{"id":387,"date":"2025-05-21T20:06:14","date_gmt":"2025-05-21T23:06:14","guid":{"rendered":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=387"},"modified":"2025-09-11T10:33:34","modified_gmt":"2025-09-11T13:33:34","slug":"gt05-arte-tecnologia-e-sociedade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=387","title":{"rendered":"GT05 &#8211; Arte, Tecnologia e Sociedade"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Resumo:<\/strong> A arte produz saberes hist\u00f3ricos pertencentes \u00e0s diversas pr\u00e1ticas sociais e culturais, contribuindo para pensar e interferir nas complexas rela\u00e7\u00f5es entre Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade. De modo plural, as propostas art\u00edsticas contempor\u00e2neas, ao longo de sua trajet\u00f3ria, v\u00eam interpelando, experimentando, e assim expandindo as possibilidades da ci\u00eancia e da tecnologia, a partir dos contextos est\u00e9ticos, \u00e9ticos, sociais e pol\u00edticos, construindo outras materialidades, sentimentos e subjetividades que afetam e se deixam afetar pelas transforma\u00e7\u00f5es da sociedade. Ao questionar a ci\u00eancia e a tecnologia, as linguagens art\u00edsticas problematizam os determinismos tecnol\u00f3gicos, os autoritarismos, as assimetrias de poder, as desigualdades, dando visibilidade \u00e0 ag\u00eancia dos sujeitos, \u00e0s experi\u00eancias vividas pelas pessoas no cotidiano, questionando padr\u00f5es e a manuten\u00e7\u00e3o de modelos hegem\u00f4nicos, valorizando a express\u00e3o das subjetividades individuais e coletivas, funcionando como espa\u00e7os\/pr\u00e1ticas de resist\u00eancia. Discutir os processos de produ\u00e7\u00e3o, divulga\u00e7\u00e3o, exposi\u00e7\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o, cr\u00edtica e apropria\u00e7\u00e3o da arte de nosso tempo presente implica, tamb\u00e9m, refletir e compreender as intrincadas rela\u00e7\u00f5es sociais de g\u00eanero, classe e ra\u00e7a que se realizam no processo de media\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<br>O objetivo deste Grupo de Trabalho \u00e9 discutir as rela\u00e7\u00f5es entre ci\u00eancia, tecnologia e arte, considerando as m\u00faltiplas linguagens art\u00edsticas, as narrativas e os processos criativos que questionam o sistema capitalista e neoliberal, problematizam as a\u00e7\u00f5es do antropoceno e denunciam as quest\u00f5es do racismo ambiental e das emerg\u00eancias clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordenadoras:<\/strong> Marilda Lopes Pinheiro Queluz (UTFPR), Venise Paschoal de Melo (UFMS)<br><strong>Debatedora: <\/strong>Luciana Martha Silveira (UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>17\/09\/2025<\/strong> <strong>&#8211; Sess\u00e3o 01<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sess\u00e3o 01 &#8211; GT 05: Arte, Tecnologia e Sociedade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 205 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Makarenko: arte e cultura na pedagogia hist\u00f3rico-cultural<\/strong> &#8211; Estev\u00e3o Antonio de Sousa&nbsp;(UTFPR),&nbsp;Pedro Moreira da Silva Neto&nbsp;(UTFR),&nbsp;Maria Sara de Lima Dias&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>A pedagogia de Makarenko focada no trabalho coletivo de meninos em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade busca construir a singularidade, formando um sujeito com consci\u00eancia social e sensibilizado atrav\u00e9s da arte e cultura. Discutimos a express\u00e3o criadora, portanto, cr\u00edtica no processo de ensino e aprendizagem como caminho hist\u00f3rico e cultural como proje\u00e7\u00e3o para o futuro da educa\u00e7\u00e3o. Considerando a educa\u00e7\u00e3o integral do sujeito, o foco da pr\u00e1tica educativa a promover o desenvolvimento das potencialidades, neste sentido a arte pode ser o instrumento que facilita a autonomia criativa. Realizamos um paralelo de Makarenko com Vygotsky no sentido da relev\u00e2ncia da express\u00e3o criativa do sujeito em seu processo de desenvolvimento. Consideramos que \u00e9 poss\u00edvel a forma\u00e7\u00e3o humana atrav\u00e9s da cultura e da arte atuando com o sens\u00edvel na viv\u00eancia te\u00f3rico-pr\u00e1tica, e isto remete a uma forma\u00e7\u00e3o do professor, sens\u00edvel ao papel da produ\u00e7\u00e3o da arte em diferentes espa\u00e7os ou ambientes educativos. Ao embasar a pedagogia de Makarenko que \u00e9 interdisciplinar e atuante na arte; para al\u00e9m dos recursos e aparatos tecnol\u00f3gicos atuais, consideramos que \u00e9 poss\u00edvel a forma\u00e7\u00e3o humana atrav\u00e9s da cultura e arte atuando com o sens\u00edvel a partir da viv\u00eancia te\u00f3rico-pr\u00e1tica, o que demanda forma\u00e7\u00e3o do professor, e a correspond\u00eancia social, criativa, e o direito de usufruir dos espa\u00e7os art\u00edstico culturais.