{"id":385,"date":"2025-05-21T20:19:23","date_gmt":"2025-05-21T23:19:23","guid":{"rendered":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=385"},"modified":"2025-09-11T10:30:22","modified_gmt":"2025-09-11T13:30:22","slug":"gt04-antropologia-digital-inteligencia-artificial-e-cibercultura","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=385","title":{"rendered":"GT04 &#8211; Antropologia Digital, Intelig\u00eancia Artificial e Cibercultura"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Este Grupo Tem\u00e1tico prop\u00f5e examinar criticamente as interfaces entre antropologia digital, cibercultura, humanidades digitais e intelig\u00eancia artificial, reconhecendo que, ao longo das \u00faltimas duas d\u00e9cadas de Simp\u00f3sios Nacionais, o campo CTS brasileiro se firmou como espa\u00e7o de an\u00e1lise dos v\u00ednculos entre produ\u00e7\u00e3o sociot\u00e9cnica, desigualdades e democracia. Partindo de investiga\u00e7\u00f5es emp\u00edricas que escrutinam desde a sociog\u00eanese das plataformas at\u00e9 as disputas epist\u00eamicas em torno de algoritmos, o GT acolher\u00e1 trabalhos que discutam: a) etnografias de ambientes digitais, com \u00eanfase em metodologias h\u00edbridas e desafios \u00e9ticos; b) impactos sociopol\u00edticos da datifica\u00e7\u00e3o da vida e da automa\u00e7\u00e3o nas pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, trabalho e cultura; c) marcadores sociais da diferen\u00e7a nos ecossistemas de IA, explorando ra\u00e7a, g\u00eanero, classe e territorialidades amaz\u00f4nicas; d) hist\u00f3rias e imagin\u00e1rios sociot\u00e9cnicos que informam disputas por regula\u00e7\u00e3o p\u00fablica, soberania de dados e justi\u00e7a ambiental; e) inova\u00e7\u00e3o social, ativismo de c\u00f3digo aberto e pr\u00e1ticas contra-hegem\u00f4nicas de apropria\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. O objetivo \u00e9 reunir e articular pesquisas recentes que, baseadas em abordagem CTS cr\u00edtica, contribuam para: i) aprofundar a an\u00e1lise das infraestruturas digitais como arenas pol\u00edticas; ii) elaborar m\u00e9todos colaborativos que entrelacem etnografia presencial e rastreamento de dados; iii) produzir diagn\u00f3sticos comparativos que subsidiem pol\u00edticas de inclus\u00e3o digital e governan\u00e7a algor\u00edtmica. Espera-se receber estudos de caso, ensaios te\u00f3rico-metodol\u00f3gicos, mapeamentos de redes sociot\u00e9cnicas e an\u00e1lises de dispositivos tecnoculturais que iluminem a multiplicidade de experi\u00eancias brasileiras e latino-americanas, dialogando com perspectivas do Sul Global e refletindo sobre futuros poss\u00edveis, inclusivos e sustent\u00e1veis para ci\u00eancia e tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coordenadores: <\/strong>Breno Rodrigo de Oliveira Alencar (IFPA), Joelma Fabiane Ferreira Almeida (Col\u00e9gio Pedro II)<br><strong>Debatedora: <\/strong>Kirla Korina Anderson Ferreira (IFPA)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>17\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 01<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio:&nbsp;<\/strong>14:00 \u2013 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 204 (2a andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Reflorestar imagin\u00e1rios de dados: um exerc\u00edcio para o s\u00e9culo XXI<\/strong> &#8211; Guilherme Queiroz Alves (University of Antwerp)<\/p>\n\n\n\n<p>Quem pode produzir dados? E, mais importante, quais dados realmente importam? Em di\u00e1logo com os Estudos Cr\u00edticos de Dados e com a necessidade de sul-globalizar essa agenda, este trabalho prop\u00f5e o conceito de \u201creflorestar imagin\u00e1rios de dados\u201d, inspirado em Krenak (2022), como resposta \u00e0s narrativas e est\u00e9ticas hegem\u00f4nicas que tratam os dados como neutros, universais e desvinculados da experi\u00eancia social situada. Nas fissuras de um sistema que historicamente invisibiliza vozes perif\u00e9ricas, emergem pr\u00e1ticas cotidianas de gera\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 de dados que n\u00e3o apenas desafiam os regimes institucionais de verdade, mas tamb\u00e9m tensionam: i) quem pode produzir dados e ii) o que \u00e9 reconhecido