{"id":381,"date":"2025-05-21T19:54:21","date_gmt":"2025-05-21T22:54:21","guid":{"rendered":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=381"},"modified":"2025-09-11T10:31:05","modified_gmt":"2025-09-11T13:31:05","slug":"gt01-independencias-sociotecnicas-e-movimentos-sociais-desafios-de-engajamentos-governancas-com-novas-tecnologias","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/11simposioesocite.ufpa.br\/?page_id=381","title":{"rendered":"GT01 &#8211; (In)depend\u00eancias Sociot\u00e9cnicas e Movimentos Sociais: Desafios de Engajamentos \/ Governan\u00e7as com Novas Tecnologias"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Coordenadores:<\/strong> Marcelo Fornazin (Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz), Palloma Valle Menezes (UERJ), Pedro Henrique da Costa Braga (UNIAN-RJ)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resumo:<\/strong> Proliferam na atualidade artefatos e tecnologias que prometem potencializar os efeitos e a articula\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de movimentos da sociedade civil. Desde smartphones e aplicativos, passando por redes sociais e moedas digitais, at\u00e9 placas para gera\u00e7\u00e3o de energia solar, diversos s\u00e3o os exemplos associados a promessas tecnol\u00f3gicas de maior alcance, visibilidade, esperan\u00e7a de sobreviv\u00eancia e sustentabilidade financeira. Contudo, com essas \u201cnovidades tecnol\u00f3gicas\u201d chegam tamb\u00e9m entidades muitas vezes estranhas \u00e0 cosmologia dos movimentos sociais, tais como softwares, c\u00f3digo-fonte, servidores, plataformas, blockchain, wikis etc. Que oportunidades essas tecnologias oferecem para repensar categorias como dinheiro, educa\u00e7\u00e3o, energia e dados? Que tipos de depend\u00eancias ou independ\u00eancias elas criam? Quais desafios de governan\u00e7a imp\u00f5em? Que forma\u00e7\u00f5es passam a ser necess\u00e1rias? Como s\u00e3o produzidas e utilizadas informa\u00e7\u00f5es nesses sistemas? E como os movimentos sociais negociam identidades, prefer\u00eancias e prote\u00e7\u00e3o contra a vigil\u00e2ncia? Investigar essas quest\u00f5es exige transitar entre usu\u00e1rios, t\u00e9cnicos, movimentos sociais e governo. Esse percurso tamb\u00e9m provoca reflex\u00f5es sobre o papel das universidades, centros de pesquisa e laborat\u00f3rios, e aponta para a constru\u00e7\u00e3o de novas articula\u00e7\u00f5es sociot\u00e9cnicas por uma sociedade mais justa e solid\u00e1ria. Consideradas essas breves provoca\u00e7\u00f5es, este GT pretende acolher trabalhos que discutam as poss\u00edveis media\u00e7\u00f5es atualmente presentes nas rela\u00e7\u00f5es entre movimentos sociais e tecnologias. Interessa-nos desde a problem\u00e1tica conviv\u00eancia com \u201cm\u00e1gicas importadas\u201d \u2014 tecnologias prontas e parcialmente indecifr\u00e1veis \u2014 at\u00e9 experi\u00eancias inovadoras de cria\u00e7\u00e3o de artefatos e bens comuns por redes organizadas pelos pr\u00f3prios movimentos. Assuntos de interesse incluem: desenvolvimento e uso de tecnologias por movimentos sociais; formas de governan\u00e7a tecnol\u00f3gica baseadas em bens coletivos; modelos descentralizados, redes comunit\u00e1rias e redes federadas; produ\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 de dados; atua\u00e7\u00e3o extensionista no desenvolvimento tecnol\u00f3gico; e tecnologias voltadas ao enfrentamento das desigualdades sociais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>18\/09\/2025<\/strong> &#8211; <strong>Sess\u00e3o 0<\/strong>1<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hor\u00e1rio: <\/strong>14:00 &#8211; 16:00<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Local: <\/strong>Mirante do Rio &#8211; Sala 201 (2o andar)<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Debatedor:<\/strong> Luiz Arthur Silva de Faria (PESC\/COPPE\/UFRJ)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade (CTS): Agroecologia frente ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico<\/strong> &#8211; Ronaldo Pereira Souza&nbsp;(UFSCAR)<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo apresenta uma reflex\u00e3o entre o campo Ci\u00eancia, Tecnologia e Sociedade (CTS) e os Territ\u00f3rios de Reforma Agr\u00e1ria Popular (TRAP), considerando a agroecologia como uma tecnologia social (TS). Trata-se do resultado de uma viv\u00eancia realizada no Acampamento Cap\u00e3o das