<br>Palavras-Chave: Makarenko; educa\u00e7\u00e3o, arte e cultura, viv\u00eancia, sensibiliza\u00e7\u00e3o, sujeito singular.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Mulheres que ensinaram a criar: A doc\u00eancia em Arte como T\u00e9cnica de si<\/strong> &#8211; Ana Fl\u00e1via de Jesus Aguiar&nbsp;(UTFPR),&nbsp;Luciana Martha Silveira&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho apresenta considera\u00e7\u00f5es sobre a doc\u00eancia em Arte na perspectiva da professora artista, evidenciando os desafios enfrentados por mulheres na forma\u00e7\u00e3o, ensino e vida profissional. O objetivo \u00e9 elencar os principais desafios de professoras artistas na perspectiva das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e tecnologia, para a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica no contexto de seu dia-a-dia. Para isso, realiza-se uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, com base em artigos, obras de arte e teorias feministas que abordam a interse\u00e7\u00e3o entre arte, tecnologia e g\u00eanero. A metodologia, de car\u00e1ter qualitativo, utiliza registros biogr\u00e1ficos e relatos de professoras artistas para compreender trajet\u00f3rias e pr\u00e1ticas. Focadas em duas quest\u00f5es principais: 1) Como as identidades e experi\u00eancias de g\u00eanero das professoras artistas influenciam suas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e est\u00e9ticas no ambiente profissional da educa\u00e7\u00e3o; 2) De que forma a tecnologia emerge como ferramenta ou desafio na produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o art\u00edstica dessas professoras, impactando sua autonomia e reconhecimento profissional. \u00c0 guisa de conclus\u00f5es, v\u00ea-se como possibilidades, considerar a professora artista como agente de resist\u00eancia e cria\u00e7\u00e3o, trazendo a investiga\u00e7\u00e3o do como suas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e art\u00edsticas constroem essa resist\u00eancia. A partir de seus relatos autobiogr\u00e1ficos, evidenciam-se estrat\u00e9gias de enfrentamento e ressignifica\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os pedag\u00f3gicos e culturais, transformando a doc\u00eancia em um campo ativo de ag\u00eancia e reinven\u00e7\u00e3o no ensino de arte.<br>Palavras\u2013chave: arte e educa\u00e7\u00e3o; g\u00eanero; professora artista; resist\u00eancia; tecnologia<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Elas projetam: mulheres, arte, natureza e CTS<\/strong> &#8211; Fernanda Regina Rios Assis&nbsp;(UTFPR),&nbsp;Marilda Lopes Pinheiro Queluz&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando o uso da proje\u00e7\u00e3o de imagens em a\u00e7\u00f5es que interseccionam a arte, a tecnologia e a natureza, a presente pesquisa parte de um horizonte cultural onde os c\u00f3digos t\u00e9cnicos s\u00e3o apropriados e ressignificados em pr\u00e1ticas sociais e culturais. O estudo toma como corpus os trabalhos realizados por Roberta Carvalho e Daiara Tukano, tendo como recorte aqueles nos quais cidades e comunidades s\u00e3o transformadas em galerias ao ar livre. Ser\u00e3o analisadas algumas obras, demonstrando quais s\u00e3o suas orienta\u00e7\u00f5es tem\u00e1ticas, as estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o e de representa\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica empregadas, bem como os contextos nos quais foram idealizadas, desenvolvidas e expostas. Objetiva-se demonstrar como essas imagens-mensagens, representa\u00e7\u00f5es visuais carregadas de significados, exibem tem\u00e1ticas que denunciam, problematizam, compartilham e despertam para pautas ligadas aos saberes ancestrais, emerg\u00eancias clim\u00e1ticas e racismo ambiental, em um exerc\u00edcio e pr\u00e1tica de resist\u00eancia. Desse modo, adotando como referencial os Estudos Culturais, o Tecnofeminismo e a Teoria Cr\u00edtica da Tecnologia, questiona-se de que maneira as a\u00e7\u00f5es realizadas por artistas podem atuar em estrat\u00e9gias de exposi\u00e7\u00e3o, uma vez que as a\u00e7\u00f5es ef\u00eameras podem circular no ambiente digital, estendendo as ideias de resist\u00eancia a novas formas de recep\u00e7\u00e3o. O estudo indica algumas potencialidades po\u00e9ticas no uso das tecnologias para o fazer art\u00edstico contempor\u00e2neo voltado \u00e0s mudan\u00e7as pol\u00edticas, sociais e ambientais. Reverberamos o fazer de artistas mulheres que projetam futuros poss\u00edveis diante do tempo presente.