como conhecimento leg\u00edtimo. Mais que uma met\u00e1fora, argumento que reflorestar \u00e9 um chamado a cultivar imagin\u00e1rios plurais, enraizados em territ\u00f3rios, hist\u00f3rias e afetos. Trata-se, tamb\u00e9m, de uma estrat\u00e9gia anal\u00edtica e pol\u00edtica para expandir os limites do que pode ser reconhecido como evid\u00eancia nos debates p\u00fablicos, cient\u00edficos e jur\u00eddicos. Inserida no projeto InfoCitizen (ERC), esta pesquisa analisa as pol\u00edticas e po\u00e9ticas da produ\u00e7\u00e3o de dados em Organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil no Brasil, com foco na ag\u00eancia de lideran\u00e7as de base. A partir de trabalho etnogr\u00e1fico, defendo que reflorestar imagin\u00e1rios de dados \u00e9, sobretudo, um exerc\u00edcio de justi\u00e7a epist\u00eamica: uma forma de reconhecer como mem\u00f3rias de viol\u00eancia, desigualdade e exclus\u00e3o moldam as formas pelas quais essas lideran\u00e7as constroem suas lutas por reconhecimento, evid\u00eancia e cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pol\u00edtica infraestrutural do ciberespa\u00e7o: uma discuss\u00e3o acerca \u00e0 regula\u00e7\u00e3o da Intelig\u00eancia Artificial Generativa<\/strong> &#8211; Alessandro Novaes Pereira (UFES), Jonatan Jackson Sacramento (UFSJ)<\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor de ci\u00eancia pol\u00edtica, Langdon Winner, artefatos t\u00e9cnicos podem conter qualidades pol\u00edticas, dessa forma, a tecnologia n\u00e3o \u00e9 neutra: seu design e arranjos podem refor\u00e7ar ou moldar rela\u00e7\u00f5es de poder e autoridade \u2014 como a estreita ponte de Vit\u00f3ria-ES que conecta a orla da Guarderia \u00e0 Ilha do Frade, dificulta a transi\u00e7\u00e3o de pedestres e ciclistas em detrimento ao tr\u00e2nsito de ve\u00edculos motorizados; a locomo\u00e7\u00e3o dos moradores da regi\u00e3o nobre da capital capixaba torna-se mais pr\u00e1tica, enquanto o acesso de banhistas que n\u00e3o possuem esses ve\u00edculos \u00e9 dificultado. Nesse sentido, pensar na governan\u00e7a da Intelig\u00eancia Artificial Generativa em contextos democr\u00e1ticos, principalmente em um cen\u00e1rio de ascens\u00e3o da IAGen, \u00e9 crucial, de modo que exista a constru\u00e7\u00e3o de um ambiente eleitoral cada vez mais ison\u00f4mico e seguro. Por isso, o intuito deste resumo \u00e9 analisar o Projeto de Lei n\u00ba 2.338\/2023 (Senador Rodrigo Pacheco\/PSD-MG), que bebe do Marco Civil da Internet para constru\u00e7\u00e3o do Marco Civil da IA em um di\u00e1logo que prioriza a estrutura da participa\u00e7\u00e3o social e a regula\u00e7\u00e3o dos aspectos tecnol\u00f3gicos. A partir de uma etnografia das controv\u00e9rsias sociot\u00e9cnicas, nosso objetivo \u00e9 analisar quais pr\u00e1ticas de governan\u00e7a e regulamenta\u00e7\u00e3o emergem destes servi\u00e7os, assim como o uso e a instrumentaliza\u00e7\u00e3o de determinados discursos no espa\u00e7o cibern\u00e9tico em contextos como os do PL. Pensando nisso, nossa hip\u00f3tese \u00e9 entender quais affordances as IAs desenham e quais possibilidades de a\u00e7\u00f5es esses sistemas sociot\u00e9cnicos possuem em sua interface e, dessa forma, a import\u00e2ncia de sua regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Diplomacia cient\u00edfica e intelig\u00eancia artificial no G20 Brasil 2024 <\/strong>&#8211; Guilherme de Rosso Man\u00e7os (UTFPR), Luiz Marcio Spinosa (UTFPR)<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho analisa a articula\u00e7\u00e3o entre diplomacia cient\u00edfica e intelig\u00eancia artificial no contexto multilateral do G20, com foco na edi\u00e7\u00e3o de 2024 sob a presid\u00eancia brasileira. Revisa os marcos conceituais da diplomacia cient\u00edfica, destacando os relat\u00f3rios conjuntos da American Association for the Advancement of Science e Royal Society lan\u00e7ados em 2010 e em 2025, o framework europeu de diplomacia cient\u00edfica divulgado em 2025 e a literatura acad\u00eamica recente. Em seguida, apresenta a estrutura operacional do G20 e seus grupos de engajamento, com \u00eanfase no Science20 e no Youth20, dedicados respectivamente \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia e \u00e0s juventudes. A an\u00e1lise documental dos Communiqu\u00e9s do Science20 e do Youth20, e da Declara\u00e7\u00e3o de L\u00edderes do G20 no Rio de Janeiro, evidencia a crescente centralidade da intelig\u00eancia artificial nas agendas multilaterais. Uma an\u00e1lise comparativa revela diferen\u00e7as quanto \u00e0 profundidade e abordagem tem\u00e1tica em cada inst\u00e2ncia. O ensaio sugere que estudos futuros aprofundem uma an\u00e1lise comparada ampliada entre os diferentes grupos de engajamento do G20, investiguem o entendimento sobre o processo de constru\u00e7\u00e3o de consenso nos espa\u00e7os de negocia\u00e7\u00e3o e explorem os mecanismos de incorpora\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico nos processos diplom\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Infraestruturas do conhecimento, redes sociot\u00e9cnicas e discursos mediados por plataformas digitais: COVID-19, polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e democracia no contexto do Twitter\/X <\/strong>&#8211; Marcelo de Seixas Martins (UFSCAR), Sylvia Iasulaitis (UFSCAR)<\/p>\n\n\n\n<p>Este estudo trata das rela\u00e7\u00f5es entre comunica\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia e tecnologias, inserindo-se nas discuss\u00f5es pertinentes ao campo Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade (CTS). Busca-se uma elabora\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter interdisciplinar que articule as diversas dimens\u00f5es que comp\u00f5em os fen\u00f4menos contempor\u00e2neos associados ao ambiente digital, a partir de uma perspectiva sociot\u00e9cnica. A proposta apoia-se na Teoria Ator-Rede e na Cartografia de Controv\u00e9rsias como caminhos te\u00f3rico-metodol\u00f3gicos. A pesquisa aborda a complexidade sociot\u00e9cnica que comp\u00f5e as rela\u00e7\u00f5es entre os discursos relativos ao tema da COVID-19 e a polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica durante o segundo turno das elei\u00e7\u00f5es presidenciais brasileiras de 2022, no ambiente da plataforma digital Twitter\/X. O objetivo \u00e9 rastrear as a\u00e7\u00f5es de atores humanos e n\u00e3o humanos, bem como identificar as diversas dimens\u00f5es que comp\u00f5em tal complexidade, no que se refere a rela\u00e7\u00f5es, v\u00ednculos e controv\u00e9rsias, sustentadas por diferentes intencionalidades. A investiga\u00e7\u00e3o busca compreender os imbricamentos sociot\u00e9cnico-pol\u00edticos entre as materialidades que comp\u00f5em infraestruturas do conhecimento, as a\u00e7\u00f5es dos atores humanos e n\u00e3o humanos e os discursos que se estabelecem na plataforma em quest\u00e3o, a partir das narrativas sobre a COVID-19 no referido per\u00edodo eleitoral. Deste modo, espera-se contribuir com as proposi\u00e7\u00f5es do campo CTS, na conforma\u00e7\u00e3o de propostas te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas pertinentes \u00e0 complexidade dos fen\u00f4menos digitais atuais, al\u00e9m de elucidar rela\u00e7\u00f5es e controv\u00e9rsias que envolvem as plataformas digitais, as a\u00e7\u00f5es e os discursos que se estabelecem nesse contexto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plataformas digitais e representatividade: a atua\u00e7\u00e3o dos influenciadores na mobiliza\u00e7\u00e3o sociopol\u00edtica dos trabalhadores de app <\/strong>&#8211; Pablo Henrique Martins Soares (UFPA), Daniela Ribeiro de Oliveira (UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>O uso das tecnologias digitais, sobretudo das redes sociais, tem impactado as rela\u00e7\u00f5es sociais atuais que vivemos. Em meio ao desenvolvimento acelerado das tecnologias, as redes sociais estruturam a organiza\u00e7\u00e3o social e as rela\u00e7\u00f5es humanas. A emerg\u00eancia da figura \u201cinfluenciador digital\u201d no contexto da sociedade digital, alteraram a forma como os indiv\u00edduos consomem as redes sociais. Os influencers produzem conte\u00fados disseminados por meio de reels (v\u00eddeos curtos), post nas timelines e storys. Em mar\u00e7o de 2024, quando foi lan\u00e7ado o PL 12\/2024, para regulamentar o trabalho por aplicativo no Brasil, as redes sociais foram o espa\u00e7o principal para repercuss\u00e3o e debates