Antas, em S\u00e3o Carlos (SP), durante a Jornada Universit\u00e1ria em Defesa da Reforma Agr\u00e1ria (JURA 2025), organizada pelo N\u00facleo de Pesquisa e Extens\u00e3o Rural (NuPER\/UFSCar). O objetivo \u00e9 compreender como o acampamento articula saberes tradicionais, inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, visando integrar o campo CTS aos debates socioambientais e promover um desenvolvimento rural mais justo e inclusivo. A metodologia combina revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica com an\u00e1lise decorrente da observa\u00e7\u00e3o participante, possibilitando uma compreens\u00e3o das inter-rela\u00e7\u00f5es entre o campo CTS e a agroecologia no contexto do acampamento. Os resultados parciais da investiga\u00e7\u00e3o indicam que o campo CTS oferece ferramentas anal\u00edticas e pr\u00e1ticas essenciais para o fortalecimento das experi\u00eancias agroecol\u00f3gicas, contribuindo para a consolida\u00e7\u00e3o de uma reforma agr\u00e1ria ambientalmente sustent\u00e1vel e socialmente inclusiva. Conclui-se que uma abordagem contextualizada da CTS, aplicada \u00e0 agroecologia e articulada com institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, privadas e com movimentos sociais do campo, \u00e9 essencial para enfrentar os desafios contempor\u00e2neos. A forma\u00e7\u00e3o de profissionais e pesquisadores com uma vis\u00e3o integrada entre CTS e agroecologia \u00e9 fundamental na constru\u00e7\u00e3o de alternativas sustent\u00e1veis nos territ\u00f3rios rurais, contribuindo para um futuro sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os e redes livres de organiza\u00e7\u00e3o de movimentos sociais &#8211; Plantaformas e Onda.Social<\/strong> &#8211; Guilherme Flynn Paciornik&nbsp;(UNICAMP),&nbsp;Jader Ribeiro Gama&nbsp;(UFOPA)<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a internet reconcentrou-se em cinco grandes empresas, principalmente no que diz respeito \u00e0 sistemas operacionais, mecanismos de busca e plataformas digitais de redes sociais, os movimentos passaram n\u00e3o s\u00f3 a ter que reinventar seus repert\u00f3rios de a\u00e7\u00e3o coletiva (McAdam, Tarrow e Tilly, 2009), se adaptar a estas e as combater e criar alternativas. Este trabalho busca discutir duas iniciativas de cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o alternativos \u00e0s big techs: a Plantaformas e a Onda.Social. Ambas s\u00e3o constru\u00eddas em software livre e mantidas e desenvolvidas por movimentos. A Plantaformas, mantida pelo coletivo Cosmot\u00e9cnicas Amaz\u00f4nicas, \u00e9 uma plataforma de decis\u00e3o pol\u00edtica coletiva de movimentos sociais que conta com mais de 7000 usu\u00e1rios e possuia em 2025 6000 usu\u00e1rios, 53 assembleias e 35 confer\u00eancias ativas; j\u00e1 a Onda.Social \u00e9 um conjunto de inst\u00e2ncias do Fediverso em adapta\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico e aos problemas brasileiros, a qual nesta data havia uma inst\u00e2ncia teste em funcionamento (organica.social). Ambas s\u00e3o hospedadas e modificadas em seu software, que \u00e9 livre, no Brasil, e s\u00e3o iniciativas de soberania digital, terra preta digital (Gama, 2021), territ\u00f3rios digitais livres e, de formas diferentes, buscam responder ao colonialismo digital, \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica (Simondon, 1958), \u00e0 disparidade t\u00e9cnica digital (Paciornik, 2021), \u00e0 um regime propriet\u00e1rio de visibilidade e cria\u00e7\u00e3o de verdades e ao colapso de contextos (Boyd, 2011). De formas distintas, possuem dificuldades de desenvolvimento, de financiamento e de visibilidade, bem como belezas sociot\u00e9cnicas pr\u00f3prias.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e1lise sociot\u00e9cnica da ag\u00eancia do microcr\u00e9dito no Banco Comunit\u00e1rio do Prevent\u00f3rio<\/strong> &#8211; Marcos Rodrigo Maciel Ferreira&nbsp;(UFRJ)<\/p>\n\n\n\n<p>Para que o microcr\u00e9dito do Banco Comunit\u00e1rio do Prevent\u00f3rio (BCP) funcione de forma eficaz, \u00e9 necess\u00e1rio o envolvimento articulado de diversos atores humanos e n\u00e3o humanos. O tomador do cr\u00e9dito geralmente representa um coletivo e precisa de dois garantidores para acessar os recursos, seguindo o modelo de aval solid\u00e1rio. O BCP \u00e9 uma Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil (OSC), cuja atua\u00e7\u00e3o com microcr\u00e9dito