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>A participa\u00e7\u00e3o de artistas mulheres na cria\u00e7\u00e3o dos cartazes da Bienal de Arte de S\u00e3o Paulo (1951- 2023)<\/strong> &#8211; Alana Milcheski&nbsp;(UTFPR),&nbsp;Luciana Martha Silveira&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho apresenta a organiza\u00e7\u00e3o inicial de uma pesquisa de doutorado, desenvolvida no Programa de Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade da UTFPR, em Curitiba, e que investiga a participa\u00e7\u00e3o das artistas mulheres na cria\u00e7\u00e3o dos cartazes da Bienal de Arte de S\u00e3o Paulo no per\u00edodo de 1951 a 2023. A pesquisa busca analisar a participa\u00e7\u00e3o das artistas mulheres na produ\u00e7\u00e3o visual da Bienal, considerando a significativa lacuna nas narrativas historiogr\u00e1ficas no que concerne \u00e0 essa abordagem. Partindo da compreens\u00e3o de que exposi\u00e7\u00f5es de arte, como a Bienal, atuam como dispositivos que validam o que \u00e9 considerado arte, a pesquisa analisa como concep\u00e7\u00f5es de g\u00eanero historicamente dificultaram o acesso e a visibilidade das mulheres no mundo das artes, influenciando tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o historiogr\u00e1fica. As fontes prim\u00e1rias para an\u00e1lise consistem nos cartazes das edi\u00e7\u00f5es da Bienal de S\u00e3o Paulo, com o objetivo de compreender as identidades visuais desenvolvidas pelas artistas mulheres no per\u00edodo escolhido. O referencial te\u00f3rico da pesquisa articula estudos de g\u00eanero de Paul Preciado, que aborda o g\u00eanero como uma tecnologia de controle de corpos, com as an\u00e1lises foucaultianas sobre redes de poder e resist\u00eancias, importantes para contextualizar a Bienal como um evento inserido em um circuito mais amplo. A pesquisa est\u00e1 em fase inicial, com o levantamento de dados e a an\u00e1lise preliminar das artistas participantes. A apresenta\u00e7\u00e3o visa aprofundar as discuss\u00f5es sobre a participa\u00e7\u00e3o de mulheres na Hist\u00f3ria da Arte brasileira, a partir da perspectiva da Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade (CTS).<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>A M\u00edstica do MST como Tecnologia Social para (Re)sensibiliza\u00e7\u00e3o dos Corpos<\/strong> &#8211; Tays Ohana Cavalli&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica da M\u00edstica, no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra &#8211; MST, atua como uma tecnologia social e pr\u00e1tica pol\u00edtico-pedag\u00f3gica. Seu potencial emancipador est\u00e1 em sua capacidade de mobilizar o sentir, fortalecer os la\u00e7os coletivos e impulsionar a constru\u00e7\u00e3o de subjetividades insurgentes. Ao resgatar mem\u00f3rias e posicionar os sujeitos diante das contradi\u00e7\u00f5es da realidade concreta, a M\u00edstica se revela uma ferramenta de ressensibiliza\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o das estruturas, evidenciando novas e outras formas contra hegem\u00f4nicas de sentir, existir e lutar. A M\u00edstica \u00e9 um elemento central na constru\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas e da identidade do MST, sendo comumente descrita como a \u201calma do Movimento\u201d. Enquanto ferramenta, a M\u00edstica \u00e9 a pr\u00e1tica que antecede todas as atividades coletivas do Movimento, com o objetivo de preparar os participantes para a tem\u00e1tica que ser\u00e1 abordada e sintonizar os sentidos em busca da unidade (MST, 2015) O objetivo \u00e9 entender a pr\u00e1tica da M\u00edstica enquanto uma tecnologia social e como esta articula o sentir com a milit\u00e2ncia, construindo sentido a partir das viv\u00eancias dos sujeitos. A M\u00edstica se constitui como uma pr\u00e1tica que \u00e9 desenvolvida no lugar onde \u00e9 aplicada, pelos atores que ir\u00e3o utiliz\u00e1-la, permeando tem\u00e1ticas que s\u00e3o de interesse do coletivo que ir\u00e1 vivenci\u00e1-la, e essa pocisionalidade \u00e9 o que cria a identifica\u00e7\u00e3o, cria unidade e se aproxima do par\u00e2metro definido pelo Instituto de Tecnologia Social &#8211; ITS (2004), que \u00e9 o de atender as demandas sociais concretas vividas e identificadas pela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>18\/09\/2025<\/strong> <strong>&#8211; Sess\u00e3o 02<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 205 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Narrativas Biocartogr\u00e1ficas: Alair Gomes e a fotografia como tecnologia de g\u00eanero<\/strong> &#8211; Rodrigo dos Santos Silva&nbsp;(UTFPR),&nbsp;Rodrigo dos Santos Silva&nbsp;(UTFPR),&nbsp;Lindsay Jemima Cresto&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo, parte de uma pesquisa de mestrado na \u00e1rea de Tecnologia e Sociedade, prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre a trajet\u00f3ria e a obra de Alair Gomes, pioneiro da fotografia homoer\u00f3tica no Brasil. Este trabalho investiga a fotografia como tecnologia e sua