sociopol\u00edticos em torno da precariza\u00e7\u00e3o e regulamenta\u00e7\u00e3o do trabalho por app. Os influencers digitais e pol\u00edticos da categoria de motoristas e entregadores de app, foram os principais atores que pautaram e compartilharam nas redes sociais suas insatisfa\u00e7\u00f5es ao texto do PL 12\/2024. Os seguidores, que em maioria s\u00e3o motoristas ou entregadores de app, criam um sentimento de identifica\u00e7\u00e3o aos influencers da categoria, assim causando o decl\u00ednio e rep\u00fadio \u00e0 atua\u00e7\u00e3o dos sindicatos em pautar as reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores. Esta comunica\u00e7\u00e3o tem o objetivo de expor a luta por representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos motoristas e entregadores de app e apresentar resultados da an\u00e1lise de dados da pesquisa emp\u00edrica \u2013 an\u00e1lise de redes sociais, por meio do conte\u00fado, como: reels, story e posts \u2013 os impactos s\u00f3cio pol\u00edtico que os influencers da categoria de trabalhadores por aplicativo causam ao se consolidar como uma figura representativa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desigualdade Digital na Amaz\u00f4nia Paraense durante a Pandemia da Covid-19: \u201cMuitos n\u00e3o t\u00eam nem celular, que dir\u00e1 a internet!\u201d <\/strong>&#8211; \u00c1dima Farias Rodrigues Monteiro (seduc), Robert Damasceno Monteiro Rodrigues (UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>Em um momento em que muito se fala sobre plataformiza\u00e7\u00e3o da vida, este trabalho versa sobre a desigualdade digital. Ele integra minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado. Esta teve como objetivo compreender os efeitos sociais, profissionais e emocionais dos arranjos pol\u00edticos emergenciais praticados pelo Governo do estado do Par\u00e1 na educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica estadual durante a pandemia da COVID-19, a partir da experi\u00eancia de professoras e professores da Rede P\u00fablica Estadual de Ensino no Munic\u00edpio de Ananindeua, na regi\u00e3o metropolitana de Bel\u00e9m. Na condi\u00e7\u00e3o de pesquisadora e professora na medida que escutava as mem\u00f3rias de interlocutoras e interlocutores, revivia as minhas. A partir de abordagem etnogr\u00e1fica destaco alguns resultados: a evid\u00eancia da desigualdade digital em um per\u00edodo em que as regras colocadas pelo Estado eram de isolamento social, com restri\u00e7\u00e3o na circula\u00e7\u00e3o das pessoas e proibi\u00e7\u00e3o de aglomerados humanos, o que levou a suspens\u00e3o das aulas presenciais nas institui\u00e7\u00f5es de ensino tornando a internet e qualquer equipamento que a materialize t\u00e3o importante quanto a presen\u00e7a da professora ou do estudante para realiza\u00e7\u00e3o das aulas. Assim, contribuo com reflex\u00f5es sobre como diante de um cen\u00e1rio em que a internet integra a vida cotidiana, milhares de adolescentes e jovens ficaram sem aulas devido \u00e0 falta de acesso \u00e0 internet e a equipamentos que a viabilizam, o que se agrava pela presen\u00e7a da desigualdade de renda, de letramento digital e a hist\u00f3rica desigualdade regional acentuada na Amaz\u00f4nia.<br>Palavras-chave: Desigualdade Digital, Pandemia da Covid-19, Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, Estado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>18\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 02 <\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio: <\/strong>14:00 &#8211; 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local:<\/strong> Mirante do Rio &#8211; sala 204 (2a andar)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Ciberespa\u00e7o e viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero: como o discurso de \u00f3dio contra mulheres se manifesta nas m\u00eddias digitais<\/strong> &#8211; Lucas Vieira Farias (IFPA), Anthony Emanuel Santos Silva (IFPA), Kirla Korina Anderson Ferreira (IFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero \u00e9 um conceito complexo, mas que aplicado ao ciberespa\u00e7o se caracteriza pelo conjunto de atos que invisibilizam a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica feminina, sendo tais atos ass\u00e9dios sexuais, morais, ofensas, cal\u00fanias e outros. O objetivo deste trabalho \u00e9 investigar a viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero disseminada como discurso de \u00f3dio nas redes sociais. Como metodologia, foi realizada revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica dos conceitos-chave da pesquisa \u2013 g\u00eanero, ciberespa\u00e7o, discurso de \u00f3dio e viol\u00eancia pol\u00edtica \u2013, bem como pesquisa netnogr\u00e1fica nas redes sociais Instagram e X, no primeiro semestre de 2024, em busca de entender o impacto das postagens referente \u00e0s mulheres em cargos pol\u00edticos. Nos resultados da pesquisa netnogr\u00e1fica foram analisadas cinco postagens de teor odioso \u00e0s parlamentares Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG), bem como \u00e0 Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco e \u00e0 primeira-dama da Rep\u00fablica, Janja Lula da Silva. A an\u00e1lise indicou que a viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero casualmente \u00e9 disseminada em p\u00e1ginas de not\u00edcias e incitada por perfis pessoais ou an\u00f4nimos, e que tais coment\u00e1rios visam ridicularizara ou desumanizar as mulheres. Ademais, o conte\u00fado encontrado nos coment\u00e1rios tamb\u00e9m se entrela\u00e7a com outros tipos de preconceito, como o racismo, a misoginia e a LGBTQIAPN+fobia. Conclui-se que o debate sobre a viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero \u00e9 pertinente pois, atualmente, o n\u00famero de mulheres em cargos pol\u00edticos \u00e9 menor comparado ao g\u00eanero masculino e, atitudes mis\u00f3ginas e\/ou que ferem a dignidade das mulheres contribui para esse baixo n\u00famero.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cTradwives\u201d no Instagram e as reivindica\u00e7\u00f5es neoconservadoras sobre o \u201cser mulher\u201d<\/strong> &#8211; Ana Clara Dourado Figueiredo (UFSCar)<\/p>\n\n\n\n<p>Este trabalho busca identificar qual imagem de \u201cmulher\u201d est\u00e1 sendo transmitida dentro do Instagram por parte das \u201ctradwives&#8221; ao compreender tais rela\u00e7\u00f5es enquanto narrativas neoconservadoras a respeito do papel da mulher na sociedade. Para esta pesquisa, foi realizada uma etnografia ambientada no Instagram, em que alguns perfis foram observados ao longo do \u00faltimo ano. Foram analisadas postagens no feed, nos stories e destaques. Buscando responder \u00e0 pergunta de pesquisa, tamb\u00e9m olha para os assuntos que interessam a essas mulheres e quais discursos s\u00e3o mobilizados por elas. Todos os perfis selecionados s\u00e3o de mulheres brasileiras, brancas, crist\u00e3s e que possuem acima de 30 mil seguidores. Ao decorrer da pesquisa, foi poss\u00edvel identificar que essas mulheres possuem muitos filhos, vivem no campo e apresentam um discurso intelectualizado com certa cr\u00edtica \u00e0 modernidade. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m mobilizam o tema do homeschooling e da \u201calimenta\u00e7\u00e3o ancestral\u201d. Dessa forma, ao se apresentarem a partir desses temas e com uma est\u00e9tica \u201cfeminina\u201d e buc\u00f3lica, pap\u00e9is tradicionais de g\u00eanero s\u00e3o refor\u00e7ados, bem como um ideal nost\u00e1lgico sob o uso de tons past\u00e9is. Al\u00e9m disso, a grande capacidade de viraliza\u00e7\u00e3o das redes sociais torna necess\u00e1rio olhar para esse grupo com mais aten\u00e7\u00e3o, especialmente em decorr\u00eancia de suas implica\u00e7\u00f5es sociopol\u00edticas. Devido a esses fatores, o fen\u00f4meno digital das tradwives vem sendo internacionalmente debatido na academia nos \u00faltimos anos. No entanto, essa pesquisa se delimita a compreend\u00ea-lo em suas especificidades brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Uma m\u00e3e, os clientes e algumas propagandas&#8221;: entre prest\u00edgios e estrat\u00e9gias de ascens\u00e3o na plataforma instagram<\/strong>. &#8211; Nayla Etlen Fonseca de Campos (UFPA), Michele Escoura Bueno (UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>Esta pesquisa busca compreender como uma influenciadora digital paraense, ao agenciar um deslizamento de