u00e7\u00e3o, identificaram-se demandas pelo reconhecimento da capoeira como of\u00edcio, fonte de renda e pr\u00e1tica pedag\u00f3gica. A atua\u00e7\u00e3o com grupos e mestres gerou um processo cont\u00ednuo de di\u00e1logo e a\u00e7\u00e3o em patrim\u00f4nio imaterial, tensionando a vis\u00e3o tradicional universit\u00e1ria que reduz a capoeira a objeto de estudo. As trajet\u00f3rias de Mestres Xar\u00e9u, Sampaio, Gladson e Lob\u00e3o evidenciam seu papel na promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a social, pertencimento e valoriza\u00e7\u00e3o das matrizes africanas, apontando caminhos para o ensino, pesquisa e extens\u00e3o universit\u00e1ria afroreferenciada.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Inclus\u00e3o social e sociot\u00e9cnica em debate \u2013 Uma perspectiva das engenharias engajadas<\/strong> &#8211; John Bernhard Kleba&nbsp;(ITA)<\/p>\n\n\n\n<p>Inclus\u00e3o social \u00e9 um tema bastante disseminado na literatura sobre CTS e sobre tecnologia social, e, ao mesmo tempo, controverso e carecendo de an\u00e1lise cr\u00edtica mais elaborada. Este trabalho visa tecer considera\u00e7\u00f5es preliminares sobre a tem\u00e1tica, motivada pela minha participa\u00e7\u00e3o em eventos tematizando como abordar a inclus\u00e3o nas engenharias, no \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o e das pr\u00e1ticas. O objetivo do texto \u00e9 exemplificar e problematizar no\u00e7\u00f5es de inclus\u00e3o que devemos recha\u00e7ar, bem como perspectivas de inclus\u00e3o emancipadoras e decoloniais as quais cabe promover. O referencial do trabalho se baseia em referenciais te\u00f3ricos de padr\u00f5es de exclus\u00e3o social e sociot\u00e9cnica, que tenho desenvolvido com colegas. A indiferen\u00e7a a padr\u00f5es estruturais de exclus\u00e3o passa caracterizar a assim chamada engenharia convencional, opondo-a \u00e0 abordagem das engenharias engajadas, que rejeitam padr\u00f5es de exclus\u00e3o e se mobilizam para transforma\u00e7\u00f5es sociais neste \u00e2mbito. Revisaremos formas fundamentais de inclus\u00e3o da literatura, incluindo a perspectiva decolonial. E fecharemos o artigo debatendo casos selecionados de iniciativas sociot\u00e9cnicas da engenharia engajada e inclusiva.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>18\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 02<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 208 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Interse\u00e7\u00f5es entre o Projeto Forma\u00e7\u00e3o em Engenharia e Cidadania\/ITA e o Programa Mais Ci\u00eancia na Escola<\/strong> &#8211; F\u00e1bio Luiz Tezini Crocco&nbsp;(Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica &#8211; ITA),&nbsp;Nilda Nazar\u00e9 Pereira Oliveira&nbsp;(ITA),&nbsp;Zuleika Stef\u00e2nia Sabino Roque&nbsp;(ITA),&nbsp;John Bernhard Kleba&nbsp;(ITA)<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 2025, o Projeto Forma\u00e7\u00e3o em Engenharia e Cidadania (pFEC) do Laborat\u00f3rio de Cidadania e Tecnologias Sociais (LabCTS\/ITA) \u00e9 desenvolvido em interse\u00e7\u00e3o com o Programa Mais Ci\u00eancia na Escola (CNPq\/MCTI\/FNDCT). A parceria estabelecida no estado de S\u00e3o Paulo entre universidades federais (IFSP, UNIFESP, UFSCAR, UFABC) e o LabCTS\/ITA consagrou-se com a aprova\u00e7\u00e3o da proposta intitulada \u201cCi\u00eancia Cidad\u00e3 como aceleradora do letramento cient\u00edfico na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica\u201d, que atender\u00e1 150 escolas com bolsas para professores e alunos, recursos para a cria\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios makers e forma\u00e7\u00f5es ofertadas pelas ICTs. Com o objetivo de promover o letramento digital e a educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, a proposta estimula o interesse pela ci\u00eancia e tecnologia a partir de a\u00e7\u00f5es, iniciativas e projetos participativos, colaborativos, contextualizados e m\u00e3o na massa (a partir da media\u00e7\u00e3o de teoria e pr\u00e1tica). Em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos-SP s\u00e3o 19 escolas vinculadas ao Programa e atualmente seis delas (Estaduais) s\u00e3o parceiras do pFEC. Nestas escolas foram desenvolvidos 18 projetos no primeiro semestre de 2025 a partir de tr\u00eas eixos norteadores: 1. Imers\u00e3o no territ\u00f3rio e mapeamento participativo; 2. Alfabetiza\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica; 3. Olimp\u00edadas Cient\u00edficas: vagas ol\u00edmpicas e acesso ao ensino superior ou t\u00e9cnico. Diante desse contexto e amplia\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o do LabCTS, a proposta deste trabalho \u00e9 avaliar esse novo formato do pFEC e analisar a partir de dados os contextos espec\u00edficos das escolas parceiras, bem como os desafios e as potencialidades de nossa atua\u00e7\u00e3o extensionista.