relev\u00e2ncia social na cr\u00edtica aos discursos sobre g\u00eanero e masculinidades. A partir do ensaio Dise\u00f1o, domesticidad y g\u00e9nero, di\u00e1logo entre o fil\u00f3sofo Camilo Retana e a pesquisadora Marin\u00eas Ribeiro dos Santos, discute-se como os imbricamentos entre design, viv\u00eancias e subjetividades de g\u00eanero ajudam a compreender como os espa\u00e7os vividos moldam individualidades e influenciam a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Gomes. Sua pr\u00e1tica fotogr\u00e1fica, que se dava da casa para a rua, configurava um tipo de \u201cvoyeurismo\u201d e evidenciava um vi\u00e9s \u00edntimo e repert\u00f3rios dom\u00e9sticos masculinos. Em um mundo atravessado por normas sociais r\u00edgidas, suas imagens desafiaram conven\u00e7\u00f5es e propuseram novos entendimentos sobre o masculino e a sexualidade. A an\u00e1lise parte de um recorte te\u00f3rico, incluindo pesquisa geneal\u00f3gica da obra, revis\u00e3o de literatura e contextualiza\u00e7\u00e3o com a cultura material recente vista pela perspectiva latino-americana dos estudos culturais com N\u00e9stor Garc\u00eda Canclini e da base inglesa com Stuart Hall. A op\u00e7\u00e3o por considerar o contexto sociocultural e as rela\u00e7\u00f5es entre corpo, artefatos, espa\u00e7os e performance cotidiana \u00e9 central, cujas intera\u00e7\u00f5es produzem novos significados. O recorte proposto busca compreender como a obra e o corpo de Gomes se ocuparam no mundo, dentro de suas pr\u00e1ticas e domesticidades, produzindo novos significados e subjetividades.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Xingu: Contatos. Revis\u00f5es e cr\u00edticas de um acervo institucional<\/strong> &#8211; Ronaldo de Oliveira Corr\u00eaa&nbsp;(UFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Xingu: contatos&#8221; foi uma exposi\u00e7\u00e3o encenada no Instituto Moreira Salles (IMS) em S\u00e3o Paulo, entre novembro de 2022 e abril de 2023. Teve curadoria do cineasta ind\u00edgena Takum\u00e3 Kuikuro e Guilherme Freitas, professor de jornalismo da ESPM-RIO. A mostra foi composta por material audiovisual, fotografias e document\u00e1rios, registros e peri\u00f3dicos sobre as comunidades ind\u00edgenas que habitam aquele territ\u00f3rio, salvaguardado no arquivo do IMS. Marcelo Araujo, diretor geral, e Jo\u00e3o Fernandes, diretor art\u00edstico, do IMS apresentam a exposi\u00e7\u00e3o como um processo de repara\u00e7\u00e3o junto \u00e0s popula\u00e7\u00f5es do Xingu, cujas imagens est\u00e3o no acervo da institui\u00e7\u00e3o, e para al\u00e9m disso, um trabalho de revis\u00e3o cr\u00edtica e decolonial do pr\u00f3prio arquivo. A especificidade dessa proposi\u00e7\u00e3o e que chama a aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o as opera\u00e7\u00f5es realizadas, entre outras, a modifica\u00e7\u00e3o ou complementa\u00e7\u00e3o de textos de legendas, semin\u00e1rios e o compartilhamento do projeto curatorial e expogr\u00e1fico com os coletivos ind\u00edgenas. A reflex\u00e3o que apresento encontra embasamento em Verg\u00e8s (2023) e Azulay (2024), por um lado, a possibilidade dos processos de decoloniza\u00e7\u00e3o dos museus explicitarem as disputas sobre a representa\u00e7\u00e3o e a identidade cultural, por outro, os procedimentos de (re)vis\u00e3o das imagens possibilitarem outras hist\u00f3rias, \u00e0s vezes, recalcadas. Por fim, pretende-se efetuar a reflex\u00e3o sobre a exposi\u00e7\u00e3o a partir do acionamento te\u00f3rico citado, para com isso propor uma cr\u00edtica sens\u00edvel sobre as formas que coletivos ind\u00edgenas s\u00e3o representados em museus e centros culturais n\u00e3o ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Arte Urbana em Curitiba a partir da perspectiva do campo CTS<\/strong> &#8211; Luiz Henrique Dohopiati da Silva&nbsp;(UTFPR),&nbsp;Kando Fukushima&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>O presente artigo tem como objetivo apresentar e discutir obras de arte urbana da cidade de Curitiba, particularmente o grafite, pela perspectiva do campo de CTS. Com este intuito, ser\u00e3o destacados aspectos art\u00edsticos, pol\u00edticos e tecnol\u00f3gicos desse tipo de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, utilizando exemplos presentes no evento Artshow, realizado em Curitiba no ano de 1978, com o intuito de refletir sobre a presen\u00e7a dessas quest\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o de arte urbana no contexto nacional. Como uma aproxima\u00e7\u00e3o te\u00f3rica inicial do tema, foi realizado um estudo tendo como base o texto \u201cArtefatos t\u00eam pol\u00edtica?