reputa\u00e7\u00f5es e prest\u00edgios, constr\u00f3i narrativas e estrat\u00e9gias que a conduzem para uma ascens\u00e3o na plataforma Instagram. A pesquisa iniciou-se atrav\u00e9s da an\u00e1lise de conte\u00fado de dados produzidos entre julho de 2021 a outubro de 2022 e a partir de uma abordagem etnogr\u00e1fica que buscou, primeiramente, compreender como uma trabalhadora sexual negociava seus servi\u00e7os nos stories de Instagram. Ao apreender, atrav\u00e9s dessa primeira pesquisa, que essa trabalhadora, ao mostrar sua rotina como m\u00e3e, profissional do sexo e Influencer, n\u00e3o necessariamente negociava seus servi\u00e7os sexuais, mas operava uma linha de dignifica\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de prest\u00edgio diante dos trabalhos sexual e digital, neste trabalho construiu-se, ent\u00e3o, o objetivo de analisar quais foram as estrat\u00e9gias e narrativas desta trabalhadora para alcan\u00e7ar uma carreira de sucesso como Influencer, mesmo com todas as dificuldades algor\u00edtmicas e os p\u00e2nicos morais envolvidos quando se fala sobre assuntos a respeito de g\u00eanero e sexualidade nas redes socias. Nesse sentido, analisando as media\u00e7\u00f5es feitas entre a plataforma, os \u201cseguidores\u201d, o trabalho sexual e o trabalho digital, investigando o que est\u00e1 sendo produzido atrav\u00e9s dessas rela\u00e7\u00f5es na plataforma, resultados parciais apontam que essa influenciadora digital sobrep\u00f5e valor econ\u00f4mico e valor moral em seus discursos e opera uma produ\u00e7\u00e3o de valor de si onde ideias de autonomia e liberdade s\u00e3o atravessadas pelo agenciamento de diferentes marcadores sociais da diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entre oposi\u00e7\u00f5es: an\u00e1lises da campanha e propaganda online de duas candidatas \u00e0 verean\u00e7a de Bel\u00e9m em 2024. <\/strong>&#8211; Gabrielle Tavares da Silva (UFPA), Michele Escoura Bueno (UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>As elei\u00e7\u00f5es de 2024 para o cargo de vereador, na cidade de Bel\u00e9m, contaram n\u00e3o apenas com a cl\u00e1ssica campanha eleitoral realizada nas ruas e a propaganda em r\u00e1dio e TV, como tamb\u00e9m com a propaganda online \u2013 artif\u00edcio importante para o jogo pol\u00edtico eleitoral dos \u00faltimos anos. Publica\u00e7\u00f5es feitas em diferentes redes sociais s\u00e3o uma estrat\u00e9gia essencial para alcan\u00e7ar o prov\u00e1vel eleitor que, talvez, esteja distante das campanhas de rua. Candidatas utilizaram textos em imagens para divulgar suas propostas, v\u00eddeos de dan\u00e7a com seus jingles de campanha, e assim, expandiram seus discursos visando fortalecer sua base mais fiel e conquistar novas mentes e cora\u00e7\u00f5es. Considerando a disputa intr\u00ednseca do per\u00edodo eleitoral e a hist\u00f3rica disparidade na representa\u00e7\u00e3o feminina em cargos eletivos, este trabalho antropol\u00f3gico busca compreender as estrat\u00e9gias de campanha utilizadas por duas candidatas \u00e0 verean\u00e7a, pelo munic\u00edpio de Bel\u00e9m, em seus perfis no Instagram. Contando com a an\u00e1lise das postagens feitas no feed das candidatas, entre os meses de mar\u00e7o a outubro de 2024, em uma esp\u00e9cie de acompanhamento e armazenamento das publica\u00e7\u00f5es, foi poss\u00edvel chegar a semelhan\u00e7as nos tipos de publica\u00e7\u00e3o, cronograma e postura na constru\u00e7\u00e3o das falas das candidatas, que est\u00e3o em campos opostos da pol\u00edtica. Criar uma conex\u00e3o com os apoiadores \u2013 novos ou antigos \u2013 em uma rede social exigia uma constante presen\u00e7a da figura da candidata, esta que jogava com todos os seus marcadores identit\u00e1rios, e uma criatividade que se reinventava a cada dia at\u00e9 a elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Tik Tok e seus impactos comportamentais e cognitivos entre os estudantes da Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica em Bel\u00e9m\/PA &#8211;<\/strong> Tayler Daniel Palheta Amaral (IFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>Esta pesquisa tem como tema central compreender os efeitos do TikTok no cotidiano dos estudantes da Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Tecnol\u00f3gica em Bel\u00e9m\/PA. O estudo observou o tempo de exposi\u00e7\u00e3o dos jovens ao conte\u00fado da plataforma e como isso pode afetar a sa\u00fade mental, a concentra\u00e7\u00e3o e at\u00e9 a produtividade escolar. Investigamos especialmente o fen\u00f4meno chamado de &#8220;brainrot&#8221;, um termo que se popularizou descrever a deteriora\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o e do racioc\u00ednio, ap\u00f3s o consumo excessivo de conte\u00fados r\u00e1pidos e de baixo est\u00edmulo cognitivo. Nossa metodologia envolveu pesquisa de campo com aplica\u00e7\u00e3o de formul\u00e1rios online, contando com a participa\u00e7\u00e3o de 44 estudantes de diferentes cursos t\u00e9cnicos, al\u00e9m de uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica sobre juventude, redes sociais e sa\u00fade mental. Entre os principais resultados, observamos uma alta frequ\u00eancia de uso do aplicativo, tend\u00eancia \u00e0 procrastina\u00e7\u00e3o, dificuldade de foco e relatos de cansa\u00e7o mental ap\u00f3s o uso prolongado. O conte\u00fado mais consumido foi humor, seguido por educa\u00e7\u00e3o e estilo de vida. Tamb\u00e9m identificamos que muitos estudantes fazem o chamado &#8220;doomscrolling&#8221;, passando longos per\u00edodos rolando a tela, sem perceber o tempo. A conclus\u00e3o a que chegamos \u00e9 que o uso excessivo do TikTok pode trazer efeitos prejudiciais para os estudantes, o que refor\u00e7a a necessidade de debates sobre o uso consciente das redes sociais no ambiente educacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os Impactos das Tecnologias Digitais no Rendimento Acad\u00eamico de Estudantes do Ensino M\u00e9dio em Bel\u00e9m &#8211; PA<\/strong> &#8211; Breno Rodrigo de Oliveira Alencar (IFPA), Sofia da Silva Sacramenta (IFPA), Jo\u00e3o Miguel Rosa e Souza (IFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o avan\u00e7o das tecnologias digitais de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TDIC) alterou os modos de socializa\u00e7\u00e3o e aprendizagem entre a juventude estudantil. O fen\u00f4meno do tempo de tela tornou-se objeto de interesse cient\u00edfico em raz\u00e3o das poss\u00edveis rela\u00e7\u00f5es com a sa\u00fade mental e o desenvolvimento cognitivo e escolar de estudantes. Os estudos contempor\u00e2neos apresentam uma vis\u00e3o ambivalente sobre o fen\u00f4meno: por um lado, apontam correla\u00e7\u00f5es negativas entre o uso excessivo de telas e o desempenho acad\u00eamico e cognitivo quando utilizado para fins de entretenimento; em contraste, indicam que o uso de tecnologias digitais pode ser ben\u00e9fico para a aprendizagem dentro de um contexto de uso pedag\u00f3gico. Diante do exposto, o presente trabalho tem como objetivo investigar de forma quali-quantitativa, a rela\u00e7\u00e3o entre o tempo de acesso e uso de smartphones e o rendimento escolar de estudantes do ensino m\u00e9dio matriculados em institui\u00e7\u00f5es de ensino no munic\u00edpio de Bel\u00e9m\/PA. Conclui-se que, isoladamente, o tempo de tela n\u00e3o \u00e9 um preditor negativo do rendimento escolar, sendo seu impacto influenciado por fatores como finalidade do uso, regula\u00e7\u00e3o e qualidade do sono. A pesquisa indica que estudantes com maior exposi\u00e7\u00e3o semanal e uso recreativo tendem a apresentar mais dificuldades escolares, sobretudo em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, enquanto estudantes com uso educativo e rotina digital equilibrada mant\u00eam ou melhoram seu desempenho. Dessa maneira, refor\u00e7a-se a necessidade de pol\u00edticas escolares que promovam o uso consciente das tecnologias e que contribuam para a equidade educacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os Impactos das Tecnologias Digitais no Rendimento Acad\u00eamico de Estudantes do Ensino M\u00e9dio em Bel\u00e9m &#8211; PA<\/strong> &#8211; Sofia da Silva Sacramenta (IFPA), Breno Rodrigo de Oliveira Alencar (IFPA), Jo\u00e3o Miguel Rosa e Souza (IFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o avan\u00e7o das tecnologias digitais de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TDIC) alterou os modos de socializa\u00e7\u00e3o e aprendizagem