depende da legisla\u00e7\u00e3o. Entre elas, destaca-se a Lei n\u00ba 13.019\/2014 (Marco Regulat\u00f3rio das OSCs), que define os limites e possibilidades de a\u00e7\u00e3o dessas organiza\u00e7\u00f5es, incluindo a atua\u00e7\u00e3o com microcr\u00e9dito e moedas sociais. O microcr\u00e9dito, por sua vez, \u00e9 considerado um ator n\u00e3o humano, pois possui uma metodologia com ag\u00eancia pr\u00f3pria. Em junho de 2025, o BCP reuniu-se com o Instituto E-dinheiro, que \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o dedicada a inclus\u00e3o financeira, e o Laborat\u00f3rio de Inform\u00e1tica e Sociedade (LabIS\/UFRJ) para discutir a cria\u00e7\u00e3o de um aplicativo de microcr\u00e9dito. Descobriu-se que o Instituto j\u00e1 possui um prot\u00f3tipo, abrindo possibilidade de parceria para desenvolver e testar. A iniciativa visa ampliar o alcance, melhorar o desempenho e fortalecer o microcr\u00e9dito nos Bancos Comunit\u00e1rios de Desenvolvimento (BCDs). O microcr\u00e9dito continua relevante ao longo dos anos, sustentado pela cren\u00e7a de que pode transformar a vida de empreendedores. Tanto o BCP quanto uma rede de atores acreditam nisso.. O desafio \u00e9 transformar o microcr\u00e9dito de uma pr\u00e1tica artesanal em uma tecnologia social robusta, acess\u00edvel e escal\u00e1vel, capaz de gerar mudan\u00e7as significativas em favelas e comunidades urbanas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Gera\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3 de Dados sobre a Baixada Fluminense<\/strong> &#8211; Cl\u00e9cio Cardoso Santos&nbsp;(COL\u00c9GIO PEDRO II),&nbsp;Michelle Silvino Nascimento&nbsp;(Col\u00e9gio Pedro II &#8211; Campus Duque de Caxias),&nbsp;Pedro Henrique Paix\u00e3o da Silva&nbsp;(Col\u00e9gio Pedro II &#8211; Campus Caxias),&nbsp;J\u00e9ssica Renata do Nascimento&nbsp;(Col\u00e9gio Pedro II &#8211; Campus Caxias)<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que a produ\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de dados \u00e9 importante na sociedade. Atrav\u00e9s de dados, como os do Censo, podemos conhecer as condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o, identificar desigualdades e elaborar pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas para atender \u00e0s necessidades sociais. Todavia, muitas vezes os dados s\u00e3o inacess\u00edveis, inconsistentes com a realidade ou inexistentes. Partindo desse diagn\u00f3stico, movimentos sociais t\u00eam desenvolvido iniciativas de \u201cgera\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 de dados\u201d, que consistem na produ\u00e7\u00e3o ativa e consciente de dados para a transforma\u00e7\u00e3o da realidade local. Esta comunica\u00e7\u00e3o oral visa compartilhar a experi\u00eancia do projeto de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u201cGera\u00e7\u00e3o Cidad\u00e3 de Dados sobre a Baixada Fluminense\u201d, realizado com estudantes do ensino m\u00e9dio integrado em desenvolvimento de sistemas do Col\u00e9gio Pedro II, campus Duque de Caxias. A metodologia do projeto consiste em trabalhar concomitantemente, por um lado, a leitura cr\u00edtica de textos sobre a import\u00e2ncia social, pol\u00edtica e econ\u00f4mica dos dados na sociedade contempor\u00e2nea e, por outro lado, o desenvolvimento de uma plataforma para a gera\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 de dados, articulando conhecimentos do curso t\u00e9cnico com uma aplica\u00e7\u00e3o socialmente engajada. Nos dois primeiros anos do projeto, os estudantes desenvolveram um site para a exibi\u00e7\u00e3o em mapa dos dados da pesquisa Justi\u00e7a H\u00eddrica e Energ\u00e9tica nas Favelas, realizada em 15 favelas do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. Neste ano, busca-se expandir a plataforma para incorporar dados produzidos por outras iniciativas de gera\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 de dados, como a plataforma Fogo Cruzado.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coordenadores: Marcelo Fornazin (Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz), Palloma Valle Menezes (UERJ), Pedro Henrique da Costa Braga (UNIAN-RJ) Resumo: Proliferam na atualidade artefatos e tecnologias que prometem potencializar os efeitos e a articula\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de movimentos da sociedade civil. 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