\u201d, de Langdon Winner, e o argumento de que os artefatos est\u00e3o imbu\u00eddos de pol\u00edtica desde o momento de sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 a forma como s\u00e3o inseridos na sociedade e suas consequ\u00eancias, contrapondo a percep\u00e7\u00e3o de neutralidade atribu\u00edda aos objetos tecnol\u00f3gicos. Para compreender a rela\u00e7\u00e3o de tecnologia e arte urbana a partir do argumento de Winner, ser\u00e3o apresentados aspectos hist\u00f3ricos considerados seminais do grafite segundo Armando Silva, em meados da d\u00e9cada de 1970, mesmo per\u00edodo em que ocorriam outros tipos de manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais que mudaram a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica da tecnologia. Neste contexto, o grafite surge como um movimento de contracultura, imbu\u00eddo de motiva\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas, que permite realizar aproxima\u00e7\u00f5es com a obra de Winner e suas observa\u00e7\u00f5es sobre outros tipos de artefatos tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Graffiti e Pixa\u00e7\u00e3o das margens: fragmenta\u00e7\u00f5es das experi\u00eancias na metr\u00f3pole<\/strong> &#8211; Bruna Karine Barbieri&nbsp;(UTFPR),&nbsp;Kando Fukushima&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>Este estudo tem como objetivo apresentar os dois movimentos culturais conhecidos como Graffiti e Pixa\u00e7\u00e3o, tra\u00e7ando um breve hist\u00f3rico das modalidades de escrita de rua e identificando suas diferen\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o de imagens postas no espa\u00e7o p\u00fablico. Considerando essas duas manifesta\u00e7\u00f5es como artefatos gr\u00e1ficos que produzem pol\u00edtica nas superf\u00edcies dispon\u00edveis na cidade, ser\u00e1 proposta uma an\u00e1lise de 3 utens\u00edlios t\u00e9cnicos exigidos para a a\u00e7\u00e3o de escrever na rua, onde suas caracter\u00edsticas foram essenciais para a evolu\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, com base no conceito de horizonte cultural de Andrew Feenberg, e uma discuss\u00e3o te\u00f3rica baseada na defini\u00e7\u00e3o de hibridismo cultural, de N\u00e9stor Garcia Canclini. O intuito \u00e9 contribuir na reflex\u00e3o acerca das fragmenta\u00e7\u00f5es entre a proibi\u00e7\u00e3o e a domestica\u00e7\u00e3o desses formatos de express\u00e3o visual, refor\u00e7ando as segrega\u00e7\u00f5es promovidas a partir de apropria\u00e7\u00f5es advindas dos sistemas hegem\u00f4nicos. Com isso, investigamos alguns aspectos de como as subjetividades dos sujeitos pixadores s\u00e3o produzidas nas margens das cidades, ao passo que se convertem em espa\u00e7os de cria\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia, com \u00eanfase no reconhecimento desse tipo de artefato como meio de experienciarmos o cotidiano na metr\u00f3pole.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Ironia e cr\u00edtica social nos contos sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas do anarquista individualista Han Ryner<\/strong> &#8211; Gilson Leandro Queluz&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo desta comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 analisar as representa\u00e7\u00f5es das rela\u00e7\u00f5es entre ci\u00eancia e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas presentes nos contos do escritor anarquista individualista franc\u00eas, Han Ryner; \u201cLumi\u00e9re-de-douleur\u201d de 1896 e \u201cBiographie de Victor Venturon\u201d de 1909. O pensamento anarquista foi marcado nas suas origens, na segunda metade do s\u00e9culo XIX, por preocupa\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas nascidas da cr\u00edtica radical ao capitalismo, como expressas por Kropotkin e \u00c9lise\u00e9 Reclus. Han Ryner nos seus romances e contos aprofundou esta tradi\u00e7\u00e3o anarquista. Os dois contos aqui analisados t\u00eam como ponto de partida as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mais especificamente, o resfriamento da Terra e os desastres ambientais da\u00ed derivados. Os contos apresentam diferentes caminhos para problematizar este fen\u00f4meno. No conto \u201c Lumi\u00e9re-de- douleur\u201d, o personagem principal consegue ascender fantasticamente para outros planetas, at\u00e9 chegar ao sol que apresenta uma nova e ir\u00f4nica natureza. Na \u201cBiographie de Victor Venturon\u201d, a solu\u00e7\u00e3o para enfrentar o resfriamento do planeta no ano 14500 da Era Social, tratada com ironia, \u00e9 oriunda do conhecimento t\u00e9cnico-cient\u00edfico. Procuraremos compreender estes contos no seu contexto hist\u00f3rico, a partir das propostas metodol\u00f3gicas e pol\u00edticas do materialismo cultural de Raymond Williams. Entendemos a literatura como pr\u00e1tica social, e, especificamente no caso da literatura libert\u00e1ria de Han Ryner como uma pr\u00e1tica social do campo socialista, que pode nos auxiliar, na contemporaneidade, a trilhar novos caminhos na luta por uma ecologia social baseada na igualdade e justi\u00e7a social.