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Tecnocracia e educa\u00e7\u00e3o: uma cr\u00edtica CTS ao PISA e suas implica\u00e7\u00f5es no Brasil<\/strong> &#8211; Moara Pereira de Oliveira&nbsp;(PUCSP)<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho apresenta uma cr\u00edtica ao Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (PISA) sob a perspectiva dos estudos CTS, questionando a neutralidade cient\u00edfica e os pressupostos tecnocr\u00e1ticos que sustentam essa avalia\u00e7\u00e3o internacional. A partir de uma abordagem cr\u00edtica, argumentaremos que o PISA refor\u00e7a uma vis\u00e3o reducionista de qualidade educacional, centrada em indicadores quantitativos e descontextualizados das realidades socioculturais dos pa\u00edses participantes. A an\u00e1lise CTS evidencia como a ci\u00eancia e a tecnologia s\u00e3o pr\u00e1ticas socialmente constru\u00eddas e, portanto, qualquer avalia\u00e7\u00e3o que se proponha global deve considerar as especificidades locais, hist\u00f3ricas e culturais da educa\u00e7\u00e3o. No caso brasileiro, essa cr\u00edtica ganha relev\u00e2ncia por mostrar como os resultados do PISA t\u00eam sido utilizados para justificar reformas educacionais com foco em desempenho e produtividade, muitas vezes desconsiderando desigualdades estruturais e demandas pedag\u00f3gicas locais. Ao propor uma leitura mais ampla e contextualizada da ci\u00eancia e da educa\u00e7\u00e3o, o trabalho contribui para repensar os sentidos de qualidade e equidade no ensino, especialmente em pa\u00edses marcados por profundas desigualdades sociais, como o Brasil. A pesquisa \u00e9 relevante por abrir espa\u00e7o ao debate sobre os limites de avalia\u00e7\u00f5es padronizadas e pela defesa de uma educa\u00e7\u00e3o mais democr\u00e1tica, cr\u00edtica e comprometida com a forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Extens\u00e3o tecnol\u00f3gica no ensino m\u00e9dio: o caso do CIEP 165<\/strong> &#8211; Ricardo Jullian da Silva Gra\u00e7a&nbsp;(UFRJ),&nbsp;Henrique Luiz Cukierman&nbsp;(Programa de Eng. de Sistemas e Computa\u00e7\u00e3o-COPPE-UFRJ)<\/p>\n\n\n\n<p>Como promover a apropria\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e emancipat\u00f3ria das chamadas Tecnologias Digitais de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TDICs) na educa\u00e7\u00e3o em parceria com escolas p\u00fablicas? Esta \u00e9 uma pergunta que o Laborat\u00f3rio de Inform\u00e1tica para Educa\u00e7\u00e3o (LIpE) tenta responder desde sua cria\u00e7\u00e3o em 1994 na UFRJ. Dentre as diferentes tentativas de respostas, este trabalho objetiva apresentar e analisar o caminho constru\u00eddo por educadoras e estudantes de uma escola p\u00fablica na periferia da periferia da cidade do Rio de Janeiro &#8211; o CIEP 165 Brigadeiro S\u00e9rgio Carvalho, em parceria com a universidade entre 2017 e 2023. Atrav\u00e9s deste estudo de caso, desejamos explicitar alguns dos aspectos centrais desta experi\u00eancia extensionista que possam servir de inspira\u00e7\u00e3o para outras e diversas iniciativas. A partir de metodologias participativas, todos os envolvidos no processo, desde estudantes de ensino m\u00e9dio, at\u00e9 educadoras e universit\u00e1rios extensionistas participam como autores e co-autores de uma pr\u00e1xis educacional que busca ir al\u00e9m da apropria\u00e7\u00e3o de linguagens de programa\u00e7\u00e3o ou do uso de computadores. Atrav\u00e9s da (re)constru\u00e7\u00e3o coletiva do conhecimento e de pr\u00e1ticas solid\u00e1rias, seus integrantes buscam se apropriar da filosofia africana denominada Ubuntu: n\u00f3s somos porque n\u00f3s somos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>(Re)fazendo o Curso Tecnologia &amp; Educa\u00e7\u00e3o: parceria entre uma universidade federal e escolas p\u00fablicas do Rio de Janeiro<\/strong> &#8211; Paulo Roberto de Jesus Menezes&nbsp;(UFRJ),&nbsp;Denise Cunha Dantas&nbsp;(UFRJ),&nbsp;Marcelle Magalh\u00e3es Giannetti Campos da Cruz&nbsp;(Universidade Federal do Rio de Janeiro),&nbsp;Ricardo Jullian da Silva Gra\u00e7a&nbsp;(UFRJ),&nbsp;Ana Paula Duarte