entre a juventude estudantil. O fen\u00f4meno do tempo de tela tornou-se objeto de interesse cient\u00edfico em raz\u00e3o das poss\u00edveis rela\u00e7\u00f5es com a sa\u00fade mental e o desenvolvimento cognitivo e escolar de estudantes. Os estudos contempor\u00e2neos apresentam uma vis\u00e3o ambivalente sobre o fen\u00f4meno: por um lado, apontam correla\u00e7\u00f5es negativas entre o uso excessivo de telas e o desempenho acad\u00eamico e cognitivo quando utilizado para fins de entretenimento; em contraste, indicam que o uso de tecnologias digitais pode ser ben\u00e9fico para a aprendizagem dentro de um contexto de uso pedag\u00f3gico. Diante do exposto, o presente trabalho tem como objetivo investigar de forma quali-quantitativa, a rela\u00e7\u00e3o entre o tempo de acesso e uso de smartphones e o rendimento escolar de estudantes do ensino m\u00e9dio matriculados em institui\u00e7\u00f5es de ensino no munic\u00edpio de Bel\u00e9m\/PA. Conclui-se que, isoladamente, o tempo de tela n\u00e3o \u00e9 um preditor negativo do rendimento escolar, sendo seu impacto influenciado por fatores como finalidade do uso, regula\u00e7\u00e3o e qualidade do sono. A pesquisa indica que estudantes com maior exposi\u00e7\u00e3o semanal e uso recreativo tendem a apresentar mais dificuldades escolares, sobretudo em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, enquanto estudantes com uso educativo e rotina digital equilibrada mant\u00eam ou melhoram seu desempenho. Dessa maneira, refor\u00e7a-se a necessidade de pol\u00edticas escolares que promovam o uso consciente das tecnologias e que contribuam para a equidade educacional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tambor de Mina no Ciberespa\u00e7o: Um breve estudo sobre a datafica\u00e7\u00e3o da vida de Pai Denilson de Oxagui\u00e3.<\/strong> &#8211; Arlindo Figueiredo do Ros\u00e1rio Junior (UFPA)<\/p>\n\n\n\n<p>Resumo<br>Utilizando a etnografia multissituada, propomos investigar a datafica\u00e7\u00e3o da vida dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, com foco no Tambor de Mina, a partir das viv\u00eancias e pr\u00e1ticas de resist\u00eancia de Pai Denilson de Oxagui\u00e3. Inspirado pela teoria de Andr\u00e9 Lemos sobre a datafica\u00e7\u00e3o como tradu\u00e7\u00e3o de diversas realidades em dados operacionaliz\u00e1veis, o estudo examina as rela\u00e7\u00f5es sociais, saberes tradicionais e resist\u00eancia ao racismo religioso. Nosso objetivo \u00e9 estudar como as tecnologias digitais se reconfiguram a visibilidade dos praticantes de Tambor de Mina, discutindo intersubjetividade e hibridismos contempor\u00e2neos. Os resultados parciais revelam que, devido ao hist\u00f3rico de marginaliza\u00e7\u00e3o do Tambor de Mina, as Comunidades Tradicionais de Matriz Africana t\u00eam menor engajamento em suas redes sociais. Diante disso, observamos que as estrat\u00e9gias de resist\u00eancia de Pai Denilson mostram como a &#8220;algocracia epistocr\u00e1tica&#8221; (um sistema de governan\u00e7a de poder pelos algoritmos) pode ser combatida pela criatividade e inova\u00e7\u00e3o no uso das m\u00eddias digitais, promovendo conhecimento tecnol\u00f3gico e saberes ancestrais. A resist\u00eancia digital de Pai Denilson de Oxagui\u00e3 tamb\u00e9m \u00e9 marcada por uma express\u00e3o de cultura digital que transcende estruturas de poder. Por meio de colabora\u00e7\u00f5es com pol\u00edticos, estudiosos e artistas, e utilizando eventos presenciais e online, o sacerdote transcende fronteiras geogr\u00e1ficas e culturais, promovendo a desobedi\u00eancia epist\u00eamica e o orgulho cultural, inserindo o Tambor de Mina e os demais Povos Tradicionais de Matriz Africana em um discurso global.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: Este Grupo Tem\u00e1tico prop\u00f5e examinar criticamente as interfaces entre antropologia digital, cibercultura, humanidades digitais e intelig\u00eancia artificial, reconhecendo que, ao longo das \u00faltimas duas d\u00e9cadas de Simp\u00f3sios Nacionais, o campo CTS brasileiro se firmou como espa\u00e7o de an\u00e1lise dos v\u00ednculos entre produ\u00e7\u00e3o sociot\u00e9cnica, desigualdades e democracia. 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