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;O Preguinho e a Dona Pregui\u00e7a n\u00e3o falam voc\u00ea&#8221;: Uma an\u00e1lise da narrativas criadas pelo programa de TV Catalendas na forma\u00e7\u00e3o das identidades amaz\u00f4nicas<\/strong> &#8211; Let\u00edcia Silva Ara\u00fajo&nbsp;(UFPA),&nbsp;Beatriz Lacerda Costa Graja\u00fa&nbsp;(UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>Com o objetivo de tratar a cultura amaz\u00f4nica de forma l\u00fadica, o programa Catalendas, produzido pela TV Cultura entre 1999 a 2013 com 11 temporadas, utilizou o teatro de bonecos como fortalecimento da identidade Amaz\u00f4nida. Esta pesquisa visa analisar o programa e sua influ\u00eancia no consumo de m\u00eddia por pessoas que eram crian\u00e7as \u00e0 \u00e9poca de sua exibi\u00e7\u00e3o, observando como a m\u00eddia impactou na cultura, imagina\u00e7\u00e3o infantil e no desenvolvimento do sentimento de territorialidade e pertencimento do indiv\u00edduo. Realizamos levantamento bibliogr\u00e1fico das produ\u00e7\u00f5es sobre o programa Catalendas e sua relev\u00e2ncia na Televis\u00e3o brasileira, al\u00e9m de revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica sobre consumo de m\u00eddia, comunica\u00e7\u00e3o e cultura, constru\u00e7\u00e3o de teatro de bonecos e seu \u201cbrincar\u201d pedag\u00f3gico. Utilizamos entrevistas semiestruturadas como ferramenta metodol\u00f3gica com pessoas que assistiam ou n\u00e3o o programa e outras que fizeram parte de sua produ\u00e7\u00e3o . Como resultado, foi poss\u00edvel perceber o di\u00e1logo entre as mem\u00f3rias individuais e o objetivo pedag\u00f3gico do programa, sendo poss\u00edvel identificar como o programa afetou ou n\u00e3o cada indiv\u00edduo, destacando rela\u00e7\u00f5es de classe social, ra\u00e7a e gera\u00e7\u00e3o, indicando que n\u00e3o h\u00e1 homogeneidade na recep\u00e7\u00e3o do programa entre os sujeitos entrevistados. Ao destacarmos o &#8220;n\u00e3o-alcance&#8221;, abrimos debate sobre como uma produ\u00e7\u00e3o regional n\u00e3o foi consumida por indiv\u00edduos contempor\u00e2neos a ela, gerando uma lacuna de representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da identidade amaz\u00f4nica dentro da m\u00eddia paraense.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>19\/09\/2025<\/strong> <strong>&#8211; Sess\u00e3o 03<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>13:30 \u2013 15:30<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 205 (2o andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e1lise CTS do EMI em Produ\u00e7\u00e3o Cultural: integra\u00e7\u00f5es entre Arte, Cultura e Tecnologia na Forma\u00e7\u00e3o Integral<\/strong> &#8211; Alexandre Chiarelli&nbsp;(IFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>O presente trabalho tem o objetivo de analisar a cria\u00e7\u00e3o do curso de Ensino M\u00e9dio Integrado (EMI) em Produ\u00e7\u00e3o Cultural no Instituto Federal do Paran\u00e1 \u2013 campus Paranagu\u00e1, utilizando a perspectiva CTS (Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade), considerando a intera\u00e7\u00e3o entre Arte, Cultura e Tecnologia na forma\u00e7\u00e3o de sujeitos cr\u00edticos e criativos. O processo metodol\u00f3gico est\u00e1 estruturado atrav\u00e9s de uma pesquisa qualitativa, com o objetivo da pesquisa explorat\u00f3rio, e o procedimento t\u00e9cnico fundamentado em uma pesquisa documental, sendo a analise debru\u00e7ada em projetos de pesquisa\/extens\u00e3o de arte e cultura existentes antes do surgimento do curso, e na proposta pedag\u00f3gica curricular (PPC) do curso, publicado em 2023. Essa abordagem visa a tentativa de compreender o curso n\u00e3o apenas como forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, mas como espa\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o de sentidos sociais, culturais e est\u00e9ticos. O embasamento te\u00f3rico da pesquisa se articula em dois campos, a educa\u00e7\u00e3o, e tecnologia, sendo que no primeiro segmento parte-se das concep\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o de Saviani e Frigotto, e no segundo campo de pesquisa, o conceito de tecnologia \u00e9 fundamentado pelas considera\u00e7\u00f5es de Feenberg. Assim, a presen\u00e7a da arte e da cultura no curr\u00edculo do curso revela um campo f\u00e9rtil para repensar os usos da tecnologia de forma cr\u00edtica e emancipadora, rompendo com dicotomias tradicionais entre saberes manuais e intelectuais. A an\u00e1lise do curso sob essa \u00f3tica evidencia seu potencial como experi\u00eancia educativa inovadora, comprometida com a transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Encruzilhada