Moreira&nbsp;(UFRJ)<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho consiste em apresentar as viv\u00eancias na reformula\u00e7\u00e3o em 2025 de um curso na \u00e1rea de Tecnologia e Educa\u00e7\u00e3o. Desenvolvido pelo Laborat\u00f3rio de Inform\u00e1tica para a Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a a\u00e7\u00e3o conta com a participa\u00e7\u00e3o de professores e estudantes da rede p\u00fablica. O objetivo principal \u00e9 estimular a organiza\u00e7\u00e3o de projetos educacionais interdisciplinares que utilizem as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o de forma cr\u00edtica e emancipat\u00f3ria nas escolas e que envolvam educadores, educandos e dire\u00e7\u00e3o escolar. A metodologia estabelecida foi definida pela participa\u00e7\u00e3o e trocas de conhecimentos que levam em conta a conex\u00e3o entre sujeitos que, ao ensinar, aprendem, e que, ao aprender, ensinam. O curso \u00e9 uma refer\u00eancia do movimento dial\u00f3gico, que promove a troca de saberes entre a universidade e outros setores da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica. A participa\u00e7\u00e3o ativa e o envolvimento dos educandos evidencia uma educa\u00e7\u00e3o viva, centrada na colabora\u00e7\u00e3o, na escuta e na valoriza\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias dos envolvidos. Observa-se at\u00e9 o presente momento a mobiliza\u00e7\u00e3o de professores e estudantes das escolas p\u00fablicas de maneira efetiva nessa constru\u00e7\u00e3o de aprendizados. Ao analisarmos os resultados, observamos que a apropria\u00e7\u00e3o dos conhecimentos se deu por ambas as partes envolvidas. A organiza\u00e7\u00e3o colaborativa dessas a\u00e7\u00f5es e a apropria\u00e7\u00e3o dos saberes de cada grupo revelam o comprometimento com um ensino-aprendizagem que leva em considera\u00e7\u00e3o o protagonismo e a promo\u00e7\u00e3o da autonomia dos estudantes.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Palavra e Territ\u00f3rio: Cultura Liter\u00e1ria como Tecnologia Social em Campo Largo (PR)<\/strong> &#8211; Enzo Milcarek Pereira&nbsp;(UFPR),&nbsp;Luciana Milcarek&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho apresenta a atua\u00e7\u00e3o da Academia Campolarguense da Poesia e do Centro de Letras como express\u00e3o de tecnologia social no campo da cultura, no munic\u00edpio de Campo Largo (PR). A partir da perspectiva dos Estudos de Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade (CTS), busca-se compreender como pr\u00e1ticas liter\u00e1rias e a\u00e7\u00f5es culturais desenvolvidas por essas institui\u00e7\u00f5es contribuem para a democratiza\u00e7\u00e3o do conhecimento, o fortalecimento da identidade territorial e a valoriza\u00e7\u00e3o dos saberes comunit\u00e1rios. A literatura, nesse contexto, \u00e9 entendida como tecnologia social por sua capacidade de promover inclus\u00e3o, pertencimento e transforma\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica dos sujeitos e dos territ\u00f3rios. O objetivo principal \u00e9 investigar como essas iniciativas operam como tecnologias sociais, articulando ci\u00eancia, cultura e participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3. Tamb\u00e9m se pretende refletir sobre o papel da palavra como ferramenta de resist\u00eancia e cria\u00e7\u00e3o de futuros poss\u00edveis, especialmente em contextos marcados por desigualdades e apagamentos culturais. Conclui-se que a\u00e7\u00f5es como concursos de poesia, antologias coletivas e encontros de escritores promovidos pela Academia e pelo Centro de Letras configuram-se como pr\u00e1ticas educativas e culturais que ampliam o acesso \u00e0 cultura e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. Ao resgatar mem\u00f3rias, estimular a cria\u00e7\u00e3o e fomentar v\u00ednculos comunit\u00e1rios, essas iniciativas refor\u00e7am a import\u00e2ncia de pol\u00edticas p\u00fablicas que reconhe\u00e7am a cultura como eixo estruturante do desenvolvimento social, em conson\u00e2ncia com os princ\u00edpios do campo CTS.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Mais do que um movimento de ideias, o movimento Ci\u00eancias-Tecnologias e Sociedade pressup\u00f5e a media\u00e7\u00e3o teoria &amp; pr\u00e1tica, via pr\u00e1xis, como forma de pautar ou subverter a pesquisa e o desenvolvimento tecnocient\u00edfico, de modo a colocar os benef\u00edcios sociais proporcionados pela ci\u00eancia e tecnologia a servi\u00e7o de fins coletivos, cr\u00edticos e solid\u00e1rios. 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