Ecol\u00f3gica: reflorestar imagin\u00e1rios hoje, cultivar poss\u00edveis amanh\u00e3s<\/strong> &#8211; Vanessa Pereira de Almeida&nbsp;(UFBA)<\/p>\n\n\n\n<p>A partir das cosmo-percep\u00e7\u00f5es, apresento este trabalho como um feiti\u00e7o po\u00e9tico-pol\u00edtico que emerge do entrecruzamento entre arte, ci\u00eancia e tecnologia propondo uma reflex\u00e3o sobre como a imagina\u00e7\u00e3o atua como for\u00e7a criadora no cultivo de futuros poss\u00edveis de viver, tensionando a forma como a subjetividade neoliberal, frequentemente captura a imagina\u00e7\u00e3o pela l\u00f3gica do mercado, fazendo com que as \u00fanicas sa\u00eddas do colapso sejam mais consumo, mais progresso, mais tecnologia. O objetivo \u00e9 investigar, atrav\u00e9s de caminhos contra coloniais do saber, de que maneira o Artvismo, pode operar como linguagem cr\u00edtica e educativa diante das urg\u00eancias clim\u00e1ticas. Utilizo como metodologia a pesquisa transdisciplinar, escuta de mem\u00f3rias, observa\u00e7\u00e3o de ciclos naturais, e pr\u00e1ticas colaborativas em espa\u00e7os de cria\u00e7\u00e3o coletiva. Os resultados parciais indicam que esse caminho, quando alinhados \u00e0s cosmologias n\u00e3o ocidentais, saberes comunit\u00e1rios e articulado \u00e0 tecnologias ancestrais, ampliam as formas de engajamento p\u00fablico, bem como \u00e0 cr\u00edtica aos modelos hegem\u00f4nicos de produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o do conhecimento. Consideramos que a criatividade se transforma em ferramenta tecnol\u00f3gica, que al\u00e9m de ancestral, rompe com a ideia de solu\u00e7\u00f5es desenvolvimentistas ao abrir brechas trazendo novas narrativas, perspectivas e formas de ser e estar no mundo. Ao evocar a Encruzilhada Ecol\u00f3gica, concluo que esses processos criativos constituem espa\u00e7os de reinven\u00e7\u00e3o de mundos, capazes de semear pr\u00e1ticas educativas que legitimam outras formas de saber e existir em rela\u00e7\u00e3o com o planeta.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>A relev\u00e2ncia da ODS para Igualdade \u00e9tnico-racial e a inclus\u00e3o das datas celebrativas \u00e9tnico-raciais no calend\u00e1rio das a\u00e7\u00f5es culturais de Curitiba como tecnologia de acesso das pessoas racializadas<\/strong> &#8211; Ana Carolina Mendes Cerqueira Nobrega&nbsp;(UTFPR),&nbsp;Marin\u00eas Ribeiro dos Santos&nbsp;(UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo deste resumo \u00e9 evidenciar a import\u00e2ncia das pol\u00edticas p\u00fablicas afirmativas e de democratiza\u00e7\u00e3o de acesso para a igualdade \u00e9tnico-racial nos editais da cultura, incluindo os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel \u2013 ODS, parte da Agenda 2030 da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas \u2013 ONU para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel. Ao reunir perspectivas te\u00f3ricas de autoras como Cida Bento, Sueli Carneiro e Fran\u00e7oise Verg\u00e8s, evidenciamos a persist\u00eancia do racismo estrutural e o pacto narc\u00edsico da branquitude que assegura a reprodu\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gios simb\u00f3licos e materiais da popula\u00e7\u00e3o branca nos espa\u00e7os culturais. Para o estudo analisamos o edital destinado ao fomento das Artes Visuais do Programa Estadual de Fomento e Incentivo \u00e0 cultura do Paran\u00e1 &#8211; PROFICE 006\/2022, que pede aos proponentes a adequa\u00e7\u00e3o de suas propostas com o objetivo de democratizar o acesso oferecendo contrapartida social alinhada aos ODS. Atualmente s\u00e3o contabilizados os 17 objetivos oficiais entre eles destacamos os ODS: 4 para Educa\u00e7\u00e3o de qualidade; 5 para Igualdade de G\u00eanero e o ODS 10 para Redu\u00e7\u00e3o de desigualdades. Embora sejam importantes eles n\u00e3o contemplam de forma objetiva o ODS 18 de igualdade \u00e9tnico-racial, ainda n\u00e3o implementado, que visa eliminar as desigualdades estruturais racializadas, ou seja, o racismo de forma mais expl\u00edcita contra afrodescendentes, povos ind\u00edgenas e outros grupos afetados por a\u00e7\u00f5es discriminat\u00f3rias. Percebemos que a agenda \u00e9tnico-racial no calend\u00e1rio cultural de Curitiba funciona como uma tecnologia de acesso para as pessoas racializadas acessarem os espa\u00e7os culturais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Materializa\u00e7\u00f5es da Devasta\u00e7\u00e3o Ambiental: Cartografia Neomaterialista e Est\u00e9tica Investigativa em Broken Spectre<\/strong> &#8211; Caio Dayrell Santos&nbsp;(UFMG)<\/p>\n\n\n\n<p>Na instala\u00e7\u00e3o Broken Spectre (2022), Richard Mosse reutiliza tecnologias cient\u00edficas de imageamento \u2014 como c\u00e2meras multiespectrais e luzes ultravioletas \u2014 para produzir uma visualidade cr\u00edtica da devasta\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica. Ferramentas originalmente empregadas no monitoramento ambiental s\u00e3o apropriadas artisticamente como dispositivos de uma est\u00e9tica investigativa (Fuller &amp; Weizman, 2021), em que as imagens n\u00e3o apenas ilustram o real, mas o interrogam, expondo infraestruturas de extra\u00e7\u00e3o, crimes ambientais cometidos por grileiros e atos pol\u00edticos protagonizados por povos ind\u00edgenas.<br>As paisagens captadas com cromatismos artificiais \u2014 como a vegeta\u00e7\u00e3o fluorescente nas macrofotografias noturnas com luz UV ou os mapas multiespectrais que invertem o c\u00f3digo da vis\u00e3o natural \u2014 provocam estranhamento, mas tamb\u00e9m ampliam a percep\u00e7\u00e3o ao tornar vis\u00edveis aspectos da realidade que escapam ao olho nu. A sensibilidade aqui mobilizada n\u00e3o se limita aos sentidos ou \u00e0 linguagem humana, mas envolve tamb\u00e9m as capacidades e limites dos pr\u00f3prios dispositivos t\u00e9cnicos. Essas imagens n\u00e3o s\u00e3o simples representa\u00e7\u00f5es, mas materializa\u00e7\u00f5es (Barad, 2007): condensam rela\u00e7\u00f5es entre corpos, paisagens, saberes e tecnologias, participando ativamente da produ\u00e7\u00e3o do mundo que tornam vis\u00edvel. Este artigo prop\u00f5e compreender Broken Spectre como um exerc\u00edcio de cartografia neomaterialista de dispositivos (Dayrell Santos, 2025), no qual arte, ci\u00eancia e pol\u00edtica se entrela\u00e7am para expor as formas de sofrimento ecol\u00f3gico do Antropoceno, convocando novos modos de percep\u00e7\u00e3o, responsabiliza\u00e7\u00e3o e imagina\u00e7\u00e3o mais-que-humanas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Cria\u00e7\u00e3o, autoria e subjetividade na era da intelig\u00eancia artificial generativa<\/strong> &#8211; Adriele Rosana Marchesini&nbsp;(USP)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho investiga os impactos da intelig\u00eancia artificial generativa sobre a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, os conceitos de autoria e as novas formas de trabalho cultural. A pesquisa parte do estudo de fen\u00f4menos contempor\u00e2neos, como o caso da personagem Marisa Mai\u00f4, cria\u00e7\u00e3o audiovisual hiper-realista que viralizou nas redes sociais brasileiras, produzida com ferramentas de IA por um criador independente. A obra, marcada por irrever\u00eancia, humor \u00e1cido e cr\u00edtica social, revela como as tecnologias emergentes transformam as formas de express\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o da arte. O objetivo foi compreender como a IA pode expandir as possibilidades criativas, mas tamb\u00e9m tensionar fronteiras \u00e9ticas, legais e subjetivas ligadas \u00e0 autoria, \u00e0 propriedade intelectual e \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o. A metodologia adotada foi qualitativa, baseada na an\u00e1lise de casos, revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica e observa\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias tecnol\u00f3gicas e culturais. Os resultados evidenciam que, ao mesmo tempo em que a IA potencializa a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e democratiza o acesso \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, ela tamb\u00e9m intensifica desigualdades e desregula\u00e7\u00f5es no campo do trabalho, da prote\u00e7\u00e3o autoral e do reconhecimento dos sujeitos criadores. A obra deixa de ser um fim em si e passa a expressar rela\u00e7\u00f5es complexas entre linguagem, t\u00e9cnica e contexto social. Conclui-se que as pr\u00e1ticas art\u00edsticas mediadas por IA reconfiguram o lugar da arte na sociedade, desafiando paradigmas tradicionais e ampliando o debate sobre autoria, resist\u00eancia e subjetividade em tempos de automa\u00e7\u00e3o e neoliberalismo cognitivo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: A arte produz saberes hist\u00f3ricos pertencentes \u00e0s diversas pr\u00e1ticas sociais e culturais, contribuindo para pensar e interferir nas complexas rela\u00e7\u00f5es entre Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade. De modo plural, as propostas art\u00edsticas contempor\u00e2neas, ao longo de sua trajet\u00f3ria, v\u00eam interpelando, experimentando, e assim expandindo as possibilidades da ci\u00eancia e da tecnologia, a partir dos contextos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"class_list":["post-387","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=387"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/387\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1151,"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/387\/revisions\/1151"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}